31
dez
11

Finitude do ser

Quantas pessoas aqui já não tiveram que lidar com esse eterno vilão do homem – a morte? Um dos primeiros passos que nos diferenciou das outras espécies de animais – o cuidado e sepultamento de nossos mortos, quebrando um ciclo natural. Afinal por qual razão não deixamos nossos mortos servirem de alimento para outras formas de vida? Não deixamos…tratamos nossos mortos com um diferencial…velamos, sepultamos, colocamos em caixões, arrumados e maquiados e depois enterramos.

Mas não é o ponto de vista antropológico acerca do fenômeno que pretendo tratar aqui, mas de um aspecto menos interessante e mais irritante – a total inaptidão de lidar com a  impotência das pessoas a volta.

Por que quando alguém morre nós vemos uma enxurrada de pessoas “tentando” dizer palavras, quando não há? “Força! Fé, lembre dos bons momentos!” ou “Meus pêsames, mas não fica assim não, já já passa, o tempo ajuda!”. Sinceramente não compreendo. Simplesmente calem a boca. Calem. Digam meus pesames, se realmente acharem NECESSÁRIO DAR UM PITACO ou apenas deixem a pessoa desabafar.

Morte de algo querido trás dor e sofrimento NECESSÁRIOS E INEVITÁVEIS. Então não adianta vir com 30 quilos de fé e 150 toneladas de “FORÇA CARA!” que as coisas não irão mudar. Suas palavras não terão a MENOR DIFERENÇA NA SITUAÇÃO!

Claro, se você busca redenção de sua consciência, se te faz sentir mais humano “Fiz minha boa ação do dia, cuspi umas palavras meio óbvias lá para meu amigo e agora me sinto bem melhor! Ajudei uma pessoa em um momento de sofrimento! Mamãe, posso comer a sobremesa agora?!” Vá em frente. Continue reproduzindo comportamentos que não levam absolutamente a nada e não ajudam a pessoa de verdade.

Aquele clássico do amigo/a que tem problema amoroso e você manda um “Poxa, segue o seu coração que tudo dará certo!” Hahahahahahaha! Isso funcionava em desenhos da Disney, pois eles tinham um roteiro de como tudo ia acontecer, mas infelizmente, na vida não temos um storyboard com a prévia do que está por vir.

A morte é algo doloroso para nossa cultura e não há “melhor jeito” de lidar com ela – existe apenas o SEU jeito – e isto basta. O luto é necessário, cair a ficha e compreender que as coisas mudaram. Então por favor, peguem suas “forças” e “fé” e…vocês sabem.

Quanto mais eu observo algumas coisas mais fico me perguntando se pra tudo existe um motivo mesmo, uma razão. Existir existe, problema que motivos, cada um possui o seu…e tem cada um…

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Aterro Sanitário

Lixo da Vez - Ronaldo o FENOMENO?!

Oi, queria agradecer ao espaço cedido pelo amigo e também entusiasta da copa, Bocadoogro.
Vocês sabem que eu sempre fui brasileiro desde que nasci no Brasil. Gosto muito do brasil e vou curtir muito assistir a copa do meu telão de cinema na minha casa lá na europa.

Mas vim aqui para um assunto mais importante. Essa palhaçada toda de protesto a respeito de usar dinheiro da copa para fazer hospital. Amigo, repito e disse, não se faz copa com hospital! Precisamos de estádio. Esse dinheiro que foi pro estádio não iria para hospital. Se não fosse pela copa o estádio nem o hospital existiria.

Vocês reclamam de hospital, não entendo! Sempre que fico gripado ou preciso de médico o Sírio-Libânes tá lá de boa. Não entendo essas reclamações. Neste ponto eu apoio meu amigo Pelé, grande sábio. Vamos esquecer essas bobeiras e focar na copa.

Grande abraço para vocês, do Ronaldinho Fenômeno.


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