Posts Tagged ‘religião

09
jan
12

Não há fadas no jardim.

Era um pequeno povoado. Pequeno mesmo. Cerca de 50 habitantes…homens, mulheres e um punhado de crianças.

Viviam em meio a floresta onde tinham água, comida e caça. Eram bons agricultores e plantavam de tudo…de tudo que a terra e o clima permitiam.

Mas a sobrevivência deles, de acordo com o líder do povoado, possuia apenas um culpado – as fadas que habitavam aquela região – sempre garantindo boas colheitas e fartura nas caças. Todo mês separavam mais da metade de seus suprimentos estocados para oferecer as fadas. Iam de tardinha, deixavam toda a comida e partiam antes da meia noite – horário que as fadinhas vinham coletar as oferendas.

Uns diziam que eram ninfas, belas com asas, outros diziam que eram parecidos com leões e possuiam asas de águia. Alguns diziam até ter conversado com as fadinhas, mas fato era que não havia um consenso – cada um pintava a imagem das fadinhas como bem queriam.

Alguns meses se passaram e a situação não estava boa…a caça havia se esgotado e o solo também. As colheitas já não eram mais fartas e começava a faltar carne na mesa. Preocupados os líderes do vilarejo se reuniram, temendo que a falta de alimento prejudicasse a oferenda às fadas, complicando ainda mais a situação. Apesar da situação crítica, era unânime – não poderiam faltar com as fadas, que tanto fizeram por eles por todos esses anos…algo de errado devia estar acontecendo, mas com certeza era só esperar que as fadas iriam resolver. Bastava que fizessem sua parte – dar metade de todo seu suprimento em oferta.

Sem que notassem, apenas um jovem do vilarejo decidiu se esconder próximo ao local da oferenda. Após o ritual ser feito e os alimentos postos no local, todos foram embora menos ele. Escondeu-se em um rochedo próximo. Resolveu ficar lá para tentar conversar com as fadas, ele precisava descobrir o que havia de errado para tentar ajudar sua vila. Sua irmãzinha chorava toda noite com fome, pois não tinha o que comer devido ao racionamento – que reduzira a 1 refeição por dia sua rotina. Ele queria fazer um apelo aquelas doces fadinhas que haveriam de lhe atender, afinal sempre estiveram lá por tantos anos.

Horas, dias, semanas…bebia água do riacho próximo e comia um pouco da comida oferecida…afinal elas teriam que entender, ele tinha muita fome e precisava esperar por elas lá…após 4 semanas fora encontrado por um grupo de homens do vilarejo, dizendo que já procuravam por ele fazia semanas devido a seu sumiço. O jovem explicava aflito que não haviam fadas! Que ele havia ficado escondido ali o tempo todo e que quem acabava devorando as oferendas expostas, eram a fauna local. Ele viu tudo acontecer.

Os homens furiosos lhe perguntaram como havia se mantido por 3 semanas ali. Ele mostrou o riacho próximo e disse que havia comido um pouco da oferenda para se manter, mas que mais da metade fora devorada por animais da floresta. Irritados arrastaram o jovem de volta para a vila e o julgaram. Disseram que ele havia comido toda a oferenda e por esta razão as fadas não ajudariam mais o vilarejo – ele havia condenado a todos.

O rapaz chorava e tentava explicar os fatos, mas era abafado pelos gritos e vaias de ódio dos habitantes. O líder disse que somente sacrificando o próprio menino como sinal de boa fé, mostraria que eles não concordavam com o que o menino havia feito – sua morte mostrará as fadas que nós não tivemos nada com isso!

Assim foi feito. O jovem foi morto e oferecido no mesmo local de oferendas. Deixaram seu corpo lá e foram embora, pouco antes do anoitecer. Ele ficou lá…servindo de alimento para os animais da floresta…

Poucos meses depois todos morreram devido a fome. Não se mudaram para terras novas, pois um dia as fadinhas havia de lhes salvar…

22
maio
11

O motivo de crer : Introdução

Começarei uma série de posts que abordarão este tema. O motivo, o cerne, o por que, o tal qual, a mola propulsora, o sentido da vida (para muitos) – A crença religiosa. Não irei apontar uma religião específica tampouco um deus qualquer. Irei falar de modo geral dessa tão dita “virtude” – a fé no divino.

Gostaria de deixar claro de antemão que não irei cobrir todos os motivos existentes (seria, digamos, impossível) irei tratar apenas dos que eu conheço e entendo. Os mecanismos que levam esses poderosos memes a se replicarem e mutarem (em bastante casos) com tanta facilidade e velocidade.

Eu não saberia dizer quando exatamente a crença em algo misterioso e superior, uma espécie de criador oni-tudo começou, mas posso falar muito bem sobre como existe hoje.

Quanto mais procuro, menos sentido a existência de um deus faz. Intrigante ver o quão diferente as pessoas possam ser a ponto de bilhões dela pensarem completamente diferente. Mesmo. Extremo opostos. Algo como quase eu zero e eles um.

Hoje mesmo supostamente deveria ser o fim do mundo para um grupo de evangélicos norte americanos que logicamente tem espaço aqui no Brasil. Pude ver em diversos ônibus circulando pela cidade (Niterói/RJ) a propaganda do fim do mundo e o início do arrebatamento hoje. Eles afirmam ter provas bíblicas irrefutáveis deste evento. Nada aconteceu. Isso os torna mentirosos? Idiotas? Ou o que?

Seria a crença deles no fim do mundo hoje tão absurda assim? As pessoas acreditam que um espírito engravidou uma mulher, que seu filho 33 anos mais tarde foi morto e ressuscitou 3 dias após. Seu pai teria assistido tudo lá de cima e nada fez, pois era parte de um plano maior seu filho ser surrado até a morte. Sem falar em outros absurdos bíblicos, como Adão e Eva. Isso não torna qualquer cristão idiota, mas aqueles que achavam que o mundo ia acabar hoje com base em estudos bíblicos são idiotas. São alvo de chacota de outros grupos cristãos.

Curioso não?

Vejo muitos cristãos criticando o Bolsonaro (ficou famoso após polêmicas declarações homofóbicas no CQC), mas se pararmos para pensar ele sim estaria mais próximo dos valores bíblicos que estes cristãos que o criticam. Não lembro de nenhuma passagem bíblica que dissesse ou desse a entender que o homossexual era algo a ser respeitada e compreendida. Aliás o único cristão famoso que vi dizer isso foi Chico Xavier em um programa de entrevista da extinta rede Tupi.

Não consigo deixar de notar certas incoerências. O papo que rola é “Awww mas nós filtramos as coisas ruins da bíblia né! Não vamos levar tudo ao pé da letra!” – Claro. E quem seríamos nós para dizer o que presta e o que não presta no que chamam de ESCRITURAS SAGRADAS. Foi DEUS quem escreveu aquilo. Como ousa interpretar/filtrar tais palavras?

Começarei por partes. Próximo post irei especificar os motivos do crer das pessoas que conheço. Contextualizarei/tecerei comentários acerca.

24
jan
11

Jesus devia ter apanhado mais?

É o nome do post vem de uma comunidade criada no orkut uns tempos atrás. Ela foi criada, recebeu umas 5 mil denúncias e agora voltou dizendo estar em prol do livre pensamento/liberdade de expressão. O que não deixa de ser. Não chequei o conteúdo dela, pois não é aberta ao público.

Partindo do mesmo pressuposto da liberdade de expressão criaram uma comunidade que repudia a citada anteriormente. Uma cristã criou -> Comunidade aqui <- em “defesa” a Jesus. Resolvi dar uma olhada nessa comunidade e seu único tópico chamado “Deixem sua opinião aqui” e devo assumir que algumas pérolas me chamaram a atenção.

Cara, eu não desejo que você pague muito caro por isso. Agora, acho uma aberração de sua parte, falar que aquele que te sustenta todos os dias, aquele que te coloca de pé toda manhã, aquele que está te proporcionando tudo para sua vida, deveria ter apanhado mais.
E ainda acho mais hipocrisia da sua parte, falar que isso é liberdade de expressão, isso é uma ofensa. Liberdade de expressão, é ter seu direito de constatar e não ofender a crença dos outros com palavras chulas.”

Observem o negrito. Isso tudo. Acontece que quem criou a comunidade, caro cidadão, nem sequer acredita na existência do super ser, Jesus. Portanto para ele Jesus não passa de uma figura folclórica da bíblia (que está cheia delas, por sinal). Entendam isso. Por sinal ele fez uma constatação. Jesus deveria ter apanhado mais. Não há nada de chulo no NOME da comunidade.

Então se eles não acreditam no amor de Cristo, não devem acreditar em mais nada.

Errado.

As pessoas sofrem no amor, na vida profissional, ou até num amor não correspondido, o que acontece, a raiva. daí começa a criar esse tipo de coisa.”

Ó sim. Pois toda e qualquer manifestação de descrença a Jesus só pode ter um motivo – Ódio. Logicamente! Como não havia pensando nisso antes!

kraca ñ da pra acreditar em tal coisa e deprimente a q ponto chegamos de ter pessoas q acham bunitinho fazer esse tipo de comunidade concordo q ñ e proibido manifesta um pensamento mas isso e mórbido e nojento.”

Uh…ok campeão!

E a cerejinha do Sundae…

achei isso um absurdo! Fiquei horrorisada! Que tipo de pessoa faz isso? Quem faz isso, não é ateu não! Ateu é quem não tem religião, mas acredita em Deus. Pessoas que não acreditam são chamadas de agnósticos.”

Ó não! Então…esse tempo todo eu acreditava em Deus e não sabia! Não! Nãoooooooooooooooooo! Dicionário filha, dicionário!

E no mais a comunidade e a opinião dos membros se vale de “Ofensa/Falta de respeito/absurdo/não acreditar é uma coisa, mas isso é ofensa”. Resumindo – um bando de pessoas dizendo exatamente a mesma coisa, mas com aquele intuito de “deixar minha opinião pra todos verem”. Podiam resumir todo o tópico em uma simples frase.

Eu acredito em Jesus. Logo quem coloca em cheque sua veracidade ou debocha dele me irrita profundamente, pois é algo muito importante em minha vida. Não desejo retribuição divina a quem faz isso, mas que ele vai queimar no inferno ele vai! Ah se vai!

Isso seria basicamente o conteúdo da comunidade. Cara se eu acreditasse em Jesus e não fosse fanático como muitos são, não me importaria muito com isso…afinal criar ou não uma comunidade muda tanto o fato assim de quem Jesus foi ou deixou de ser?

E outra o cara chamou JESUS de frouxo, mas todos levam pro lado pessoal. Como se Jesus fosse uma propriedade deles. Um direito. Logo se ofendeu Jesus tá me ofendendo!

Nossa mãe. Aonde esse mundo vai parar. =\

08
ago
10

Anti-teísmo?

Comum ao afirmarmos que algo é ruim. Mais comum ainda é, quando isto ocorre, sermos rotulados como generalizadores ou exagerados.

“Seu ponto de vista é limitado! Você só vê o lado ruim da coisa!” ou “Não é assim. A maioria pode até ser, mas tem aqueles que não são assim no (insira aqui o grupo criticado)!”

E ao ouvirmos isso normal fazermos aquela cara de bunda e concordar com a pessoa que lançou esse argumento.

Acontece que…isso é um argumento?

Existem muitos assuntos que são quase que concordâncias universais e jamais são vítimas do argumento “generalização precipitada” ou “tendenciosa”. Exemplo disso? Nazismo.

Se falarmos “O nazismo era horrível!” dificilmente ouviremos “Aw, não exagere! O Nazismo não era de todo mal. Tinham alguns nazistas que nem eram radicais…”

Creio eu que esse tipo de coisa não ocorra, pois normalmente o termo “nazista” é utilizado quando queremos demonstrar que algo é radical ao extremo ou por simplesmente jamais conseguir nos sentir bem ao demonstrar simpatia por algum produto nazista. Claro que isso exclui os neo-nazistas ativistas.

Alguns outros assuntos devem se encaixar nessa quase que imunidade da “generalização”. Isso deixo aos leitores, como reflexão, pensar e identificar alguns assuntos que se encaixam nesse perfil.

Bem o ponto do meu post não é esse. O ponto é até onde generalizar na religião poderia de fato ser considerado como um argumento?

Digamos que em discussões, é fácil apontarmos nos dias de hoje (vamos deixar o passado de fora, por agora) o quão alienante as mídias evangélicas podem ser. Falo mídias, pois eles estão se expandindo de diveeeeeersas formas distintas. Internet, rádios, jornais e canais de tv dedicados 24h a propagar a doutrina evangélico-cristã.

O que encontramos nesses canais? Doutrinação de crianças e jovens, homofobia, preconceito, racismo e apologia a diversos dogmas cristãos completamente infundados. Sem contar na pitada de misticismo de algumas igrejas onde os pastores AFIRMAM operar milagres.

Certeza que já terão pessoas que ao lerem o ultimo parágrafo começarão a esboçar os primeiros sinais do “Awww mas você está generalizando! Nem todos os pastores são assim!”

De fato, nem todos os pastores são assim. Mas ai jaz a cerejinha do sundae. O ponto desse post. Aonde estão os “bons religiosos” nessa hora?

Os fanáticos surgem, propagam idéias completamente surreais e vendem idealismos recheados de ódio e preconceito. Não satisfeitos, sugam até o último centavo dos fiéis e vendem curas milagrosas que não curam nada. Enquanto de um lado as pessoas mais esclarecidas lamentam por isso, os religiosos não fanáticos e moderados, pertencentes aquele mesmo grupo dos fanáticos, fazem o que? Nada.

Eles deixam os bandidos e mau-caráteres, se instalarem de maneira legítima. Sem nenhuma forma de combate ou esclarecimento. Isso ocorre em diversos meios. Sempre sob uma liberdade incondicional e vetada de qualquer embate. Não digo de proibir a execução destes cultos, claro. Não irei entrar no mérito da liberdade de culto, protegida por lei. Digo em tentar levar esclarecimento dentro das próprias igrejas para abrir o olho dos religiosos para estes tipos de prática.

Para condenar gays, ateus, lésbicas e quaisquer outro grupo que julgam “demoníacos” eles não poupam discursos ou esforços. Mas para combater os charlatões e enganadores dentro de seus próprios grupos a coisa muda.

Seria algo “Bom, ele é radical e eu jamais concordaria com esse papo de cura milagrosa, mas bem ou mal ele tá levando a palavra de Deus…” Porra! Espero que não! Os meios justificam os fins?! Caramba, que cristão esse pensamento!

Seria religião de todo mal? Estaríamos generalizando? Podemos citar a religião como algo bom em casos isolados. Um ou outro que largou as drogas, mas virou um religioso quase que fanático. Alguém que ia se matar e encontrou conforto em uma religião. Alguém que perdeu um parente próximo e sente-se melhor por crer que o verá em breve novamente.

Mas por outro lado, temos fatores globais tão fortes que podem nos levar a concluir que religião nos dias de hoje causam muitos males e são um dos fatores que mais disseminam preconceitos. Quer pior inimigo a oficialização do matrimônio gay? Não consigo ver sequer UM ARGUMENTO BEM EMBASADO, que demonstre um bom motivo para que o casamento gay não seja aceito. Todos os argumentos tem embasamento bíblico forte, até os mais desenvolvidos acabam esbarrando em uma passagem bíblica no final.

Estamos em 2010, mas sinto que isso só tende a piorar e se firmar. Temos o Crivella (evangélico ferrenho) como senador, Garotinho também, José Serra maldizendo ateus em comícios com maioria religiosa e uma febre cristã crescendo. Aw e até na medicina! Médica norte-americana que criou vacina “anti-lésbica”. (Motivo de meu próximo post, por sinal).

Era das trevas…?

07
maio
10

Crença & Pessoal

Interrompo minha estória delirante acerca de Aquiles para um assunto sério. Não se preocupem, próximo post teremos a continuação e desfecho desta aventura. =)

Bom como todos sabem eu sou contra qualquer tipo de idolatria. Seja por times de futebol (um dos piores tipos de idolatria na minha opinião) ou deuses. Por idolatria entenda-se não somente acreditar, mas fazer daquele objeto de idolatria algo mais importante que tudo. Algo que o torne fanático. Algo que o faça cometer coisas estúpidas, como agredir torcedores rivais pois apenas são do outro time ou amarrar bombas no seu corpo e se explodir, achando que está indo viver com virgens e limpando a terra de infiéis.

Algo que me deixa um bocado irritado é religião ser um dos assuntos intocados. Não se pode fazer piada com nenhum dos mitos dito “sagrados” que as pessoas que acreditam se sentem absurdamente ofendidas. Até as pessoas não fanáticas ficam ofendidas com aquilo. Isso eu já experienciei com conhecidos e amigos que acreditam, mas nem sequer vão a igreja. Eles ficam ofendidos. Se eu fizer uma piada com Jesus é como se eu tivesse feito uma piada com a mãe do cidadão/cidadã.

As coisas que eu acredito, por exemplo, vejo piadas com Darwin ou sua teoria quaisquer outros valores que eu venha seguir e não levo para o lado pessoal. Brinco rio e sacaneio. Provavelmente me ofenderia se fosse algo direto a minha pessoa e não a um conjunto. As pessoas se ofendem pois acreditam em Jesus, mas e dai?

Uma piada acerca das 300000 contradições/absurdos bíblicos não deveriam ser levados tão a sério. Fazemos piadas de diversas coisas, sobre todo tipo de assunto, até mesmo essas pessoas que se sentem ofendidas com Jesus sendo sacaneado. Faz parte da nossa cultura e digo-lhes, uma parte muito boa.

Termos a capacidade de transformar quase tudo em algo bem humorado que nos faça dar risadas. Amenizar um fato trágico e trazer um pouco de leveza em coisas mais pesadas.

Por mais doentio que eu ache a Bíblia em especial a carta de Paulo aos romanos (terminei de ler ela e simplesmente fiquei de boca aberta) tenho respeito pela crença, não fico exigindo a todos que acreditam que fiquem se justificando os por-quês. Agora ficar ofendido com piadas ou brincadeiras pois “É minha crença, está me desrespeitando!” Pro inferno!

Primeiro não é sua crença. Segundo ela já existia milênios antes de você nascer. Terceiro foi escrita por diversos autores, possui inúmeras traduções e manipulações (o que já torna duvidoso a bíblia dos dia de hoje, o quão precisa ela seria se comparada a original?). Tudo que tá na bíblia foi parte de um acordo, que excluiu diversos outros evangelhos, ou seja, o que está ali não está por ser verdade ou acaso – está por um motivo.

Sua crença não é você. Pessoas que se definem por suas crenças, deveriam parar para pensar o quão a sério elas se definem. Se quer se definir pela sua crença, então comece a seguir o estilo bíblico de vida – odeie homossexuais, apedreje adúlteros e coloque Deus acima de tudo. Mesmo. Tudo. Inclusive de sua própria vida e de seus filhos – Assim como Abraão. Parece que soa bonito e correto dizer que é “cristão” para os outros ouvirem – como se isso automaticamente o tornasse uma boa pessoa.

A verdade é que são poucos os religiosos que levam sua religião a SÉRIO MESMO. Quantos evangélicos conhecemos que fazem sexo antes do casamento? Que engravidam até antes de casar? Religiosos homossexuais e por ai vai. Isso ao meu ver é ótimo! Sinal que uma espécie de bom senso ou algo do gênero, faz com que as pessoas consigam separar e filtrar alguns absurdos que na época em que a bíblia foi feita faziam todo o sentido.

Espero que esse tipo de comportamento continue a se seguir, até que fiquem com as poucas coisas boas da bíblia e joguem todo o resto fora. Seguir uma moral bíblica inflexível nos dias de hoje seria no mínimo, uma loucura estúpida. Coloquem a graça na religião de volta.

06
abr
10

Chico e o Espiritismo

Olá pessoal. Páscoa passou, dia de lembrarmos daquele que morreu, lutou e ressuscitou por nós! Qual o nome mesmo…Goku? Não, acho que era um tal de Neo…enfim.

Diante da recente estréia no cinema sobre Chico Xavier resolvi postar minhas considerações acerca do que eu penso do espiritismo, mais especificamente de Chico Xavier. O filme tem feito bastante sucesso. Irei vê-lo em breve.

Quem foi Chico?

Bem, nascido em Minas Gerais, Chico foi uma criança pobre e teve uma infância sofrida. Apanhava dos responsáveis e perdeu a mãe muito cedo. Aparentemente sua mediunidade se manifestou pela primeira vez quando tinha 5-7 anos. Onde conversava/via a mãe (que já estava morta), conversas essas que lhe traziam certo alívio. Mais adiante após psicografar um livro de poesias (um ou mais, não me recordo com exatidão) foi chamado para ocupar uma cadeira na academia brasileira de letras, que recusou, lhe rendendo uma bela surra do pai. Psicografou mais de 200 livros (dos quais afirmava que nunca foram dele) e deixou seguidores, fãs, adeptos pelo Brasil inteiro. Sempre reconhecido pela sua aparência mirrada e voz tranquila, Chico Xavier de fato, foi um tremendo fenômeno.

Espiritismo, Chico e toda essa párra!

Bom de cara deixarei bem claro das inconsistências que são base da doutrina espírita. Reencarnação e Alma ou “espírito”. Nenhuma das duas coisas puderam ser amplamente observadas a ponto de constituírem um fenômeno observável e evidenciado amplamente. O que me intriga é que mesmo assim é tido como verdade absoluta e ponto certo para os espíritas. “Eu acredito pois fulano já incorporou na minha frente e me disse coisas incríveis!” Parabéns! Acontece que mediante a tal situação o que deveríamos cogitar como hipótese? “Bom, ele pode ter acesso a diversas fontes de informação e descobrir muitas coisas a respeito da vida de quem ele quiser.” ou “O MEU DEUS! Meu pai morreu e agora está soprando no ouvido dele tudo isso! Incrível!” Minha postura cética acerca desse tipo de fenômeno (se é que podemos chamar essa tremenda inconsistência de fenômeno) não me convencem e ao meu ver não demonstram porcaria nenhuma.

Reencarnação? O que fez as pessoas que criaram essa doutrina acreditar nisso? De forma resumida – a reencarnação teria como propósito final, termos diversas chances de aprendermos com nossos erros e voltar na terra diversas vezes. Com isso evoluirmos e atingirmos um propósito final. Uma finalidade. Um ponto final, tal qual, não voltaríamos mais.

Agora lhe pergunto – Por qual razão devemos evoluir? Por qual razão surgiu essa idéia de que “todos merecem ser felizes e ter 300000000000 chances, não importa o quão medonhos seres sejam, Jesus ama todos, logo todos terão chances de se redimir e recber o perdão. Não importa o quanto errem até notarem que estão errados. Deus está lá para todos!”

Isso me soa niilista. Nega totalmente nossa realidade, enquanto percepção nossa, uma espécie de conforto pós-vida. Um reforço para que possamos nos sentir confortados, pois no final iremos alcançar o tão almejado perdão e a graça de deus. Me soa conformista, pois mediante a falta de justiça terrena podemos nos deleitar ao dizer “Esse ai pagará uma hora ou outra!” e vivemos nossas vidas. Para mim é fácil entender que temos essa vida somente, portanto devemos vivê-la da maneira mais prazerosa que nos couber. Sem nos preocupar com punições divinas. As pessoas vivem as vezes essa vida mais pensando no “depois” do que no agora. Realmente essa razão não me entra na cabeça. Gostaria de saber quais são as razões REALMENTE fortes, para que possamos ao menos cogitar a reencarnação. Mesmo.

Chico e seus fenômenos.

Existe um grande mistério acerca do Chico, especialmente quando se trata da psicografia. Um homem de baixa escolaridade escrever tantos livros feito ele. Bom existem diversas hipóteses que poderiam explicar boa parte das psicografias (uma delas seria a leitura fria, uma técnica que não estou familiarizado – pretendo pesquisar mais sobre), mas a conclusão que as pessoas chegam mediante todos aqueles livros, sem titubear – Ele recebia informações diretas de espíritos. A tremenda falta de ceticismo nessas questões é algo que me incomoda um bocado.

Quase 700 palavras, irei retomar esse assunto no próximo post. Irei falar mais sobre a psicografia e mais curiosidades acerca do Chico. Abraços!

14
mar
10

Puzzle Box

Era um local perfeito. Tinha recursos hídricos abundantes, nutrientes vindos de diversas fontes e uma atmosfera rica em substâncias favoráveis ao desenvolvimento. Eles dividiam-se em grupos pequenos e moravam em abrigos. Alguns eram pequenos, outros enormes. Não tinha um padrão neste sentido, eram muito diferentes. Alguns nem abrigos tinham.

O que mais me intrigou foi o estudo de alguns destes abrigos temporários. Os grupos que viviam divididos se juntavam determinados momentos, sempre, em um local bem grande. Percebi que existiam inúmeros destes locais centralizadores de grupos, bem diferentes entre si. Através de bastante observação pude perceber um padrão em boa parte deles – um ser, com roupas hora luxuosas, hora espalhafatosas, ficava em um local elevado e falava por todo o evento. Em boa parte desses eventos os outros apenas escutavam. Ficavam bem sérios. Em outros locais semelhantes, emitiam sons, agitavam-se bastante e se jogavam no chão. Algo bem intrigante ao meu ver, mas muito sério para eles.

Estudos mais aprofundados acerca destes dois grupos, revelaram que eles não se misturam nestes locais. Cada um visita o seu. Nos demais eventos, se misturam normalmente, convivem e se comunicam. Mas nestes fenômenos em si, dividem-se em seus grupos específicos. Percebi que o principal motivo para esse separatismo é algo relacionado ao que eles costumam chamar de “ideologia” ou “crença”.

Ao estudar um pouco delas, descobri como esses grupos se chamam. “Católicos” e “Evangélicos”. Os “evangélicos” possuem diversos locais com nomes diferentes e formas de proceder nos eventos bem variadas. Dos mais calmos até os mais agitados. Percebi um padrão mais uniforme quanto ao grupo chamado de “católicos”.

Descobri que ambos acreditam nas mesmas coisas. Um tal de “Deus” e o seu filho “Jesus Cristo”. Seguem o mesmo documento escrito, mas possuem locais de encontro diferentes. Seguem o que costumam chamar de “moral” muito semelhante, mas possuem locais de encontro diferentes. Seguem o mesmo “Deus” e “Jesus”, mas possuem locais de encontro diferentes. Possuem muitas características em comum, mas cada um julga sua ideologia ou “crença” ser mais correta que a outra. Muitos componentes destes grupos tendem a se atacar ferozmente, afim de demonstrar o que eles entendem por “certo” e “errado”.

Me afastando um pouco deste fenômeno, descobri um pequeno grupo que não possui uma “crença”. Foi difícil notar este grupo, pois ele não se difere dos outros em costumes com exceção do não comparecimento a estes eventos regulares, onde a maior parte dos dois grupos mencionados se juntam. Notável ver que os grupos de “católicos” e “evangélicos” se unem ideologicamente contra esse terceiro grupo, que chamarei de “descrentes”. Atacam-os sobre diversos aspectos. Logicamente que esse terceiro grupo revida e uma espécie de embate é levantado. Fico observando o que motiva tal espécie a ter grupos tão distintos? Mais estudos acerca dessa fenomenologia seriam necessários.

Notei um quarto grupo, este foi difícil de apontar, pois está contido em todos os três grupos anteriores. Os chamados por eles mesmos de “fanáticos”. Levam sua crença ou não-crença ao extremo, são intolerantes, agressivos e tendem a se comportar de maneira violenta quando contrariados, nem sempre físicamente.  Este grupo em alguns casos se organizam e promovem eventos que reforçam esse “fanatismo” gerando mais problemas e tornando o fenômeno “crença” ou a negação deste, algo bastante delicado.

Particularmente, após breve estudo desses grupos, especialmente dos fanáticos, conclui que :

– Lidam com um conceito confuso e muito improvável. Eles chamam isso de “verdade”. Pesquisei sobre este conceito nas fontes utilizadas por eles mesmos, afim de entender o que era. Existem tantas “verdades” diferentes e negações das mesmas que o fenômeno “verdade” é algo extremamente inconclusivo. A chave do separatismo ideológico destes grupos se baseia neste conceito. Problema que nem eles mesmos sabem definir o que tanto dizem acreditar saber. Diria que esta espécie de símios está longe de ser considerada evoluída, em relação aos seus ancestrais que vivem em grupos menores e fora das chamadas “cidades”.




Aterro Sanitário

Lixo da Vez - Ronaldo o FENOMENO?!

Oi, queria agradecer ao espaço cedido pelo amigo e também entusiasta da copa, Bocadoogro.
Vocês sabem que eu sempre fui brasileiro desde que nasci no Brasil. Gosto muito do brasil e vou curtir muito assistir a copa do meu telão de cinema na minha casa lá na europa.

Mas vim aqui para um assunto mais importante. Essa palhaçada toda de protesto a respeito de usar dinheiro da copa para fazer hospital. Amigo, repito e disse, não se faz copa com hospital! Precisamos de estádio. Esse dinheiro que foi pro estádio não iria para hospital. Se não fosse pela copa o estádio nem o hospital existiria.

Vocês reclamam de hospital, não entendo! Sempre que fico gripado ou preciso de médico o Sírio-Libânes tá lá de boa. Não entendo essas reclamações. Neste ponto eu apoio meu amigo Pelé, grande sábio. Vamos esquecer essas bobeiras e focar na copa.

Grande abraço para vocês, do Ronaldinho Fenômeno.