Arquivo para junho \28\UTC 2011

28
jun
11

Diálogos – Esporos

– Vamos parar por aqui…não dá mais…

– Que?! Como assim?! Do que tu tá falando?!?

– Olha foi bacana te conhecer, mas…já deu…cabou-se. Fica por aqui e por isso.

– Hã?! Mas estamos nos dando tão bem…tá dizendo que tá ruim?!

– Não…mas não vai dar. Simplesmente não vai dar. Eu sou 8 e você 80.

– Como assim?

– Eu sou um cara escroto. Não queira estar comigo. Para você o mundo é colorido e perfumado, pra mim é preto e branco. Não vejo nada de mágico nessa vida. Não consigo ter sua euforia quase transcendental ao ver uma comédia romântica meia boca…achar tudo tão “fofinho” e lindo. Não sou assim. Não consigo aguentar isso.

– …

– Entenda, o problema não é você nem eu. Sim nossos pontos de vista. Nossa maneira de ver o mundo. Conflitos de ideais, interesses, visões, ideologias, enfim, escolha o nome que lhe couber melhor.

– Você não é escroto como diz…para com isso…

– Hahahahahahahaha…você não me conhece. Escroto aqui, tem um significado bem diferente do usual. Se me conhecesse entenderia o que quero dizer quando digo isso.

– …

– Sim. De algum modo eu sou “quebrado”…não sei explicar, mas é o que sou. Estilhaçado, não dá para explicar…o mundo não é um arco-íris e agora, em especial, não posso perder tempo com cores. A vida é ótima como está e as coisas fazem muito mais sentido para mim agora. Tenho segurança aonde piso e de quem sou.

– Eu…

– Adeus.

-…

20
jun
11

Amor 2

Venho por meio deste, singelo e breve discuro, demonstrar o quão a palavra “amor” é  super-estimada.

Longe de mim querer quebrar paradigmas e arruinar corações apaixonados. Não! Apenas quero partilhar de minha humilde visão daquilo os sociólogos chamam de “sujeito pós-moderno”. Aquele fragmentado, dono de múltiplas ideologias e ideais conflitantes. Aquele líquido e imaterial, solúvel e escorregadio.

O que é o amor? Não, melhor não começarmos assim. Correto seria – o que é parasitar? Vejamos uma definição do Dicionário Priberam:

parasitar – Conjugar
(parasita + -ar) 

v. tr.
1. Ser parasita de.
v. tr. e intr.
2. Viver à custa de outrem. = explorar

Vejamos…hmmm. Não consigo deixar de notar a semelhança com o segundo significado e o amor, que as pessoas gritam tão alto por ai.

Acontece que amor não existe como sentimento único. Cada um sente algo distinto, portanto expressa-o diferente também. Uns espancam suas esposas por amor, outras apanham do marido por amor e tem aqueles que matam por amor, pois não aguentaram ver suas companheiros/companheiros com o vizinho(a).

Fato notarmos, não só eu, como qualquer pessoa que estiver lendo isto, que existem relacionamentos parasitas. Um preda o outro para benefício próprio. Uma espécie de “sobrevivência do mais apto” conjugal. Temos sempre aquele que faz “tudo” pelo o outro, enquanto o outro por diversos motivos oferece uma ou outra migalha em retorno, afim de manter o seu parasitismo efetivo. Quando a coisa ameaça esquentar, ele vai e cede um pouco da carne que ele sempre come primeiro, para o mais fraco do bando, demonstrando alguma espécie de piedade.

Tem aqueles que com um medo irracional perante estar sozinhos, se amarram a quaisquer oferta aparente. Dilaceram ideais, ideias e princípios. Esses nem entrarei em questão.

Para mim existem palavras muito mais fortes e significantes do que “amor”. Acho amor uma palavra tão manjada. Ela é empregada de maneira tão descontrolada, que é associada as piores mazelas. Dizer amor, não diz nada.

Minhas sugestões? Que tal enchermos nossos relacionamentos de carinho? Companheirismo? Cumplicidade? Amizade? Admiração?

Olha quantas palavras mais completas e menos subjetivas existem para ajudar a definir um relacionamento. Amor? Não diz nada.

Sem mencionar aquelas pessoas que consideram dizer “Eu te amo!” uma máxima quântica! Os céus abrem, a terra treme e o apocalipse se anuncia! Atentai! Eu disse as palavras mágicas!

São só malditas palavras que podem muito bem não dizer nada (mais uma vez). Ao invés de dizermos “Eu te amo!” que tal transformarmos a palavra em verbo?

Se todos dissessem “Irei lhe mostrar que te amo!” e de fato o fizessem sendo tantas coisas para seus objetos de adoração, talvez não teríamos tantos casos irremediáveis por ai.

Relacionamentos são prática, conquista e muito mais do que “amor”, somente amor nunca será o bastante.

Um pequeno manifesto contra o “amor” e sua super-valorização. Vamos apostar nas outras palavras, que ao meu ver, carregam muito mais significado e amplitude do que esta oxítona.

 

Obs: Não falo aqui de amor materno ou de outros parentescos, até poderia, devido a enormes semelhanças, mas deixo estes de fora deste manifesto. Por hora.

12
jun
11

6 anos atrás…

Começou assim…

Eles combinaram de se encontrar. Nunca haviam sequer visto antes. Papeavam pela net a umas semanas.
Ela havia encontrado ele, através de uma rede social. Ela estudara na mesma escola que ele, mas nunca haviam trocado palavra sequer. Ela conhecia ele de vista. Ele não conhecia ela.

Combinaram de ver imagens em movimento, para se conhecerem finalmente.

Eles não tinham nada em comum. Mesmo.

Ela tinha olhos verdes e cabelos loiros. Ele olhos escuros, tanto quanto os cabelos.

E foi assim que começou. Mal sabiam que anos após anos estariam ainda ali. Um vendo o outro crescer.

De longe, mas perto. Graças as tecnologias de vossa era, podiam sempre manter contato – de um jeito ou de outro – até que a saudade apertava e eles davam um jeito de se encontrar.

Confiança, carinho e zelo só apareciam dentre as conversas, gargalhadas e cumplicidades. Como era bom!

Eles não tinham nada em comum, mesmo. Ainda não tem. Divergem, discorrem e discutem.

Estão sem se ver faz um bom tempo, mas quando se encontram, é como se nunca houvessem partido.

Eles não tinham nada em comum, mesmo, mas eram assim – porto seguro um do outro.

Saudades…

=)




Aterro Sanitário

Lixo da Vez - Ronaldo o FENOMENO?!

Oi, queria agradecer ao espaço cedido pelo amigo e também entusiasta da copa, Bocadoogro.
Vocês sabem que eu sempre fui brasileiro desde que nasci no Brasil. Gosto muito do brasil e vou curtir muito assistir a copa do meu telão de cinema na minha casa lá na europa.

Mas vim aqui para um assunto mais importante. Essa palhaçada toda de protesto a respeito de usar dinheiro da copa para fazer hospital. Amigo, repito e disse, não se faz copa com hospital! Precisamos de estádio. Esse dinheiro que foi pro estádio não iria para hospital. Se não fosse pela copa o estádio nem o hospital existiria.

Vocês reclamam de hospital, não entendo! Sempre que fico gripado ou preciso de médico o Sírio-Libânes tá lá de boa. Não entendo essas reclamações. Neste ponto eu apoio meu amigo Pelé, grande sábio. Vamos esquecer essas bobeiras e focar na copa.

Grande abraço para vocês, do Ronaldinho Fenômeno.