Posts Tagged ‘crença

22
maio
11

O motivo de crer : Introdução

Começarei uma série de posts que abordarão este tema. O motivo, o cerne, o por que, o tal qual, a mola propulsora, o sentido da vida (para muitos) – A crença religiosa. Não irei apontar uma religião específica tampouco um deus qualquer. Irei falar de modo geral dessa tão dita “virtude” – a fé no divino.

Gostaria de deixar claro de antemão que não irei cobrir todos os motivos existentes (seria, digamos, impossível) irei tratar apenas dos que eu conheço e entendo. Os mecanismos que levam esses poderosos memes a se replicarem e mutarem (em bastante casos) com tanta facilidade e velocidade.

Eu não saberia dizer quando exatamente a crença em algo misterioso e superior, uma espécie de criador oni-tudo começou, mas posso falar muito bem sobre como existe hoje.

Quanto mais procuro, menos sentido a existência de um deus faz. Intrigante ver o quão diferente as pessoas possam ser a ponto de bilhões dela pensarem completamente diferente. Mesmo. Extremo opostos. Algo como quase eu zero e eles um.

Hoje mesmo supostamente deveria ser o fim do mundo para um grupo de evangélicos norte americanos que logicamente tem espaço aqui no Brasil. Pude ver em diversos ônibus circulando pela cidade (Niterói/RJ) a propaganda do fim do mundo e o início do arrebatamento hoje. Eles afirmam ter provas bíblicas irrefutáveis deste evento. Nada aconteceu. Isso os torna mentirosos? Idiotas? Ou o que?

Seria a crença deles no fim do mundo hoje tão absurda assim? As pessoas acreditam que um espírito engravidou uma mulher, que seu filho 33 anos mais tarde foi morto e ressuscitou 3 dias após. Seu pai teria assistido tudo lá de cima e nada fez, pois era parte de um plano maior seu filho ser surrado até a morte. Sem falar em outros absurdos bíblicos, como Adão e Eva. Isso não torna qualquer cristão idiota, mas aqueles que achavam que o mundo ia acabar hoje com base em estudos bíblicos são idiotas. São alvo de chacota de outros grupos cristãos.

Curioso não?

Vejo muitos cristãos criticando o Bolsonaro (ficou famoso após polêmicas declarações homofóbicas no CQC), mas se pararmos para pensar ele sim estaria mais próximo dos valores bíblicos que estes cristãos que o criticam. Não lembro de nenhuma passagem bíblica que dissesse ou desse a entender que o homossexual era algo a ser respeitada e compreendida. Aliás o único cristão famoso que vi dizer isso foi Chico Xavier em um programa de entrevista da extinta rede Tupi.

Não consigo deixar de notar certas incoerências. O papo que rola é “Awww mas nós filtramos as coisas ruins da bíblia né! Não vamos levar tudo ao pé da letra!” – Claro. E quem seríamos nós para dizer o que presta e o que não presta no que chamam de ESCRITURAS SAGRADAS. Foi DEUS quem escreveu aquilo. Como ousa interpretar/filtrar tais palavras?

Começarei por partes. Próximo post irei especificar os motivos do crer das pessoas que conheço. Contextualizarei/tecerei comentários acerca.

07
maio
10

Crença & Pessoal

Interrompo minha estória delirante acerca de Aquiles para um assunto sério. Não se preocupem, próximo post teremos a continuação e desfecho desta aventura. =)

Bom como todos sabem eu sou contra qualquer tipo de idolatria. Seja por times de futebol (um dos piores tipos de idolatria na minha opinião) ou deuses. Por idolatria entenda-se não somente acreditar, mas fazer daquele objeto de idolatria algo mais importante que tudo. Algo que o torne fanático. Algo que o faça cometer coisas estúpidas, como agredir torcedores rivais pois apenas são do outro time ou amarrar bombas no seu corpo e se explodir, achando que está indo viver com virgens e limpando a terra de infiéis.

Algo que me deixa um bocado irritado é religião ser um dos assuntos intocados. Não se pode fazer piada com nenhum dos mitos dito “sagrados” que as pessoas que acreditam se sentem absurdamente ofendidas. Até as pessoas não fanáticas ficam ofendidas com aquilo. Isso eu já experienciei com conhecidos e amigos que acreditam, mas nem sequer vão a igreja. Eles ficam ofendidos. Se eu fizer uma piada com Jesus é como se eu tivesse feito uma piada com a mãe do cidadão/cidadã.

As coisas que eu acredito, por exemplo, vejo piadas com Darwin ou sua teoria quaisquer outros valores que eu venha seguir e não levo para o lado pessoal. Brinco rio e sacaneio. Provavelmente me ofenderia se fosse algo direto a minha pessoa e não a um conjunto. As pessoas se ofendem pois acreditam em Jesus, mas e dai?

Uma piada acerca das 300000 contradições/absurdos bíblicos não deveriam ser levados tão a sério. Fazemos piadas de diversas coisas, sobre todo tipo de assunto, até mesmo essas pessoas que se sentem ofendidas com Jesus sendo sacaneado. Faz parte da nossa cultura e digo-lhes, uma parte muito boa.

Termos a capacidade de transformar quase tudo em algo bem humorado que nos faça dar risadas. Amenizar um fato trágico e trazer um pouco de leveza em coisas mais pesadas.

Por mais doentio que eu ache a Bíblia em especial a carta de Paulo aos romanos (terminei de ler ela e simplesmente fiquei de boca aberta) tenho respeito pela crença, não fico exigindo a todos que acreditam que fiquem se justificando os por-quês. Agora ficar ofendido com piadas ou brincadeiras pois “É minha crença, está me desrespeitando!” Pro inferno!

Primeiro não é sua crença. Segundo ela já existia milênios antes de você nascer. Terceiro foi escrita por diversos autores, possui inúmeras traduções e manipulações (o que já torna duvidoso a bíblia dos dia de hoje, o quão precisa ela seria se comparada a original?). Tudo que tá na bíblia foi parte de um acordo, que excluiu diversos outros evangelhos, ou seja, o que está ali não está por ser verdade ou acaso – está por um motivo.

Sua crença não é você. Pessoas que se definem por suas crenças, deveriam parar para pensar o quão a sério elas se definem. Se quer se definir pela sua crença, então comece a seguir o estilo bíblico de vida – odeie homossexuais, apedreje adúlteros e coloque Deus acima de tudo. Mesmo. Tudo. Inclusive de sua própria vida e de seus filhos – Assim como Abraão. Parece que soa bonito e correto dizer que é “cristão” para os outros ouvirem – como se isso automaticamente o tornasse uma boa pessoa.

A verdade é que são poucos os religiosos que levam sua religião a SÉRIO MESMO. Quantos evangélicos conhecemos que fazem sexo antes do casamento? Que engravidam até antes de casar? Religiosos homossexuais e por ai vai. Isso ao meu ver é ótimo! Sinal que uma espécie de bom senso ou algo do gênero, faz com que as pessoas consigam separar e filtrar alguns absurdos que na época em que a bíblia foi feita faziam todo o sentido.

Espero que esse tipo de comportamento continue a se seguir, até que fiquem com as poucas coisas boas da bíblia e joguem todo o resto fora. Seguir uma moral bíblica inflexível nos dias de hoje seria no mínimo, uma loucura estúpida. Coloquem a graça na religião de volta.

18
jan
10

As origens críticas…

Como muitos já notaram falo de religião sobre este blog. Critico, reflito e a cada momento que se passa vejo o quão impossível seria sustentar deus em minha vida novamente. Quão difícil seria (se eu o tentasse de modo honesto) acreditar em toda essa fábula bíblica de deus. Quão difícil seria!

Quando critico religiosidade (cristianismo e seus desdobramentos, em geral – mas não exclusivamente) falo da grande maioria, do que vejo, do que leio. Não sou onisciente e muito menos conhecedor de todas as igrejas praticantes de tal doutrina. O motivo pelo qual religiões me incomodam é o fato de possuirem verdades fundamentais ou dogmas, onde sustentam toda a razão de sua existência. Essa seria a origem de minha crítica a diversos sistemas religiosos.

Falando brevemente do protestantismo de Lutero. Aonde teve-se uma chance de finalmente quebrar o catolicismo, acabar com todo aquele niilismo cristão! Alguém levantou-se contra a igreja, desafiou-a! Tão somente por apenas uma maldita reforma. A reforma protestante que não desconstruiu o cristianismo e seus dogmas, apenas os moldou – dando início a um novo desdobramento do cristianismo. O niilismo cristão continuaria a perpetuar-se paralelamente. Catolicismo de um lado, protestantismo do outro.

Hoje temos inúmeras igrejas evangélicas – Nova Vida, Adventista do sétimo dia, Jesus Cristo é o Senhor, Tá Amarrado em nome de Jesus etc. Cada uma com suas ligeiras peculiariedades – geradas pelas interpretações acerca do novo/velho testamento. Completamente descabidas muitas delas, algumas até explicam “biblicamente” por qual razão as mulheres não são permitidas se rasparem ou fazerem sexo oral. Incrível.

Temos o intrépido grupo dos criacionistas da terra jovem. Onde acreditam e fundamentam que a terra tem menos de 10,000 anos de idade. Qualquer geólogo daria boas gargalhadas. Temos zilhões de evidências que demonstram justamente o contrário. Afinal eles se blindam de qualquer conhecimento que venha confrontar suas verdades bíblicas, verdades essas que são passíveis de interpretação. Até onde a razão pode defender a fé?

Sem comentar no doutrinamento feito em milhares de crianças pelo mundo. Escolas associadas massivamente a religiões ensinando essas “verdades” morais e únicas as crianças. Verdadeiros abusos mentais. As aulas de “ciências” demonstram a Teoria da Evolução como uma “alternativa” ao Criacionismo. Perai?! Alternativa?! Criacionismo é teoria desde quando?! Incrível! Lamentável! Cristão! Deplorável…

Devo dizer que reconheço a existência de teístas moderados, muitos deles apenas cultuam seus deuses de maneira tranquila, sem se importar se o outro acredita ou não. Respeitam as diversas religiões e não tem problemas com isso. Sei que existem, conheço gente assim. Acontece que mesmo as pessoas de “crença moderada”, digamos assim (reconheço que o termo é meio insatisfatório), servem de base para os fervorosos. Imagine-se ao ir numa dessas migrações atrás de santa ou passeios religiosos feitos hoje em dia, você chegar em um lugar e se deparar com milhares de pessoas com o mesmo objetivo e crença que você? Que impacto teria se eu ao me inscrever numa “passeata atéia” ao chegar lá visse 1000 pessoas que partilham de uma idéia em comum comigo ao invés de 2 ou 3? Ter esse “reforço” de sua “crença” (aspas, pois no caso de uma passeata atéia, não seria bem reforço de uma crença e sim da não crença) é algo muito positivo. Ai fervorosos e moderados se misturam.

Fundamentalismo, dogmas, verdades absolutas. Ai que está o grande problema. Olhar o mundo diante de um filtro tão certo e completamente INCERTO ao mesmo tempo. O pior é acreditar veemente que este é o certo, sem titubear. Afinal a fé inabalável é uma virtude! Sejamos virtuosos! Retirar a moral da bíblia. Se não temos razões morais bíblicas para seguir, se deus não existe, por que ser bom? Incrível. Então essas pessoas são boas pois temem a deus? Não são boas pois simplesmente acreditam que fazer o “bem” é satisfatório por si só? Sistema de recompensa/punição divina? Meu palpite é que não, elas fariam o bem mesmo sem crer em deus, mas o fundamentalismo delas jamais permitiria tal conclusão.

É complicado falar desses assuntos, pois infelizmente religião em nossa sociedade tem um status de intocável. Colocou-se em um pedestal e quem ousar criticá-la (com ou sem embasamento racional) automaticamente é um ser desrespeitoso.

É acho que ando sendo desrespeitoso demais…irei ficar por aqui, contador de palavras me lembrando que não devo me exceder…

05
jan
10

Crença honesta?

Olá pessoal. Bom, sem firulas deixarei meio “oi” e “boa semana” para todos.

Bom ultimamente tenho pensado um pouco acerca da fé e crença das pessoas e parei para me perguntar – Quantas de fato REALMENTE acreditam em suas fés? Quantas pessoas que se dizem levar a vida pautada na bíblia realmente o fazem?

A primeira pergunta por ser íntima demais, difícil para se obter uma resposta verdadeira. Simplesmente não poderia responder isso com precisão, apenas passível de minha interpretação e observações. Deixando isso claro para evitar posteriores “Ei, mas você está errado!” vamos continuar.

Quantas pessoas que se dizem teístas de fato acreditam? Até onde vão suas crenças? Até aquelas pessoas que não possuem religião específica, mas acreditam em astrologia, tarot e esses misticismos. Será que as pessoas que se dizem crentes realmente acreditam? O que leva uma pessoa diante de uma tragédia dizer que foi “um plano de Deus” e abaixar sua cabeça com conformismo? Não! Conformismo não! Cabeça de vitorioso (como gostam de dizer) ,pois sabe que contra a vontade de Deus, nada pode. Ninguém pode!

Quantas pessoas acham que a fé não é necessária ser justificada? Eu não lembro em fóruns ou na vida real de ver algum religioso ao ter sua fé questionada dizer : “Fé é pessoal e intransferível. Eu creio por escolha e não acho necessário justificá-la. Apenas acredito e me faz bem!” Quão bom seria e honesto soaria se os que não conseguem justificar racionalmente o fizessem. Digo racionalmente, pois de acordo com a “Apologética cristã” a razão pode e DEVE ser usada para corroborar a fé. Afinal diante de tal resposta o que dizer? O cidadão de fato não é obrigado a justificar uma crença.

Problema é aqueles que não pensam assim e acham que justificam algo. Trazem argumentos absurdos e insistem na conversão alheia. Se colocam como “tropa de choque” de Cristo e com o dever maior de arrebanhar o maior número de pessoas possíveis – mesmo que para tal sejam chatos, mal educados ou até mesmo agressivos. Ao falar isso provavelmente pensaríamos em imagens de evangélicos fervorosos ou testemunhas de jeová.

Se as pessoas acreditam tanto quanto dizem, qual o problema de dizer as palavrinhas mágicas? “Não vejo necessidade de justificar.” Por qual razão, visto que não é possível (deixo claro, ao meu ver e até agora) demonstrar a fé que aquela pessoa sente para outra. Até imagino o diálogo “Aw, você tinha que experimentar fulano! É lindo! Sinto uma coceirinha aqui dentro que vai subindo e BOOOM! Sinto a paz do senhor!” Como assim, não é?! Enfim…

Quanto aqueles que usam a bíblia como conduta de vida, lhes digo – não levam. Imaginem se sua amiga tá na festinha com você, ela é casada. Você vai até o bar pegar uma bebida, quando volta ela está se agarrando com outro homem. Alguém aqui que lê este blog realmente jogaria pedras na amiga? Pois uma das condutas a ser seguida é o apedrejamento de adúlteras. Você está com um hóspede em sua casa (aquele primo distante que você não tem muito contato) e de repente bandidos aparecem e exigem que você o entregue, pois os mesmos querem violentá-lo. Ao invés de sem escolha, você entregar seu parente você diria “Calma! Não façam mal a esse homem! Eu tenho 2 filhas virgens! Façam com ela o que bem entenderem!” Alguém aqui REALMENTE FARIA ISSO? Já imagino aquela saída clássica pela tangente de que tudo na bíblia é interpretável e etc. Sem contar no sexo depois do casamento, quantos cristãos o praticam antes? Existem os que conseguem ser abstinentes, mas diversos outros que são “de cristo” o fazem tranquilamente (o que acho ótimo!)

Acontece que temos como um apanhado geral da bíblia aquela visão positivista de cristo e sua eterna bondade – que ao meu ver não era tão altruísta assim (mas deixo esse mérito para outro post). Apaga-se o velho testamento quase, onde tá a “nata” da “coisa”. Já vi o Dr William Lane Craig (um famoso apologista cristão) dizendo que a gênesis “já não constitui um elemento fundamental na fé cristã”. Pois já ficou difícil sustentar racionalmente aquela criação mitológica dos 7 dias e do homem vindo do barro e a mulher da costela. Digamos que deve pegar um pouco mal para um cientista/filósofo do calibre de Craig tentar defender tais elementos.

Acho ótimo saber e ver (ao MEU ver) que de fato as pessoas não acreditam/seguem esses textos sagrados de dezenas de séculos atrás à risca. Saber que um pouco do “bom senso” faz com que as pessoas selecionem as condutas “aceitáveis” para a sociedade de hoje e apenas adaptem. Ao invés de apedrejar a amiga, apenas dar uma bronca e demonstrar insatisfação. Fazer sexo (seguro lógico!) quando tiver vontade e com um parceiro(a) que goste e aprecie.

O ponto é que mesmo sendo bom, demonstra que as pessoas que são teístas (muitas delas sem nem perceber) condenam condutas bíblicas. Se realmente acreditassem com tanta fervorosidade como dizem veríamos os exemplos citados acima com muita frequência. Graças a DEUS que essa condenação existe! (Ok, foi mal pelo sarcasmo!)

03
nov
09

Cultos à carga

Olá a todos. Ontem não atualizei propositalmente, queria deixar a singela homenagem ao meu avô um pouco mais. Um minuto de silêncio? Um post de silêncio. =)

Quero agradecer os comentários! Obrigado pela delicadeza dos que comentaram. Palavras bonitas e sinceras. Muito obrigado a todos! 😉

Bom, esse post irei introduzir o assunto “Cultos à carga”, um fenômeno curiosíssimo que eu li no livro do Dawkins (Deus – Um delírio). Achei engraçado (sem sentimento de deboche embutido nisso!) e estranho pensar como coisas assim acontecem. Bom, mas chega de enrolação vou explicar do que se trata –

Cultue a carga!

O culto à carga, como o nome sugere é um fenômeno que aconteceu em diversas ilhas da oceania com inúmeras tribos que tiveram contato com o “homem branco”. Durante a segunda guerra esse fenômeno ocorreu em diversas ilhas. As tribos ao ter contato com o “homem branco” viam que seus armamentos/suprimentos eram recebidos por aviões/navios. Sem conseguirem descobrir da onde vinham esses materiais, atribuiam a origem do mesmo a “deuses”. Em alguns casos os tribais se vestiam iguais aos “homem brancos”, construiam aeroportos de “mentira” com aviões de madeira, antenas de mentira na esperança de atrair os “carregadores da carga”. Pensavam que a força do “homem branco” estava nas suas  armas e rifles altamente avançados.

Fácil acreditar em mágica/sobrenatural quando a tecnologia alvo é deveras avançada. Imaginem um ser da idade média sendo jogado agora em 2009. O cara iria louvar Deus por tudo que visse. Imagine quando comesse um belo hamburguer então. Hahahahahahahaha.

O que mais intrigou os antropólogos é que esse fenômeno foi observado em diversas tribos indígenas, geograficamente, isoladas. Muitas delas nem sabiam da existência da outra. Logo a hipótese de uma influência entre elas é descartada. Parece que até alguns índios da América do Norte praticaram esses cultos.

Para nós que sabemos de onde os navios vieram, que as armas são fabricadas por nós mesmos em fábricas é engraçado ver a reação desses indígenas. A nossa “espécie” por mais diversificada que seja culturalmente, tem um ponto muito forte em comum. A religiosidade e as crenças. Variam em proporção, seriedade e conteúdo. Mas fé é algo que será comum em basicamente TODAS essas crenças. Uma crença sem fé não seria crença, afinal o que a sustentaria? Os índios tem “fé” nas cargas e esperam recebê-las um dia. Para tal seguem rituais e comportamentos com o intuito de receber tais armamentos.

Bom, no próximo post irei falar de um caso curioso de culto à carga, mencionado no livro do Dawkins com mais detalhes!

Abraços a todos e bom início (tardio) de semana!

23
out
09

Sem palavras.

Olá a todos. Pois é hoje fui pego por uma maré de não inspiração. Não tenho nada de muito útil a postar.

Recentemente comecei a ler o Velho e o Novo Testamento (simultaneamente), para tentar compreender alguns pensamentos/dogmas teístas. Confesso que não conseguirei ler o Velho Testamento inteiro devido ao seu tamanho gigantesco (umas 1200-1300 páginas) somado ao fato de ter que executar outras leituras, mas lerei o máximo possível. Já estou finalizando a Gênesis e devo assumir que estou deveras abismado com o “Deus” descrito lá.

Mas como pressupostamente o cristianismo (em geral) nos diz para não duvidar dos “designios do Senhor” creio que levantar questionamentos e critícas a respeito de seus atos, descritos na gênesis seria pura perda de tempo, além de causar desconforto em muitos e até mesmo possíveis irritações. Coisas que sinceramente, procuro evitar. Mesmo. Sem mencionar que ainda é um pouco cedo para tal. Irei amadurecer mais a leitura do livro e então futuramente tecerei comentários.

Quanto ao novo testamento estou começando por Mateus. Vendo um pouco do que seria a SUPOSTA vida de Jesus. Como sabemos a imprecisão e a validação da bíblia dão margens a múltiplas interpretações. Acho muito sábio levarmos em conta a probabilidade de que existam inúmeras informações incorretas e até mesmo “fantasiosas” nos livros. Lembrando bem, probabilidade pessoal. Não estou afirmando que o que está lá, categoricamente, é mentira. Atentai para o “provavelmente”.

Igualmente irei ler com atenção e ver do que realmente se trata a vida de Jesus e a origem de tudo segundo a bíblia. Afinal não posso tecer críticas fundamentadas sem saber o que exatamente eu estou criticando.

Continuo avançando com o livro Deus – Um Delírio de Dawkins, onde vi um vídeo dia desses de um filósofo tentando refutar o argumento central do livro. Para minha surpresa o filósofo citou partes que baseou sua crítica de forma incompleta e de maneira diferente da proposta por Dawkins. Mais uma vez as pessoas dizem que Dawkins afirma que não existe Deus, quando o mesmo EXPLICITA em seu livro que acha MUITO IMPROVÁVEL sua existência, mas não afirma categoricamente sua inexistência como muitos entendem.

Acho que considerarmos as coisas é importante. Assim como eu não afirmo que Deus não existe 100%, qual a razão para um teísta afirmar que Deus EXISTE 100% e ele está super-seguro disso? Não entendo e acho que nunca entenderei, pois se a única forma de evidenciar um suposto Deus é a fé (concluo eu, no momento não consigo pensar em nenhuma outra mais plausível), jamais entenderei. Afinal a fé é uma experiência pessoal e intransferível, logo como irei “ver” a fé do outro ou experienciá-la de alguma forma?

Reitero que respeito credos, apenas não concordo com eles. Não sou anti-teísta como Dawkins. Simplesmente não consigo racionalizar (se é que seria possível isso) a crença, a fé e sua necessidade para viver.

Abraços a todos! =)




Aterro Sanitário

Lixo da Vez - Ronaldo o FENOMENO?!

Oi, queria agradecer ao espaço cedido pelo amigo e também entusiasta da copa, Bocadoogro.
Vocês sabem que eu sempre fui brasileiro desde que nasci no Brasil. Gosto muito do brasil e vou curtir muito assistir a copa do meu telão de cinema na minha casa lá na europa.

Mas vim aqui para um assunto mais importante. Essa palhaçada toda de protesto a respeito de usar dinheiro da copa para fazer hospital. Amigo, repito e disse, não se faz copa com hospital! Precisamos de estádio. Esse dinheiro que foi pro estádio não iria para hospital. Se não fosse pela copa o estádio nem o hospital existiria.

Vocês reclamam de hospital, não entendo! Sempre que fico gripado ou preciso de médico o Sírio-Libânes tá lá de boa. Não entendo essas reclamações. Neste ponto eu apoio meu amigo Pelé, grande sábio. Vamos esquecer essas bobeiras e focar na copa.

Grande abraço para vocês, do Ronaldinho Fenômeno.