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Idéias – Transformar

Estava dia desses assistindo no GNT um programa aleatório a respeito da “Food revolution” que o Jamie Oliver, um chef britânico, tentava implementar na América do Norte, mas especificamente no estado da West Virginia.

Ele queria levantar apoio/fundos para ajudar na realização de seu programa, que não somente incluia comidas mais saudáveis nas escolas Norte Americanas, mas também um belíssimo programa de treinamento profissional com os estudantes, ensinando eles a cozinhar.

O britânico então resolveu dar um jantar para 80 pessoas, incluindo senadores, jornalistas e formadores de opiniões. Até ai parecia algo normal. A grande sacada de Oliver foi apostar numa idéia – colocar os próprios adolescentes de uma escola do ensino médio Norte Americano “to do the cooking”. Alguns deles nem sequer haviam colocado a mão em uma colher de pau. Um deles disse que havia cozinhado 4 vezes a vida toda. Após a refeição, todos teciam elogios a Oliver, que ao final revelou a charada. Os alunos eram os cozinheiros esse tempo todo. Esse impacto permitiu que os adolescentes falassem e fossem ouvidos. Não era mais o criador do projeto e principal interessado que ele fosse implementado que estava falando – eram os futuros participantes agora. Era o “público alvo” ali. Era um belo momento de feedback e co-criação acontecendo.

Fiquei muito intrigado com esse episódio. Vi que um cara, com sua expertise que é cozinhar, podia usar isso para mudar realidades e criar impacto. É tão óbvio para nós criarmos uma relação de importância com certas profissões e achar que outras são menos importantes. Médicos quase tem escrito na testa “Salvadores de vida”, mas um chef de cozinha não. Você ao olhar um Designer em frente ao seu computador consegue imaginar ele salvando vidas através do que ele faz? Da sua expertise como designer?

Esse tipo de conexão é quase inexistente. Curioso ficarmos tão restritos a visões superficiais a respeito de certas profissões que não percebemos o quão fantástica são as possibilidades. Jamie Oliver nos mostrou claramente como ele pode usar sua expertise de chef de cozinha, para salvar e mudar milhares de vidas de jovens no ensino médio. Projetos como o Estaleiro Liberdade, Escola Quiron, Dream:in e o Design Possível, mostram que Designers/Empreendedores já estão mudando realidades. Alguns deles salvando vidas. Empresas como a IDEO vão a locais mais extremos do mundo afim de solucionar problemas ou facilitar a vida de comunidades carentes através do Design e seus inúmeros métodos.

Proponho aqui uma reflexão – Vamos parar de achar que apenas médicos e engenheiros são capazes de resolver os problemas complexos que temos. Achar que eles são os únicos capazes de gerar inovação ou salvar vidas. Que tal olharmos para profissionais extremos e pensar em como eles podem contribuir com algum impacto social. Imaginem o que um jogador de futebol pode fazer? O que um tatuador famoso poderia fazer?

Extrapole e especule.

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1 Response to “Idéias – Transformar”


  1. março 15, 2014 às 1:55 am

    Detesto citar pensadores, ainda mais os óbvios, mas acho muito oportuno ‎”O planeta não precisa de mais ‘pessoas de sucesso’. O planeta precisa desesperadamente de mais pacificadores, curadores, restauradores, contadores de histórias e amantes de todo tipo. Precisa de pessoas que vivam bem nos seus lugares. Precisa de pessoas com coragem moral dispostas a aderir à luta para tornar o mundo habitável e humano, e essas qualidades têm pouco a ver com o sucesso tal como a nossa cultura o tem definido.” LAMA, Dalai.


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Lixo da Vez - Ronaldo o FENOMENO?!

Oi, queria agradecer ao espaço cedido pelo amigo e também entusiasta da copa, Bocadoogro.
Vocês sabem que eu sempre fui brasileiro desde que nasci no Brasil. Gosto muito do brasil e vou curtir muito assistir a copa do meu telão de cinema na minha casa lá na europa.

Mas vim aqui para um assunto mais importante. Essa palhaçada toda de protesto a respeito de usar dinheiro da copa para fazer hospital. Amigo, repito e disse, não se faz copa com hospital! Precisamos de estádio. Esse dinheiro que foi pro estádio não iria para hospital. Se não fosse pela copa o estádio nem o hospital existiria.

Vocês reclamam de hospital, não entendo! Sempre que fico gripado ou preciso de médico o Sírio-Libânes tá lá de boa. Não entendo essas reclamações. Neste ponto eu apoio meu amigo Pelé, grande sábio. Vamos esquecer essas bobeiras e focar na copa.

Grande abraço para vocês, do Ronaldinho Fenômeno.


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