02
out
14

Do Design e o aprendizado

17 dias se passaram desde que cheguei. Daqui a 59 dias estarei de volta ao Brasil.

Como alguns poucos sabem sou designer gráfico de formação, mas me afastei dessa área desde que pus os pés na Parsons em 2012. Para ser sincero o design mais tradicional (por tradicional entenda-se o que domina o mercado em termos de demandas, como gráfico, produto e web) era o que eu pretendia trabalhar, quando entrei no curso de Desenho Industrial, Projeto de Programação Visual em 2009. Lembro que gostava de trabalhar com criação de identidades visuais e todo o processo de geração de um manual de ID e suas aplicações, regras, tipografias, paletas de cores e etc. Achava isso um máximo. O top.

Graças a Dilma, 2012 fui para Parsons aonde conheci design thinking e todo o cenário de Designers que não “faziam design” na minha cabeça. Como aquele cara ali é considerado um bom designer se ele nem sequer sabe mexer no photoshop? E o cara tinha idéias geniais, conectava pontos, pessoas e criava ecosistemas inteiros. Bolava diagramas e fluxogramas explicando toda a informação e como as coisas se encaixavam. Se eu pedisse para ele fazer um cartaz ou um logo ele diria “Não faço a menor idéia de como fazer isso.” E isso era perfeitamente ok.

Passado o estranhamento, o que era incomum passou a ser o comum para mim. Havia descoberto a quantidade de coisas que um designer é capacitado durante os seus 4 anos de faculdade e quão pouco aprendemos a utilizar isso de maneira menos centrada nas ferramentas e mais focada no conhecimento em si. Nos métodos. Nas capacidades.

Havia descoberto o que eu queria estudar e ser, enquanto Designer. Era (e ainda são) muitas informações novas e desconexas, que aos poucos vou conectando.

Estou trabalhando na IDIOM fazem uns 17 dias. Trabalhando como Designer. Em 17 dias se eu fiquei mais do que 4 horas em um programa da Adobe foi muito. Estou finalmente vendo na prática o que um “Design Manager” faz, como atua, suas ferramentas e seu escopo. Não poderia estar mais feliz em ter descoberto e finalmente poder praticar isso.

IDIOM é uma Design DRIVEN Consultancy. Significa que todo o processo de um projeto utiliza métodos de Design. Desde uma reunião com clientes (que sempre acabam sendo mini workshops com post-its e white-boards cheios no final) até na hora de entregar o projeto. Ao perguntar a um designer se eles tinham profissionais de marketing na equipe ele respondeu “Pra que? O design possui todas as ferramentas que precisamos para executar nossos projetos e a filosofia da empresa é ser Design driven. Não oferecemos pesquisas nem serviços de marketing. Nossa pesquisa é qualitativa e baseada em etnografia/sociologia. Design Research, user centered não Market Centered. Normalmente o que os clientes fazem, se acharem necessários é procurar esse serviço por fora.” É uma visão distinta de mercado. O mercado são as pessoas, os consumidores com suas individualidades e desejos. Identificá-los é papel comum ao Design/Marketing, mas a forma como isso é feita por cada área que é completamente diferente.

Existem vários profissionais de outras áreas como ilustradores, arquitetos, marceneiros, etc. Todos debaixo de um mesmo teto, cada um com sua expertise, mas todos conectados por um método e uma visão de se executar projetos. Aqui na IDIOM por exemplo, não existe Identidade Visual desatrelada ao usuário e sua experiência. Branding. Não existe fazer um logo, deixar o cliente feliz e cabou-se o projeto. Não existe o óbvio e todo projeto tem espaço para Design Research e oportunidades para se descobrir algo novo.

Nestes 17 dias que estou aqui, estou participando de dois projetos grandes. Já fiz pesquisa/entrevista de campo, participei no desenvolvimento de frameworks, workshops, personas, jornadas de usuários e estou aprendendo a como me centrar nos vários stakeholders envolvidos nos projetos afim de planejar os próximos passos. Como extrair insights e usar e abusar do nosso gut feeling para gerar novas idéias e consequentemente inovação/valor para todos os envolvidos nos projetos. A idéia por detrás da intuição/sensibilidade/experiência/knowledge brokering de um designer do que apenas se basear em números e tabelas.

Essa está sendo minha experiência so far. =)

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Lixo da Vez - Ronaldo o FENOMENO?!

Oi, queria agradecer ao espaço cedido pelo amigo e também entusiasta da copa, Bocadoogro.
Vocês sabem que eu sempre fui brasileiro desde que nasci no Brasil. Gosto muito do brasil e vou curtir muito assistir a copa do meu telão de cinema na minha casa lá na europa.

Mas vim aqui para um assunto mais importante. Essa palhaçada toda de protesto a respeito de usar dinheiro da copa para fazer hospital. Amigo, repito e disse, não se faz copa com hospital! Precisamos de estádio. Esse dinheiro que foi pro estádio não iria para hospital. Se não fosse pela copa o estádio nem o hospital existiria.

Vocês reclamam de hospital, não entendo! Sempre que fico gripado ou preciso de médico o Sírio-Libânes tá lá de boa. Não entendo essas reclamações. Neste ponto eu apoio meu amigo Pelé, grande sábio. Vamos esquecer essas bobeiras e focar na copa.

Grande abraço para vocês, do Ronaldinho Fenômeno.


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