Arquivo de junho \23\UTC 2012

23
jun
12

Neofobia 2

Ele fazia aquele mesmo caminho todo dia.

Dia após dia, passa em frente a lojinha. Até que um belo dia lá estava a gaiola e aquele passarinho que havia sumido. Curioso o rapaz resolveu se aproximar e conferir se era mesmo aquele passarinho de antes.

Chegou perto da gaiola e o passarinho estava encostado ao fundo da gaiola. Suas penas estavam secas e sem brilho, algo estava errado. Resolveu averiguar:

– Ei, ei! O que aconteceu com o passarinho? – perguntou o rapaz chamando o dono da loja que estava nos fundos.
– Ah, você de novo? Que é? Veio tentar roubar o meu passarinho novamente?!
– Não. Quero saber o que tem de errado com ele.
– Ele não tem nada de errado. – Disse o vendedor, enquanto se aproximava. Tirou um pedaço de pão dormido do bolso e jogou algumas cascas dentro da gaiola – o passarinho se mexeu lentamente e parecia estar comendo elas.
– Hmmmm…lembro que as penas dele eram bem mais brilhantes e volumosas. Agora…mal dá para reconhecer ele.
– Olha rapaz, você realmente acha que eu maltrato ele? Façamos um acordo então – eu abrirei a gaiola – se ele sair voando, deixarei ele partir, no entanto, se ele permanecer dentro da jaula você promete que não me aborrecerá mais a respeito deste passáro?
– Combinado. – disse o rapaz em voz firme.

O dono abriu a gaiola e estendeu a mão. O pássaro caminhou lentamente até a entrada e com muito esforço pulou para a mão do vendedor para comer as migalhas de pão que ainda restavam em sua mão.

– Hahahahahaha! – Riu o vendedor – Você viu só? Ele não quer ir embora rapaz, se o quisesse certamente o faria. – Disse o vendedor enquanto colocava o pássaro na gaiola novamente. – Agora vá, tenho que cuidar de minhas coisas e não volte mais a me aborrecer.

O rapaz ficou ali. Olhando para a gaiola. O pássaro voltou-se pro fundo da gaiola e ficou lá, imóvel. O rapaz abaixou e pegou um punhado de penas do passarinho que haviam caido no chão. Pegou-as colocou em seu bolso e disse:

– Apenas uma lembrança. Espero que não se importe. Adeus passarinho.

Desceu os degraus da lojinha e seguiu seu caminho. O sol estava radiante.

Nem tudo que está quebrado pode ser consertado. Algumas coisas simplesmente são e estão. Não querem ser.

17
jun
12

Parsons, Nova Iorque

Bem resolvi escrever a respeito da viagem. Versão resumida – participei duma bolsa pra estudar no exterior, pela CAPES, passei, fui chamado embarco em agosto e ficarei lá por 1 ano. Pronto! Agora que todos sabem, irei falar a respeito de minha expectativas com a viagem.

Principal motivo deste post foi pensar. Acho que seria interessante daqui a um ano, reler e ver o quanto mudei ou amadureci a respeito de algumas expectativas/visões/conhecimento. Aliás, esse blog faz isso o tempo todo – me pego relendo textos meus de 2 anos atrás e fico surpreso de como algumas coisas mudaram. É quase uma cápsula do tempo pessoal. Um diário eletrônico.

1 – Independência: Não falo da financeira e sim do famoso “se virar”. Espero que a experiência de sair do meu país, longe de família e amigos me torne mais independente. Cuidar de mim e ser totalmente responsável. Administrar grana, casa, comida, lavar roupas, faxinas e etc. Todas as “pequenas coisas” que fazem parte do processo. Espero voltar no mínimo 20x mais safo de lá.

2 – Contatos: Aw, claro. Contatos. Espero fazer o maior número de contatos e amizades por lá. Estudar duro e caso consiga um estágio por lá fazer “bonito”. Tentar mostrar ao máximo o meu potencial e quem sabe ser bem sucedido a ponto de conseguir voltar após o término da bolsa. Pra ser sincero meu objetivo mesmo seria ir pra lá, fazer o programa, voltar pro Brasil (sou obrigado) finalizar minha faculdade, esperar o tempo de permanência passar e voltar para lá para tentar empregos e uma vida, para tal, contatos facilitariam e muito.

3 – Nova Iorque: Nunca estive em uma megalópole. Só de imaginar as possibilidades de se experimentar um pouco de diversas culturas existentes lá, fruto do alto fluxo de pessoas vindo e saindo de todos os cantos do mundo. Andar pela cidade, conhecer alguns cenários que até então só são conhecidos por mim via internet/televisão e vivê-los. Registrar o máximo que eu conseguir (levarei minha câmera) e treinar isso. Não procuro fazer fotografia arte. Quero apenas poder exercitar o ato de registrar – tirar fotos de boa qualidade de tudo que eu achar interessante (sem instagram, pelo amor de deus – quero fotos não quadros de Pollock).

4 – Conhecimento: O principal. Estudar design gráfico em uma universidade que é referência na área. Já li que Parsons: The New School of Design é uma das 18 melhores faculdades de design gráfico do mundo. Isso por si só já é um motivo que me deixa bem ansioso.  Ver uma nova metodologia de ensino, cultura e talvez quem sabe poder ter um contato mais próximo com alguns designers gráficos famosos que habitam a cidade ou possuem escritórios por lá (como Milton Glaser). Aprender. De acordo com o próprio MEC, o objetivo principal desta bolsa é mudar o ensino superior no Brasil – ao enviar alunos para lá, quando retornarem, estes mesmos serão os instrumentos de mudança na forma do ensino. Como foi dito lá é “menos aula e mais estudo/pesquisa” e aqui é justamente o contrário no geral.

No geral espero poder acumular a maior quantidade de conhecimentos possíveis. Registrar momentos, pessoas, quem sabe novos amigos e crescimento profissional, ao retornar se houver espaço lógico, gostaria de fazer parte deste projeto de mudança em nosso ensino superior. Pelo menos na universidade que me encontro seria de extrema urgência tais mudanças.

Um esboço rápido das principais expectativas. Claro que eu não posso ter ideia da coisa “no geral” é quase impossível, mas veremos o quão diferente tudo será daqui a um ano. =)




Aterro Sanitário

Lixo da Vez - Ronaldo o FENOMENO?!

Oi, queria agradecer ao espaço cedido pelo amigo e também entusiasta da copa, Bocadoogro.
Vocês sabem que eu sempre fui brasileiro desde que nasci no Brasil. Gosto muito do brasil e vou curtir muito assistir a copa do meu telão de cinema na minha casa lá na europa.

Mas vim aqui para um assunto mais importante. Essa palhaçada toda de protesto a respeito de usar dinheiro da copa para fazer hospital. Amigo, repito e disse, não se faz copa com hospital! Precisamos de estádio. Esse dinheiro que foi pro estádio não iria para hospital. Se não fosse pela copa o estádio nem o hospital existiria.

Vocês reclamam de hospital, não entendo! Sempre que fico gripado ou preciso de médico o Sírio-Libânes tá lá de boa. Não entendo essas reclamações. Neste ponto eu apoio meu amigo Pelé, grande sábio. Vamos esquecer essas bobeiras e focar na copa.

Grande abraço para vocês, do Ronaldinho Fenômeno.