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03
ago
10

O Gene egoísta – Intro

Olá!

Tempos sem postar, férias. Férias que aproveitei absurdamente bem. Foram ótimas. Agora as aulas começaram junto com os estudos.

Recentemente adquiri O Gene Egoísta (presente de minha namorada ninja que encontrou a edição de 89 ainda!) do ilustre Biólogo/Zoólogo Richard Dawkins. Estava atrás deste livro fazia um tempo e agora finalmente tenho minhas mãos sobre ele. =)

Logo no início, feita as considerações e resenhas têm-se a introdução do próprio Dawkins a respeito do livro.

O nome vem da conclusão e argumento central do livro – Somos máquinas programadas por nossos genes com intuito de replicá-los e assegurar sua sobrevivência. Escravos guiados por nossos genes. Egoísta pois teoricamente nossos genes nos usam para que se repliquem (reproduzam-se) com intuito de sobrevivência.

Dawkins analisará os comportamentos percebidos em nós humanos e nos animais – Egoísmo e Altruísmo.

De acordo com Dawkins, até mesmo por questões genéticas, somos egoístas. E infelizmente (isso frisado até mesmo por ele) os egoístas tem maior chance de sucesso (não só em humanos, mas especialmente nas outras espécies). Algo curioso a respeito disso foi a menção que ele faz ao dizer que temos de ensinar nossos filhos valores altruístas, como se importar com o próximo, repartir e ajudar. Normalmente só o fazemos diante a uma atitude egoísta da criança. Como se fosse natural querermos nosso benefício próprio acima do próximo. Ao ensinarmos práticas altruístas estaríamos nos “rebelando” contra nossos genes? Uma pergunta que faço e espero que seja respondida ao longo do livro.

O livro não serve de guia moral e nem tenta passar isso. O próprio Dawkins deixa isso bem claro, que o que se encontra no livro, são constatações provenientes de seu estudo e análise de artigos.

Se as pessoas ao lerem o livro se sentirem satisfeitas para praticar atitudes egoístas com a desculpa que estão apenas seguindo “sua natureza”, por favor menos cara de pau e mais inteligência.

Em suma – esse post introdutório será o primeiro de uma série que farei acerca de cada capítulo ou argumento que eu achar interessante no processo de leitura. Tentarei trazer a visão do autor juntamente com a minha de concordância ou discordância.

Então nos próximos posts saberemos mais acerca do livro e uma das correntes da sociobiologia. A memética e a teoria da evolução cultural, creio eu, serão um dos capítulos mais empolgantes!

05
dez
09

Deus – um delírio???

Olá a todos. Boa noite, precisamente.

Estou prestes a terminar o famigerado best-seller de Dawkins, Deus – Um delírio. Apesar de não estar nas considerações finais do autor acerca do apanhado geral de seu livro, resolvi me apressar e fazer o meu apanhado geral.

Ao longo do livro Dawkins coloca seus argumentos a favor do Ateísmo crítico, rebatendo diversos “ataques” ao Ateísmo e ao evolucionismo. Coisas como “Ateus são imorais”, “Stalin era Ateu”, “Homem veio do macaco”, “estruturas de complexidade irredutíveis” e etc…

Devo dizer que este livro me enriqueceu um bocado e me fez procurar saber mais a respeito. Acho meio complicado ficar com apenas um lado da história. Tenho lido a Bíblia também (velho e novo testamento simultaneamente) e visitado blogs cristãos que supostamente refutam o Ateísmo. Pois bem, até então todos eles caem naquela velha estória que “Ateus crêem que Deus NÃO existe” (atentai para o uso completamente indevido do crêem, onde fica o cerne da questão), essa é a mais clássica, quase todo forum, blog ou apologética que eu vejo, esse argumento é usado. Para este argumento diria – dicionário.

Agora penso, se realmente descobrissem que deus de fato não existe. Nem deuses, nem santos, nem entidades. Como ficaria a humanidade? As pessoas que dedicaram suas vidas a obediência cega de escrituras antigas. No que iria impactar isto tudo? Teríamos um suicídio em massa no planeta? Simplesmente as pessoas iriam ignorar qualquer evidência (caso ela surgisse) forte da inexistência de deus (o que já me parece acontecer, visto que não há nada que corrobore satisfatoriamente sua existência, até então)?

Dai caimos naquela (outra clássica) que não podemos provar que deus não existe. Acontece que o ônus da prova cabe aos que afirmam sua existência. Eu não afirmaria que ele não existe – concluo que é MUITO improvável existir.

A lacuna que seria deixada por deus. Iríamos inventar algo para por no lugar? Simplesmente impossível imaginar o ser humano sem ter a necessidade de crenças, sistemas dogmáticos fundamentalistas regendo suas vidas e muitas vezes seus Estados?

A questão do capítulo que estou, trata das crianças que sofrem influência direta dos pais quando o assunto é religião. Neste ponto concordo com Dawkins. Dizer que uma criança é católica? Evangélica? Espírita? Absurdo. Não nascemos crendo em deuses. A fé é adquirida e sofre forte influência da cultura na qual essa criança está inserida. O perigo aqui é não mostrar que a criança pode seguir escolhas. Mostrar que não crer é uma opção. Assim como também além da religião dos seus pais, existem milhares outras.

Se o deus católico de fato fosse a verdade absoluta, por qual razão então ele não se manifesta a todos, de modo unificar os povos e acabar com o ódio religioso? Ou seria isto aberto a múltiplas interpretações, de modo que cada povo iria afirmar que “aquele deus” era o seu e não o do outro? Gerando assim mais e mais polêmicas. Interessante que eu mesmo acabo me respondendo no final, deixando meu negativismo transparente.

Acho que entraríamos naquele papo que “só sente deus quem acredita, tem que ter fé!”

Felizmente (ou infelizmente para muitos) fé religiosa é um componente que estou longe de adquirir. Um problema? Já pensei assim, mas agora vejo que não me faz a menor falta. Já tive fé um dia e já rezei muito quando criança/adolescente. Adoro sentir-me responsável pelos meus sucessos e pelos meus erros. A idéia de um ser divino influenciando minha vida positivamente em troca de um punhado de preces, não me soa muito convincente. Além de ser egoísta na minha opinião.

É. Os dias de amparo divino acabaram. 🙂

03
nov
09

Cultos à carga

Olá a todos. Ontem não atualizei propositalmente, queria deixar a singela homenagem ao meu avô um pouco mais. Um minuto de silêncio? Um post de silêncio. =)

Quero agradecer os comentários! Obrigado pela delicadeza dos que comentaram. Palavras bonitas e sinceras. Muito obrigado a todos! 😉

Bom, esse post irei introduzir o assunto “Cultos à carga”, um fenômeno curiosíssimo que eu li no livro do Dawkins (Deus – Um delírio). Achei engraçado (sem sentimento de deboche embutido nisso!) e estranho pensar como coisas assim acontecem. Bom, mas chega de enrolação vou explicar do que se trata –

Cultue a carga!

O culto à carga, como o nome sugere é um fenômeno que aconteceu em diversas ilhas da oceania com inúmeras tribos que tiveram contato com o “homem branco”. Durante a segunda guerra esse fenômeno ocorreu em diversas ilhas. As tribos ao ter contato com o “homem branco” viam que seus armamentos/suprimentos eram recebidos por aviões/navios. Sem conseguirem descobrir da onde vinham esses materiais, atribuiam a origem do mesmo a “deuses”. Em alguns casos os tribais se vestiam iguais aos “homem brancos”, construiam aeroportos de “mentira” com aviões de madeira, antenas de mentira na esperança de atrair os “carregadores da carga”. Pensavam que a força do “homem branco” estava nas suas  armas e rifles altamente avançados.

Fácil acreditar em mágica/sobrenatural quando a tecnologia alvo é deveras avançada. Imaginem um ser da idade média sendo jogado agora em 2009. O cara iria louvar Deus por tudo que visse. Imagine quando comesse um belo hamburguer então. Hahahahahahahaha.

O que mais intrigou os antropólogos é que esse fenômeno foi observado em diversas tribos indígenas, geograficamente, isoladas. Muitas delas nem sabiam da existência da outra. Logo a hipótese de uma influência entre elas é descartada. Parece que até alguns índios da América do Norte praticaram esses cultos.

Para nós que sabemos de onde os navios vieram, que as armas são fabricadas por nós mesmos em fábricas é engraçado ver a reação desses indígenas. A nossa “espécie” por mais diversificada que seja culturalmente, tem um ponto muito forte em comum. A religiosidade e as crenças. Variam em proporção, seriedade e conteúdo. Mas fé é algo que será comum em basicamente TODAS essas crenças. Uma crença sem fé não seria crença, afinal o que a sustentaria? Os índios tem “fé” nas cargas e esperam recebê-las um dia. Para tal seguem rituais e comportamentos com o intuito de receber tais armamentos.

Bom, no próximo post irei falar de um caso curioso de culto à carga, mencionado no livro do Dawkins com mais detalhes!

Abraços a todos e bom início (tardio) de semana!

30
out
09

Memética e seus memes…

Olá a todos! Bem, como prometido irei falar sobre os tais “memes“, título de um dos meus posts atrás (alguns “scrolls” abaixo). Antes de mais nada um bom fim-de-semana e feriado para todos! Tendo desejado isto, vamos então.

Memes? Genes? Semelhança ou mera coincidência?

Pois é. Não é coincidência não. O termo “memes” surgiu de “genes“. Esse termo foi cunhado por Richard Dawkins, em seu Livro “O Gene Egoísta”. O meme funciona como um gene, só que ao invés de ser responsável por fenótipos, este seria responsável por nossas variantes culturais.

O meme se comportaria como um gene, mas do contrário do gene (que é uma sequência de DNA) o meme não tem sua exatidão física. Muitos autores se confundem. O meme existe apenas em nossos cérebros ou pode ser todo produto cultural? Ao pintarmos um quadro poderíamos conferir-lhe a atribuição de um meme? Afinal se o meme são nossas “características” culturais (assim como no gene, nossos genótipos que são passados adiante) por que não? Essa é uma das interrogações dessa teoria.

Mas afinal, pra que?

A teoria da memética, surgiu com o intuito de estender o evolucionismo de Darwin para a cultura. Uma forma de se aplicar os princípios de Darwin para nossas variantes culturais. Arte, religião, padrões de estética, línguas, etc todas seriam fatores meméticos portanto transmissíveis como características. A idéia da “herança” cultural, que para mim faz muito sentido. Claro que não me aprofundei na memética ainda. Estudei pouco sobre isso ainda, mas por hora me parece bastante interessante.

Como funciona?!

Bem essa parte é um pouco mais complicada. Irei explicar como entendi (ou seja, procurem por fontes mais confiáveis quanto a isso). A característica chave dos memes, é que são passados por imitação (do contrário dos genes, que é sexualmente). Se observarmos tendemos a imitar comportamentos e padrões existentes em nossas culturas. Isso seria como a memética funciona. A grande diferença do meme para o gene neste ponto, é que o meme não tem a precisão de replicação como o gene. Afinal o meme não é tão “mecânico” como um gene, podendo sofrer alterações com o passar do tempo (com muito mais facilidade e frequência que os genes), gerando as variantes culturais e peculiaridades (assim como no gene, as mutações acontecem, mas em menor frequência). Por exemplo se um cachorro perde uma das patas (isso “altera” o seu fenótipo, por assim dizer), mas ao se reproduzir essa informação não irá alterar o seu genótipo. Com os memes isso não acontece. Essas mudanças ocorridas afetam o que seriam seus “genótipos ” e “fenótipos” meméticos.

A memética é utilizada por Dawkins (e creio que mais alguns autores) para esboçar uma explicação para as crenças tão presentes em quase a totalidade das culturas existentes (desde as tribos que acham o fogo um deus, quanto as mais comuns no Brasil, como o cristianismo).

Um dos princípios da seleção natural, seria que características inúteis e irrelevantes para a sobrevivência humana, naturalmente seriam eliminadas ao longo do processo. Pois bem, na memética se aplicássemos a mesma lógica seria um sinal que as crenças não são tão inúteis como podemos pensar. Claramente, apenas uma teoria. Particularmente não consigo pensar no Evolucionismo de Darwin aplicado em sua totalidade a memética. Acho que algumas diferenças deveriam ser observadas e voltadas para o estudo em particular.

A memética possui um conceito mais amplo que o que eu acabo de esboçar aqui logicamente. Necessitaria de um bom aprofundamento neste assunto (pretendo pegar o Gene Egoísta de Dawkins) e tentarei aprofundar melhor a questão.

Deixarei em aberto, pretendo retornar a este assunto o quanto antes, achei muito interessante tal teoria! Abraços a todos e até breve!

21
out
09

Zona de cachinhos dourados…

Pois bem quero iniciar o posto dividindo um pouco de minha alegria com vocês! Recebi meu primeiro “Dez” na faculdade! Comecei o curso com o pé direito hehehehehehe. Professor gostou um bocado do meu trabalho de sociologia. Tema coexistência, meu grupo escolhido Ateus. Depois em post futuro eu ponho na íntegra o texto que elaborei juntamente da imagem pro pessoal ver.

Recentemente lendo o livro “Deus um Delírio” de Richard Dawkin, me deparei com um termo curioso utilizado em uma teoria da cosmologia. Do multiversos (ou o universo como bolhas de sabão, onde a nossa galáxia seria uma bolhinha dessas em meio a diversas) que fala que o surgimento da vida se deu apenas pois nosso planeta e galáxia está nessa zona chamada de Cachinhos Dourados (Goldilocks zone).

Cachinhos Dourados? Má como Cachinhos porra?! Explica essa porra!

Calma comissário é tudo muito simples! Essa fita aqui mostr…ops, tentarei explicar por alto o que seria e qual razão do termo. O termo surgiu como referência aquela história pra crianças, da Cachinhos Dourados que ao adentrar na casa dos ursos (que lhe deram abrigo ao invés de dilacerar ela) se depara com 3 cadeiras postas a mesa e 3 pratos de mingau. O do pai urso era quente demais, da mãe frio demais e o do filho estava na temperatura perfeita! Pois é com esse conceito de “perfeito” (quase) que o term0 surgiu. Afirma-se que o nossa galáxia possui as constantes em perfeito equilíbrio para manutenção da vida. O planeta terra encontra-se nessas condições, somos a prova “viva” (literalmente) do equilíbrio dessas constantes. Não pesquisei a fundo essas constantes, mas duas delas seriam temperatura e pressão. Estudarei um pouco mais a respeito dessa interessante teoria que faz parte do princípio Antrópico. Se pararmos pra pensar as chances de ocorrer no universo, locais com essas constantes seriam quase impossíveis. As constantes além de estar naquele valor (valor esse que é quase fixo, não permitindo uma tolerância nessa variação) necessitariam também de manutenção para essa permanência.

Logicamente o “Design Inteligente” fala que foi Deus que projetou e criou essas constantes e mantém elas nessas condições para nossa sobrevivência/surgimento da vida. Além disso ele de quebra ainda atende todas as preces feitas por cada ser humano teísta. Sem contar que se houver vida em outros universos/planetas ele tem de dar conta disso tudo também. Não há como imaginar um ser simples para isso tudo. Se Deus existir ele tem de ser complexo, concluo (não afirmo).

Curiosamente ouço as vezes as pessoas falarem que para ser Ateu “tem de crer tanto quanto um teísta na não existência de Deus”. Pois bem, primeiramente eu não afirmo que Deus não existe. Digo que as chances de sua existência são improváveis demais. Para mim não é como tirar cara ou coroa, onde temos os famosos “50% sim 50% não”, pois a nível de evidências não temos nada que corrobore sua existência. Se algum dia provarem que ele exista de maneira satisfatória podem “acreditar” falarei tranquilamente, “Aw, agora sim. Eu acredito também.” Segundo a fé por si só não pode ser “provada”. Segundo a palavra “não creio em deus”, soa um tanto quanto estranho. Prefiro dizer que “Baseado na falta de evidências de sua existência, até então, concluo que o mesmo não exista.” Simples assim. Bom, mas isso fica para outro post. Sei que muitos dirão “Aww mais o Amor é a mesma coisa, pessoal, intransferível e não se pode evidenciar de modo satisfatório.” Concordo, mas creio que existam diferenças quanto a amar alguém e amar um Deus.  Devido a minha falta de conhecimento é um argumento que eu preciso embasar e estudar mais acerca. Ler mais sobre. Enfim.

Tentarei pesquisar mais sobre cosmologia e suas magníficas teorias e falarei mais a respeito! Abraços a todos!




Aterro Sanitário

Lixo da Vez - Ronaldo o FENOMENO?!

Oi, queria agradecer ao espaço cedido pelo amigo e também entusiasta da copa, Bocadoogro.
Vocês sabem que eu sempre fui brasileiro desde que nasci no Brasil. Gosto muito do brasil e vou curtir muito assistir a copa do meu telão de cinema na minha casa lá na europa.

Mas vim aqui para um assunto mais importante. Essa palhaçada toda de protesto a respeito de usar dinheiro da copa para fazer hospital. Amigo, repito e disse, não se faz copa com hospital! Precisamos de estádio. Esse dinheiro que foi pro estádio não iria para hospital. Se não fosse pela copa o estádio nem o hospital existiria.

Vocês reclamam de hospital, não entendo! Sempre que fico gripado ou preciso de médico o Sírio-Libânes tá lá de boa. Não entendo essas reclamações. Neste ponto eu apoio meu amigo Pelé, grande sábio. Vamos esquecer essas bobeiras e focar na copa.

Grande abraço para vocês, do Ronaldinho Fenômeno.