20
jun
11

Amor 2

Venho por meio deste, singelo e breve discuro, demonstrar o quão a palavra “amor” é  super-estimada.

Longe de mim querer quebrar paradigmas e arruinar corações apaixonados. Não! Apenas quero partilhar de minha humilde visão daquilo os sociólogos chamam de “sujeito pós-moderno”. Aquele fragmentado, dono de múltiplas ideologias e ideais conflitantes. Aquele líquido e imaterial, solúvel e escorregadio.

O que é o amor? Não, melhor não começarmos assim. Correto seria – o que é parasitar? Vejamos uma definição do Dicionário Priberam:

parasitar – Conjugar
(parasita + -ar) 

v. tr.
1. Ser parasita de.
v. tr. e intr.
2. Viver à custa de outrem. = explorar

Vejamos…hmmm. Não consigo deixar de notar a semelhança com o segundo significado e o amor, que as pessoas gritam tão alto por ai.

Acontece que amor não existe como sentimento único. Cada um sente algo distinto, portanto expressa-o diferente também. Uns espancam suas esposas por amor, outras apanham do marido por amor e tem aqueles que matam por amor, pois não aguentaram ver suas companheiros/companheiros com o vizinho(a).

Fato notarmos, não só eu, como qualquer pessoa que estiver lendo isto, que existem relacionamentos parasitas. Um preda o outro para benefício próprio. Uma espécie de “sobrevivência do mais apto” conjugal. Temos sempre aquele que faz “tudo” pelo o outro, enquanto o outro por diversos motivos oferece uma ou outra migalha em retorno, afim de manter o seu parasitismo efetivo. Quando a coisa ameaça esquentar, ele vai e cede um pouco da carne que ele sempre come primeiro, para o mais fraco do bando, demonstrando alguma espécie de piedade.

Tem aqueles que com um medo irracional perante estar sozinhos, se amarram a quaisquer oferta aparente. Dilaceram ideais, ideias e princípios. Esses nem entrarei em questão.

Para mim existem palavras muito mais fortes e significantes do que “amor”. Acho amor uma palavra tão manjada. Ela é empregada de maneira tão descontrolada, que é associada as piores mazelas. Dizer amor, não diz nada.

Minhas sugestões? Que tal enchermos nossos relacionamentos de carinho? Companheirismo? Cumplicidade? Amizade? Admiração?

Olha quantas palavras mais completas e menos subjetivas existem para ajudar a definir um relacionamento. Amor? Não diz nada.

Sem mencionar aquelas pessoas que consideram dizer “Eu te amo!” uma máxima quântica! Os céus abrem, a terra treme e o apocalipse se anuncia! Atentai! Eu disse as palavras mágicas!

São só malditas palavras que podem muito bem não dizer nada (mais uma vez). Ao invés de dizermos “Eu te amo!” que tal transformarmos a palavra em verbo?

Se todos dissessem “Irei lhe mostrar que te amo!” e de fato o fizessem sendo tantas coisas para seus objetos de adoração, talvez não teríamos tantos casos irremediáveis por ai.

Relacionamentos são prática, conquista e muito mais do que “amor”, somente amor nunca será o bastante.

Um pequeno manifesto contra o “amor” e sua super-valorização. Vamos apostar nas outras palavras, que ao meu ver, carregam muito mais significado e amplitude do que esta oxítona.

 

Obs: Não falo aqui de amor materno ou de outros parentescos, até poderia, devido a enormes semelhanças, mas deixo estes de fora deste manifesto. Por hora.

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2 Responses to “Amor 2”


  1. 1 Natalia Kleinsorgen
    junho 20, 2011 às 11:30 pm

    Não acho que o amor, ou a palavra “amor”, seja supervalorizado (a), Ao contrário, acho que o uso se tornou pejorativo, ganhou várias conotações e talvez seja isso que cause estranheza. Amar é muito mais fácil, leve e recompensador do que se espalha por aí. Amar não deve ser temido. Amar não é cuidar, dominar, possuir. Amar é querer estar perto, querer compartilhar, querer dividir. E, no caso de não conseguir, não deixa de ser amor. O amor está na vontade, na saudade, nas cores. É possível amar um livro, um time, uma banda, um cão, um lugar. O amor merece ser vivido. O amor não é platônico, pois só acontece completamente. Quem ama está completo. Não sofre. Não se engana. Não precisa de outra coisa a não ser amar.

  2. 2 Saiyen
    junho 24, 2011 às 12:12 am

    Caraca tiu..muito foda. Concordo com vc em todas as palavras e exatamente por isso fica difícil fazer um comentário afim de discutir ou expor ainda mais o assunto. Sem mais rasgar seda, adoraria que todo mundo que diz amar, em todos os tipos de relacionamento, pensassem ao menos 1/3 disso. Ainda peço..por favor..adicione o respeito a lista de palavras mágicas. Se é que as palavras mágicas não deveriam existir por ele.

    bjossss


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Lixo da Vez - Ronaldo o FENOMENO?!

Oi, queria agradecer ao espaço cedido pelo amigo e também entusiasta da copa, Bocadoogro.
Vocês sabem que eu sempre fui brasileiro desde que nasci no Brasil. Gosto muito do brasil e vou curtir muito assistir a copa do meu telão de cinema na minha casa lá na europa.

Mas vim aqui para um assunto mais importante. Essa palhaçada toda de protesto a respeito de usar dinheiro da copa para fazer hospital. Amigo, repito e disse, não se faz copa com hospital! Precisamos de estádio. Esse dinheiro que foi pro estádio não iria para hospital. Se não fosse pela copa o estádio nem o hospital existiria.

Vocês reclamam de hospital, não entendo! Sempre que fico gripado ou preciso de médico o Sírio-Libânes tá lá de boa. Não entendo essas reclamações. Neste ponto eu apoio meu amigo Pelé, grande sábio. Vamos esquecer essas bobeiras e focar na copa.

Grande abraço para vocês, do Ronaldinho Fenômeno.


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