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04
abr
14

Startup Weekend Favela 2014

Olá internet! Agora que arranjei uns minutos para respirar e por tudo em perspectiva, irei dividir um breve post a respeito da Startup Weekend realizada no morro da Providência este ano. A primeira vez que este evento acontece em uma comunidade do Rio de Janeiro misturando o universo do empreendedorismo e inovação com o rico ambiente cultural e humano que é a comunidade da Providência.

O evento em si dispensa apresentações, o Startup Weekend já acontece pelo mundo todo fazem uns bons anos. O evento basicamente é uma grande JAM, aonde times devem criar uma startup/negócio em aproximadamente 54 horas. Alguns participantes logo no início fazem um pitch (apresentar uma idéia em 60 segundos) e uma votação ocorre. Ao final, as 9 idéias mais votadas são levadas adiante. Os grupos se formam de maneira espontânea, você corre atrás da idéia que quer trabalhar e os trabalhos começam nos dois dias que seguem.

No final 9 idéias foram escolhidas sobre temas diversos: lixo nas comunidades, cultura, geração de renda e um projeto que me chamou a atenção – criado pelo Hudson, um rapaz de 19 anos que mora na comunidade do Borel – A inserção dos e-sports (jogos digitais como esportes) nas comunidades. Sabe aquela história de termos escolinha de futebol nas favelas? Que tal uma escolinha de League of Legends, Battlefield, Crossfire, Starcraft, Dota, etc? Gerar inclusão digital e levar essa cultura gamer para as comunidades.

Achei a idéia fantástica, pois também sou um gamer e já estudei muito a respeito do processo de criação de jogos, mas acima disso acredito que jogos são uma mídia fantástica. Possuem um potencial enorme tanto para o entretenimento, quanto para o lado educativo. Acreditem se quiser – aprendi inglês graças a Diablo II, o que me permitiu mais tarde, passar no TOEFL e conseguir uma bolsa de estudo. Comigo foi um processo não guiado e sem pensar. Não jogava Diablo II com o intuito de aprender inglês, precisava aprender pois a economia do jogo era baseado em trocas. Como iria barganhar se não sabia me comunicar? Então era dicionário português-inglês na mão e muita tentativa e erro.

Agora a idéia é – como transformar isto num método afim de explorar este potencial nos jogos, de maneira eficaz? Usar jogos que não possuem finalidades pedagógicas como uma ferramenta extra aos entediantes livros e quadros negros das salas de aula. A idéia do Hudson era apenas fomentar a cultura gamer profissional nas comunidas, mas logo logo ao batermos um papo vimos que o projeto poderia se desdobrar muito além daquilo.

A grande Jam então começou. Nosso grupo era diverso, eu como designer, moradores de outras comunidades (conhecimento tácito e local), empreendedores, desenvolvedores, etc. Começamos a etapa da modelagem de negócios com o Canvas. Pensar estratégias, segmentos de clientes, geração de renda, etc. A mentoria foi excelente, nos ajudando muito. Uma das mentoras, a Lindália, Diretora de Inovação da Estácio, nos colocou em contato direto com o ex-presidente da Intel para batermos um rápido papo a respeito do mercado dos jogadores profissionais. Foi sensacional.

Assim nascia a Incoming Brasil Games – a primeira startup focada na profissionalização de gamers nas comunidades do Rio de Janeiro. O evento seguiu. No último dia um campeonato piloto foi realizado em uma lan house local. Validando a idéia/formato de campeonatos. O primeiro lugar ganhou uma bolsa de estudos em um curso profissionalizante, de um dos patrocinadores que estavam no evento. Descobrimos através dos próprios gamers da comunidade, que o mercado é enorme e a procura por esse tipo de fomento também.

A Incoming Brasil Games ficou em segundo lugar, mas foi como se tivéssemos ficado em primeiro. A comoção do pessoal, a chuva de parcerias/pessoas interessadas no projeto e no próprio Hudson (criador da idéia) foram imensas. Aos mais descrentes no início (jogos são coisa de desocupados) foi um belo aprendizado – jogos são uma mídia única e fazem o que um livro, filme, música – dê o nome – não conseguem. Não no sentido de serem superiores, mas no sentido de possuirem elementos muito mais abrangentes e com potenciais que nem mesmo a indústria dominou ainda.

Minha lição? Aprendi que existem empreendedores incríveis nas comunidades e que idade não faz a menor diferença (o primeiro lugar foi um senhor de 70 anos, com uma plataforma de saúde). Percebi que é necessário a criação de ambientes como a startup weekend, mas de maneira sistemática. Existir um espaço nas comunidades permanentes para isso, aonde outros “Hudsons” possam tirar suas idéias do papel e ao mesmo tempo impactarem suas vidas e de outras pessoas positivamente.

Em resumo – troca de experiências, networking, idéias inovadoras e um espaço altamente produtivo. Essas são minhas palavras chaves para o Startup Weekend Favela.

 

23
set
10

Top 10 jogos – Parte 2

E continuando a lista…

7 – World of Warcraft

Aw! World of Warcraft. Tenho muito boas lembranças desse jogo, pois foi simplesmente o melhor MMORPG que eu já pude experimentar. Testei Silk Road, Ultima Online, Ragnarok, Priston Tale, Lineage II e simplesmente nenhum deles chegam aos pés de WoW.

Jogabilidade que lembra muito um jogo de ação de terceira pessoa, permitem uma jogabilidade sem igual. Raids gigantescas (com até 40 pessoas), Battlegrounds para PvP, profissões e um mundo gigantesco são apenas algumas das coisas de se esperar em WoW. Cada classe possui três árvores de talentos e quase 50-60 habilidades distintas dando uma possibilidade imensa de construções diferentes.

Pena que é pago, U$ 15,00 por mês e ao meu ver, o jogo tem perdido seu charme e qualidade, por assim dizer, desde o seu início. Em sua primeira versão os duelos eram bem mais empolgantes e davam uma satisfação ao derrotar o inimigo. Conforme novas expansões foram vindo, os duelos não passam de 20 segundos devido aos danos absurdos que as classes conseguem dar agora. Ficou tudo mais forte e menos divertido.

Sua direção de arte, também seguiu caminhos estranhos. O design de itens e armaduras era muito mais bonito e colorido. As texturas de algumas armaduras e armas pareciam quase que pinturas. A riqueza de detalhes era bem grande. Agora os sets, boa parte deles são “re-skins”, pegando modelos antigos e somente aplicando uma nova textura e sem muito destaque. Com exceção dos cenários, que são muito bem feitos e detalhados – pelo menos isso – a blizzard não tem errado.

Para quem nunca jogou ou procura um MMO bom, recomendo. Não sei a que pé o jogo se encontra atualmente (parei de jogar no início do Lich King), mas vale a pena dar uma conferida. Considero que esse foi o grande trunfo da blizzard desde sua fundação!

6 – Plants Vs Zombies

Dando uma pausa na onda “hardcore” eis Plants! Lançado logo após Peegle (outro ótimo jogo, mas não tão viciante) a Popcap demonstrou que não é necessário grana e engines poderosas para se explorar uma idéia genial. Um jogo casual, de fácil aprendizado, Plants tem a característica principal de ser extremamente viciante. Até hoje de todas as pessoas que eu já indiquei esse jogo, nenhuma delas conseguiu achar ele ruim.

O jogo é simples – você tem sua casa e esta está sendo invadida por zumbis. Sua defesa? Plantas. Colete sol, seu recurso primário e compre plantas para seu quintal e defenda-se da horda comedora de cérebros. Junte dinheiro para comprar mais plantas e outros recursos que o jogo oferece.

Vale o destaque para os 25 mini-jogos e mais puzzles, incluidos no jogo. Sem mencionar o Zen Garden, onde você pode criar plantas e cuidar para que elas crescem e te recompensem com uma bela grana extra. O jogo possui uma grande variedade de plantas e zumbis, provocando algumas risadas (especialmente o Zumbi Michael Jackson) e os cogumelos noturnos. Mais que recomendo, Plants é um jogo leve e simples, ótimo para matar o tempo e se divertir.

5 – Dead Space

Não isso não é uma foto do vídeo ou alguma animação do jogo. É foto do jogo, in-game mesmo. Dead Space é um dos jogos mais cinematográficos de horror que eu já joguei. Dá medo mesmo. Esqueça Resident Evil 4 ou aquela porcaria do 5. Quer medo? Jogue Dead Space.

O jogo é futurista e se ambienta em uma nave espacial que supostamente perdeu contato com as outras. Você juntamente com uma pequena equipe, são enviados até lá para verificar o problema. Chegando lá…bem, joguem para descobrir.

Esse jogo ao meu ver, possui dois diferenciais que foram muito bem explorados – Imersão e som. A imersão se dá, principalmente, por toda a interface necessária (vida, munição, inventário) se darem no jogo, embutidos. Não tem um HUD aparente te lembrando o tempo todo que você tá em um jogo. O som é o principal responsável pelo medo no jogo. Músicas com cadência de suspense, respirações estranhas, passos, urros monstruosos e tudo isso fazem com que a imersão em Dead Space seja fácil e angustiante.

Apague a luz, coloque o Headset e jogue. Só não digam que eu não avisei caso se peguem tremendo a mão do mouse com algum susto…

16
set
10

top 10 jogos – Parte 1

Seguindo a linha de “os melhores de todos os tempos”, resolvi fazer um top 10 dos melhores jogos que ja joguei até hoje. Não é segredo pra ninguém que me conhece, que jogos façam parte de meu lazer e paixão. A lista obviamente, contou com quase 20 jogos, dai fui obrigado a separar por categorias e ir eliminando. FPS/Ação Terceira Pessoa dominavam a lista, cortei então os que possuiram um maior valor pra mim e montei o top 10.  Serão 3 jogos por post e um especial para o primeiro lugar. Vamos lá!

10 – Diablo 2

Diablo 2, quem não conhece? Um RPG feito pela Blizzard, em meados de 99-2000. Fui viciado neste jogo por quase 1 ano e meio na battle net (sistema de jogos multiplayer, da blizzard) onde até 8 jogadores poderiam se juntar para jogar juntos ou duelar (os famosos PvP).

Diablo 2 foi uma reformulação de Diablo 1, mantendo sua mecânica, mas adicionando complexidade ao jogo e ao seu sistema em geral. O jogo (com a expansão) possuia 7 classes únicas, cada uma com 3 árvores de talentos. Possibilitando uma quantia monstruosa de “builds” (termo usado para designar a construção de um grupo de talentos e itens). Isso dava uma dinamismo sem igual no PvP, ao meu ver, o grande diferencial de Diablo 2. Seus “MF runs” (matar chefões repetidamente utilizando itens que aumentavam a chance de obter itens mágicos/raros/únicos) e os trades eram o grande marco do jogo.

Barganhas e procurar sempre o melhor negócio, neste ponto, a economia do Diablo 2 era sólida e bem sustentada. Para os que não conhecem, recomendo, pode ser achado por menos de 50 reais tanto o jogo quanto sua expansão e a battle.net continua firme e forte com patches e atualizações para o jogo. Dedos cruzados e paciência, Diablo 3 está a caminho! \o/

9 – Doom

Doom não foi o primeiro no gênero FPS, mas com certeza é a referência em FPS no mundo dos jogos. Criado em 1993 pela pequena equipe da Id Software, Doom foi um estouro em termos de sucesso e propagação pelos computadores da época. Já ouvi dizer em uma pesquisa dessas da vida, que na época haviam mais máquinas rodando Doom que Windows.

O jogo sangrento até dizer chega, conta a história de um soldado (fuzileiro espacial) que é enviado para uma colônia em Marte, onde a comunicação foi supostamente cortada. Chegando lá, a base está tomada por demônios e bichos estranhos. Após limpar o primeiro episódio, o soldado descobre que está preso e precisa enfrentar mais hordas demoníacas no segundo episódio entitulado “O cais do inferno”. Enfrentando o segundo episódio, ele descobre um meio de retornar a terra, mas tem um problema – ele precisa passar direito pelo inferno para chegar lá! A aventura fecha com o episódio 3 – Inferno.

Armas espetaculares (BFG 9000, sem comentários) e monstros bizarros (cyberdemon é bem assustador, especialmente o som de seus cascos andando) povoam o mundo de Doom. Doom obteve diversas continuações, como Doom II, Ultimate Doom, Final Doom (TNT & Plutonia) e por fim Doom 3 e Doom 3 Ressurection of Evil (expansão). Ao que tudo indica, Doom 4 está em produção. No que depender da ID Software a matança correrá solta por um bom tempo ainda…

8 – Carmageddon – Carpocalipse Now

Sangue, pneus e aniquilação! Palavras chaves no melhor jogo de corrida já feito, Carmageddon! Chegar em primeiro lugar e ganhar um troféu? Ganha o melhor piloto, aquele que dirigir melhor e aproveitar o motor do carro melhor possível? ERRADO! Ganha quem sobreviver!

Sim! Carmageddon permitia 3 modos distintos de se completar corridas : 1 – Matando todos os pedestres no mapa, 2 – Explodindo o carro de seus oponentes e 3 – Passando pelos checkpoints e completando todas as voltas. Obviamente que ninguém tá nem ai para as voltas. Com mapas gigantescos, onde a pista é o que menos importa, o que divertia de verdade era explorar o mapa e sair atropelando tudo que se movia.

Época boa, onde os jogos de computador não sofriam proibições ridículas e descabidas, por supostamente estarem influenciado as crianças a matar. Agora jogos como este são estritamente proibidos (aqui no Brasil inclusive) e sofrem uma represália gigantesca.

Eu nunca fui fã desses jogos de automobilismo ou esportes, mas carmageddon redefiniu a idéia de “morte sobre rodas” e deu uma nova roupagem a jogos de corrida 3D. Que Need for Speed que nada! Tunar carro, comprar pecinhas pra ficar bonitinho??? Por favor! Gaste seu dinheiro reforçando sua lataria e seu motor para dar e aguentar MUITA porrada!




Aterro Sanitário

Lixo da Vez - Ronaldo o FENOMENO?!

Oi, queria agradecer ao espaço cedido pelo amigo e também entusiasta da copa, Bocadoogro.
Vocês sabem que eu sempre fui brasileiro desde que nasci no Brasil. Gosto muito do brasil e vou curtir muito assistir a copa do meu telão de cinema na minha casa lá na europa.

Mas vim aqui para um assunto mais importante. Essa palhaçada toda de protesto a respeito de usar dinheiro da copa para fazer hospital. Amigo, repito e disse, não se faz copa com hospital! Precisamos de estádio. Esse dinheiro que foi pro estádio não iria para hospital. Se não fosse pela copa o estádio nem o hospital existiria.

Vocês reclamam de hospital, não entendo! Sempre que fico gripado ou preciso de médico o Sírio-Libânes tá lá de boa. Não entendo essas reclamações. Neste ponto eu apoio meu amigo Pelé, grande sábio. Vamos esquecer essas bobeiras e focar na copa.

Grande abraço para vocês, do Ronaldinho Fenômeno.