Posts Tagged ‘Biblia

21
maio
10

Jesus verossímel?

Digamos que em um futuro não muito distante consigam demonstrar que Jesus nunca ressuscitou de sua morte. Digamos que Jesus nunca houvesse feito milagres, tampouco fosse filho de uma virgem. Quais são as primeiras coisas que nos vem a mente?

A minha seria o ruir de inúmeras instituições religiosas que usam esse dogma da ressureição como base central para suas crenças. Imagino também diversas vertentes mais radicais que simplesmente iriam ignorar essa descoberta e continuar a cultuar esse “Jesus ressuscitado”.

Bom agora voltando a realidade, sabe-se que Jesus possivelmente tenha existido e é algo plausível. Temos os evangelhos os 4 oficiais do novo testamento e uns extra-oficiais. Além das cartas de Paulo. Fontes diversas citam a existência desse “Jesus” que nos é dito hoje. Historicamente falando, admitir a existência de Jesus é algo possível e plausível.

Acontece que o problema é justamente em evidenciar historicamente o Jesus “Ressuscitado” dos mortos. Vi um debate interessantíssimo a respeito disso com William Lane Craig (que me desapontou um bocado) e um historiador chamado Ehrman. Devo confessar que o debate poderia ter sido melhor se ambos não ficassem evitando responder as perguntas alheias. Enfim.

Bom o Ehrman levanta uma hipótese (diversas) afim de justificar de maneira mais provável o desaparecimento do corpo de Jesus da tumba, que é atestada pelos 4 evangelhos do novo testamento. Craig se prende em afirmar que a ressureição é a “melhor explicação” para esse fato, pois é atestado em diversas “fontes” independentes. Tais fontes seriam as cartas de Paulo e os evangelhos. Bem eu não considero essas “fontes” muito confiáveis, visto que um evangelho serviu de base para os outros, não sabemos quem escreveu os evangelhos (os títulos conhecidos por nós hoje “de Mateus”, “de Marcos” e por dai em diante). O evangelho de supostamente “Marcos” o mais antigo, foi escrito a uns 25-35 anos após a morte de Cristo. Seguido dos outros com intervalos de aproximadamente 10 anos entre eles. Portanto ao percebermos as semelhanças entre os fatos, poderíamos pensar que os evangelhos na verdade não seriam “fontes independentes” entre si, mas apenas influências uns dos outros. Isso é plausível ao meu ver. Isso explicaria a semelhança no “coração da narrativa” e as diferenças superficiais dos fatos.

A grande questão do debate em si é Lane Craig assumir que o argumento de Ehrman é falacioso, o seguinte argumento – “Milagres por definição, são eventos improváveis de se acontecer. Tão improváveis, que recebem o nome de milagres. Portanto afirmar que um milagre, como a ressureição é a melhor explicação para Jesus é algo que um historiador não pode cogitar.” Pois bem, Craig usa de uma complicada fórmula matemática, para demonstrar que esse argumento é falacioso.  O que ao meu ver, sinceramente, devido a falta de compreensão da fórmula fiquei sem saber se ela demonstrava ou não a falácia. Achei descabido Lane Craig utilizar deste tipo de recurso, visto que o tempo de debate era curto e mesmo ele indo “passo a passo” a quantidade de informações se perdia ao logo da explicação, dificultando e muito a clareza que Craig deveria ter.

A posição de Ehrman é nada mais nada menos que o princípio metodológico científico (história é uma ciência) da navalha de Occam. A hipótese da ressureição, por mais que aparentemente se encaixe nos evangelhos todos (ou fonte independentes, como Craig gosta de chamar) de maneira satisfatória, puxa questões maiores como – Deus existe? Quem é Deus? Que poderes ele tem? – isso sendo simplório.

Claramente Craig é influenciado pela sua total parcialidade devido a sua crença em toda a história cristã. Para Craig aceitar esse argumento de Ehrman seria difícil. Eu compreendo a necessidade de Craig colocar como a “melhor” explicação para Jesus e o sumiço do seu corpo o fato da ressureição.

Talvez se alguém me explicasse com maior facilidade o argumento matemático exposto por Craig, eu pudesse concordar que de fato há uma falácia neste pensamento de Ehrman, mas até então ele soa bem razoável para mim. A menos que diversas hipóteses já tenham sido exauridas para explicar o sumiço do corpo de Jesus da tumba e as visões que as pessoas tinham dele, não podemos concluir logo “de cara” a hipótese da ressureição.

Muita calma nessa hora Doutor Craig…

19
jan
10

Crianças de cristo

O perigo do pecado

– Quanto a estes pequeninos que crêem em mim, se alguém for culpado de um deles me abandonar, seria melhor essa pessoa que ela fosse jogada no mar, com uma pedra grande amarrada no pescoço. Marcos 9 – 42.

Executando minha leitura tranquila do novo testamento dei de cara com essa passagem. Jesus dando suas demonstrações de sabedoria divina (literalmente). Uma das coisas legais da bíblia é que ela nos permite ler e interpretar suas colocações cheias de sabedoria. Apesar que com certeza, acho péssimo retirar fragmentos isolados de um contexto, lhes digo que o resto do texto que o segue não menciona mais crianças.

Bom ao analisar cuidadosamente esta passagem, ao meu ver ao dizer “…estes pequeninos…” ele estaria se referindo as crianças. Provavelmente um punhado de crianças deveria estar a sua volta no momento (em Marcos 9-36 ele abraça uma criança e a coloca no meio dos discípulos). Ok tendo entendido isto, vamos prosseguir.

Bom essa passagem, claramente mostra um argumento bíblico a favor da doutrinação de crianças. Jesus até mesmo mostra sua parcialidade a respeito daqueles que porventura, instigassem suas crianças a serem céticas ou seguir qualquer outro deus que não o “seu pai”. Vou dizer que após a leitura de Mateus e agora progredindo com Marcos venho mudando minha opinião acerca de quem foi Jesus (considerando que de fato tenha existido, como narrado nos evangelhos). Não direi se para melhor ou pior, visto que ainda falta muito a ser lido. Mudando se considerada a visão de Jesus que eu costumava ter.

Considerando essa passagem agora, faz algum sentido dentro da lógica cristã de levar seus filhos aos cultos/missas o quanto antes. Afinal se Jesus com toda sua bondade, foi capaz de desejar tal destino as pessoas que desviassem crianças deste caminho, imagine o quanto isso é condenável aos olhos de deus.

Acho que o problema é que na época que a bíblia foi feita não se tinha a visão de criança que se tem hoje. Hoje em dia é sabido que uma criança não tem maturidade para discutir política, economia ou história com um grau de entendimento de um adulto. Ela pode decorar e cuspir conhecimentos, mas fazer uma reflexão e entendimento daquilo (veja bem, assuntos complexos, não qualquer coisa!) é muito difícil para uma criança. Portanto na época que Jesus viveu provavelmente crianças eram “pequenos adultos” com ligeiras diferenças. Eram outras condições, outros tempos outros VALORES.

Imagine explicar para a criança toda uma doutrina cristã, seus dogmas, suas estruturas e quem foi Jesus de modo que ela entenda de fato. Seria isso realmente possível? Dirão que sim, pois diversos pastores espertamente, desenvolveram programas de doutrinação bíblica voltado para uma criança. Os soldadinhos de deus, como são chamados carinhosamente. Queria ter a oportunidade de conversar com uma criança doutrinada (o máximo que vi foram programas, alguns chocantes, crianças com um nível de alienação e preconceito tremendo).

Devido a complexidade do assunto, creio eu que religião não deveria ser um tema abordado tão cedo. No caso das escolas – filosofia. Existem metodologias filosóficas para crianças, desde cedo, aprenderem a desenvolver raciocínio e capacidade crítica – a entender alguns conceitos básicos. Se quisessem inserir religiosidade mais adiante, que colocassem o conhecimento religioso com a clareza de um professor e não um doutrinador – A religião (escolha a de sua preferência) é uma visão de mundo, não constitui verdade absoluta e é questionável como diversas coisas. Colocando-se este conhecimento iria da criança/jovem se aprofundar mais ou não naquela religião. Mais tarde passar a acreditar ou não, mas com base em seu senso crítico e íntimo. Não pois seus pais obrigam a ir a cultos/missas todo domingo ou por que irá para o inferno caso não acredite.

Aqui no Brasil eu desconheço, mas nos EUA é muito comum igrejas evangélicas terem as famosas “Hell Houses” que são pessoas encenando em um palco coisas monstruosas. Pecados são retratados de maneira alegórica por artistas de teatro afim de demonstrar para crianças que o inferno é um lugar que elas NÃO querem ir. Engraçado que o público alvo deles são crianças de 12 anos. Abaixo segue um vídeo de uma “hell house” autêntica evangélica.

Infelizmente não achei legendado. Quem entender inglês, reparem na letra. As imagens são retiradas destas peças encenadas. Reparem na do aborto, feito de maneira bem açougueira e pasmem – o público alvo é 12 anos. Criado por um pastor evangélico, este tipo de prática tem se tornado bem comum no que chamam de “cinturão bíblico” americano.

Creio eu que é apenas uma questão de tempo até que “espetáculos” como este cheguem as nossas crianças…

23
out
09

Sem palavras.

Olá a todos. Pois é hoje fui pego por uma maré de não inspiração. Não tenho nada de muito útil a postar.

Recentemente comecei a ler o Velho e o Novo Testamento (simultaneamente), para tentar compreender alguns pensamentos/dogmas teístas. Confesso que não conseguirei ler o Velho Testamento inteiro devido ao seu tamanho gigantesco (umas 1200-1300 páginas) somado ao fato de ter que executar outras leituras, mas lerei o máximo possível. Já estou finalizando a Gênesis e devo assumir que estou deveras abismado com o “Deus” descrito lá.

Mas como pressupostamente o cristianismo (em geral) nos diz para não duvidar dos “designios do Senhor” creio que levantar questionamentos e critícas a respeito de seus atos, descritos na gênesis seria pura perda de tempo, além de causar desconforto em muitos e até mesmo possíveis irritações. Coisas que sinceramente, procuro evitar. Mesmo. Sem mencionar que ainda é um pouco cedo para tal. Irei amadurecer mais a leitura do livro e então futuramente tecerei comentários.

Quanto ao novo testamento estou começando por Mateus. Vendo um pouco do que seria a SUPOSTA vida de Jesus. Como sabemos a imprecisão e a validação da bíblia dão margens a múltiplas interpretações. Acho muito sábio levarmos em conta a probabilidade de que existam inúmeras informações incorretas e até mesmo “fantasiosas” nos livros. Lembrando bem, probabilidade pessoal. Não estou afirmando que o que está lá, categoricamente, é mentira. Atentai para o “provavelmente”.

Igualmente irei ler com atenção e ver do que realmente se trata a vida de Jesus e a origem de tudo segundo a bíblia. Afinal não posso tecer críticas fundamentadas sem saber o que exatamente eu estou criticando.

Continuo avançando com o livro Deus – Um Delírio de Dawkins, onde vi um vídeo dia desses de um filósofo tentando refutar o argumento central do livro. Para minha surpresa o filósofo citou partes que baseou sua crítica de forma incompleta e de maneira diferente da proposta por Dawkins. Mais uma vez as pessoas dizem que Dawkins afirma que não existe Deus, quando o mesmo EXPLICITA em seu livro que acha MUITO IMPROVÁVEL sua existência, mas não afirma categoricamente sua inexistência como muitos entendem.

Acho que considerarmos as coisas é importante. Assim como eu não afirmo que Deus não existe 100%, qual a razão para um teísta afirmar que Deus EXISTE 100% e ele está super-seguro disso? Não entendo e acho que nunca entenderei, pois se a única forma de evidenciar um suposto Deus é a fé (concluo eu, no momento não consigo pensar em nenhuma outra mais plausível), jamais entenderei. Afinal a fé é uma experiência pessoal e intransferível, logo como irei “ver” a fé do outro ou experienciá-la de alguma forma?

Reitero que respeito credos, apenas não concordo com eles. Não sou anti-teísta como Dawkins. Simplesmente não consigo racionalizar (se é que seria possível isso) a crença, a fé e sua necessidade para viver.

Abraços a todos! =)




Aterro Sanitário

Lixo da Vez - Ronaldo o FENOMENO?!

Oi, queria agradecer ao espaço cedido pelo amigo e também entusiasta da copa, Bocadoogro.
Vocês sabem que eu sempre fui brasileiro desde que nasci no Brasil. Gosto muito do brasil e vou curtir muito assistir a copa do meu telão de cinema na minha casa lá na europa.

Mas vim aqui para um assunto mais importante. Essa palhaçada toda de protesto a respeito de usar dinheiro da copa para fazer hospital. Amigo, repito e disse, não se faz copa com hospital! Precisamos de estádio. Esse dinheiro que foi pro estádio não iria para hospital. Se não fosse pela copa o estádio nem o hospital existiria.

Vocês reclamam de hospital, não entendo! Sempre que fico gripado ou preciso de médico o Sírio-Libânes tá lá de boa. Não entendo essas reclamações. Neste ponto eu apoio meu amigo Pelé, grande sábio. Vamos esquecer essas bobeiras e focar na copa.

Grande abraço para vocês, do Ronaldinho Fenômeno.