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9 anos e o Design 3.0

Olá internet.

Dia 18 de outubro foi o aniversário de 9 anos da empresa que trabalho. Uma enorme comemoração aconteceu após o expediente. Dança, música, performances e muita comida boa. Uma celebração pra ninguém por defeito e a chance de uma conversa muito bacana a respeito de design, indústria, India e Brasil.

Estou fazendo parte de um projeto para redefinir o branding de uma empresa de Taxi. O projeto começou 2 dias após minha chegada e está completando um mês. Durante este 1 mês nosso trabalho foi mergulhar na pesquisa, mapear o serviço e nos colocar nos “sapatos” dos usuários. Testamos vários serviços de taxi na India, gravamos entrevistas e levantamos uma grande quantidade de informações. O passo seguinte (e o mais divertido) compilar e extrair insights de tudo capturado. Entender relações e a partir disto explorar oportunidades que finalmente irão gerar idéias de serviços e o reposicionamento do branding da empresa.

Fiquei encarregado da etapa de mapear e sintetizar a experiência do usuário. O fiz, revisei, mergulhei nas entrevistas, nos post-its e foi uma semana bem intensa compilar tudo. Mostrei para um dos chefes, responsável pelo lado de “Business Strategy” da empresa e ao terminar de ver o que eu havia levantado ele usou apenas uma palavra “Superficial.”

Fiquei curioso e um pouco decepcionado, afinal achei que tinha feito um bom trabalho e ouvi atentamente sua crítica. No final eu conclui sem titubear: ele tinha toda razão. Minha análise estava racional e embasada apenas nos dados, mas não tinha intuição ou “gut feeling”. Não tinha um olhar humano ali. Não havia empatia. Não era design.

Um dos insights mais pertinentes que eu não havia notado era como se davam as relações nos serviços de taxi. Os principais serviços usam aplicativos, telefone ou web para chamar um táxi. Todos utilizavam tecnologia para estabelecer as relações com os clientes e com isto causando uma mudança fundamental – As relações viravam transações.

Não havia muito mais do “calor humano” ou uma relação de fato sendo estabelecida entre os usuários e os serviços de táxi. A necessidade de expansão em larga escala tornou a tecnologia algo indispensável. Sem ela não seria possível atendermos a demanda, mas ao mesmo tempo nos levou para a impessoalidade e a “mecanicidade” dos atos. Seguimos passos estabelecidos pelo sistema para conseguirmos marcar um táxi e toda nossa comunicação com as empresas é feita através de um aplicativo. O Uber sendo o caso mais extremo aonde nenhum contato com o motorista é necessário. Nem para pagar a corrida. Chegou no seu local de destino? Abra a porta e saia, a conta é debitada no seu cartão de crédito, tornando o motorista (um ser humano) num serviço – um agente invisível – que você mal percebe que está lá. Poderia ser facilmente substituído por um robô piloto (assim que a tecnologia se tornar viável/disponível) e não faria muita diferença.

Seres humanos estão sempre em busca de experiências. Relações. Conexões. Percebi que meu papel como designer era olhar para estas relações não mensuráveis de maneira crítica. Entender como elas se estabelecem e através de nossas “soluções propostas ao cliente” criarmos um ambiente para que elas ocorram naturalmente. Como tirar uma pedrinha de um caminho que bloqueava a água de escorrer pelo córrego.

Tecnologia não é vilã, tão pouco “má”. Não acredito em estabelecer juízos de valores binários (positivo/negativo), mas em compreender como as relações se dão e usá-las para fortalecermos o aspecto humano em nossos relacionamentos. Sejam como pessoas ou com business, tirando proveito do que a tecnologia pode nos oferecer.

Menos transações e mais relações. Criar relações centradas no usuário.

Isso para mim é o papel mais importante de um designer. É nisso que acredito e nem me preocupo em buscar dados e comprovações científicas sobre – para tal, meu “gut feeling” basta. =)

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2 Responses to “9 anos e o Design 3.0”


  1. 1 Jéssica P.
    outubro 22, 2014 às 2:56 pm

    menino, só hoje pude ler esse texto e: que demais! Muito legal saber que há empresas que combinam dados com uma visão mais pessoal… realmente enriquece o trabalho 🙂


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Lixo da Vez - Ronaldo o FENOMENO?!

Oi, queria agradecer ao espaço cedido pelo amigo e também entusiasta da copa, Bocadoogro.
Vocês sabem que eu sempre fui brasileiro desde que nasci no Brasil. Gosto muito do brasil e vou curtir muito assistir a copa do meu telão de cinema na minha casa lá na europa.

Mas vim aqui para um assunto mais importante. Essa palhaçada toda de protesto a respeito de usar dinheiro da copa para fazer hospital. Amigo, repito e disse, não se faz copa com hospital! Precisamos de estádio. Esse dinheiro que foi pro estádio não iria para hospital. Se não fosse pela copa o estádio nem o hospital existiria.

Vocês reclamam de hospital, não entendo! Sempre que fico gripado ou preciso de médico o Sírio-Libânes tá lá de boa. Não entendo essas reclamações. Neste ponto eu apoio meu amigo Pelé, grande sábio. Vamos esquecer essas bobeiras e focar na copa.

Grande abraço para vocês, do Ronaldinho Fenômeno.


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