Arquivo para fevereiro \14\UTC 2011

14
fev
11

Fluxo

Tava um calorão. Muito. Ela me viu, acenou com um sorriso. Procurava por ela pelos últimos 5 minutos. Abracei ela bem apertado e lhe dei um beijo no rosto.

“Que bom que veio!”

“Não perderia isso por nada.”

Sentei-me e papeamos um pouco. Até que foi chamada para seguir com a cerimônia. Lá foi ela, verde, preta e azul. Ficou na fila e esperou pacientemente. Quando finalmente começou a andar dava pra notar como estava radiante. Acenando para sua família e para mim.

Como eu estava desgraçadamente orgulhoso dela.

Conforme a cerimônia seguia eu mergulhei em meus devaneios. Confesso sempre fui de pensar muito. Quase travo diálogos comigo mesmo na minha cabeça. Loucura? Talvez. Não interessa julgar o mérito da ação aqui. Irrelevante.

Pensei na nostalgia que era tudo aquilo. Me senti com 18 anos de novo em grande parte daqueles momentos. Pensar que presenciei o início e o fim daquele importante capítulo em sua vida. Distante sim. Indiferente? Nunca.

Era como o início. Só que havia finalmente acabado. Uma conquista – aquele canudo de papel – simples e tão simbólico. Algumas pessoas ao meu lado comentavam “Quanto bobeira!” e faziam deboches quanto ao juramento profissional ali prestado. Eu não conseguia deixar de perceber o quão importante era aquilo tudo.

O que em nossa mísera breve vida não é simbólico? Desde quando simbologias, necessidades de ritos – independente de sua natureza – são bobeiras? Desde que me entendo por gente isso sempre esteve e estará presente em nossas vidas. São coisas pequenas que para os outros podem não fazer sentido algum, mas sei que para ela fazia.

Saber que uma luta de quase 6 anos havia finalmente lhe rendido bons frutos. Eu podia sentir aquela satisfação, mesmo que fracionada, junto com ela. Era bom demais.

Após 3 exaustivas horas a cerimônia finalmente se encerrava. Deixando um gosto nostálgico. Um ar diferente. Algo novo. Sensação de ciclo fechado. Vitória. Mesmo que parcial, afinal muitas vitórias aguardam.

Um agradecimento, talvez o mais gratificante que eu ja tenha recebido até hoje. Tão verdadeiro. Um sorriso. Um até breve.

Tava um calorão. Uns 40ºc.

Eu iria de novo.

Não importa o quanto nos distanciamos/aproximamos. Como diria Zeppelin em uma de suas músicas. O percurso pode mudar algumas vezes, mas não importa. O Rio sempre encontra o mar.

13
fev
11

Os 10 melhores momentos de “Garantia de Morte”

Não houve melhor década para produções de clássicos no cinema do que a dos anos 80. Digo isso sendo suspeito, pois cresci assistindo a Caça Fantasmas, Dragão Branco, Karate Kid, E.T., Steven Seagal, Rocky, Stallone O Cobra, Exterminador do Futuro I e II e todos os outros diversos filmes com os personagens mais “Badass” possíveis. Personagens esses que só poderiam existir nos anos 80. Resolvi pegar um exemplo oitentista, aliás nem tanto, pois “Garantia de Morte” se passa em 1990. Acontece que tinha acabado de começar os anos 90, portanto o que vemos neste filme é uma influência completamente “oitentista”.

Van Damme interpreta Burke, detetive canadense de poucas palavras. Logo no início ele prende um sujeito psicopata que matou seu parceiro, chamado de “Sandman”. Ele dá 4 tiros no sujeito e depois diz “Você está preso”. Selecionei os 10 melhores momentos desse filme, que se encaixa 100% no perfil “Sou durão” dos anos 80.

1 – “Eu vou pensar.”

Van Damme (Burke) é chamado para uma reunião com diversos mandachuvas da cidade. Até o representante do governador está lá. Eles querem que ele se infiltre em um presídio de segurança máxima para desvendar uma série de assassinatos. Todos na mesa despejam uma tonelada de informações para Burke, que permanece calado a reunião inteira. Quando finalmente indagam a ele o que ele acha disso tudo ele apenas diz…”Eu vou pensar.” É, Van Damme transcendeu palavras.

2 – “Eu não pago eu não transo!”

Já no presídio o detetive Burke se depara com seu companheiro de cela. Sem saber quem Burke é, o meliante lhe diz que para dormir na cama ele terá que pagar um boquete. Van Damme macho que é, se recusa a tal prática deplorável. Seu companheiro puxa uma faquinha e ameaça a integridade física de Van Damme somente para ter seus dedos torcidos. Van Damme o joga contra parede e olhando fundo em seus olhos diz “Eu não pago eu não transo!” Fazendo com que os papéis se invertam. Agora o companheiro de cela virou a mulher da relação, oferecendo a melhor cama e chá com bolachas se necessário.

3 – Promessa é dívida.

Van Damme mal chega na cadeia e já arranja confusão. Após dar um round-house kick no comedor de lavagem de um sujeito é repreendido pelo oficial local. O Oficial irmão mais novo de Gerard Depardieu chega bem perto de Van Damme, fitando-o por uns momentos e diz “Não vai durar muito…” Van Damme muito irritado e incompreendido retruca “Isso é uma ameaça?” Depardieu (o clone), herdeiro da malandragem francesa não deixa barato e responde “Não…é uma promessa.”

4 – “Beat ‘em up

Está lá Van Damme cumprindo suas obrigações no presídio. Fora colocado para lavar o chão da lavanderia. Lembra do sujeito que tomou um roundhouse kick? Ele voltou – e trouxe um amiguinho! Uma mistura de chinês com tamanduá. O tamanduchês ataca Van Damme. Uma lenta luta se segue. Porrada aqui, porrada ali. Nada demais. Quando esperávamos que seria mais uma cena do “Mocinho se defende e porra todo mundo” eis que acontece o toque oitentista que tanto falo. Ao final da luta Van Damme enfia a cabeça do híbrido de chinês com tamanduá na máquina de lavar e liga. Dando uma boa “lavada” no sujeito. Esse nunca mais vai pensar sujeira.

5 – Prisão pra macho!

É. Encarar um presídio de segurança máxima não é para qualquer um. No filme a prisão possui 2 alas. A dos brancos e a dos negros. Burke necessita de informação e vai dar um passeio na ala dos negros. Chegando lá ele passeia e podemos ver o clima “da pesada” que é por lá. Vale o destaque para dois prisioneiros em especial.

Um negão de bob no cabelo. A situação é tão barra pesada por lá que tem que ser muito macho pra por bob no cabelo na frente de todo mundo.

Negão de ioiô no fundo. Quer coisa mais “da pesada” para se fazer enquanto cumpre seus 22 anos de pena por ter estripado sua família e cachorro com um garfo? Não há! Ioiô – a coisa mais barra pesada que você pode ter. Aposto que tem cerol naquela linha.

6 – Conheça o “Padre”.

Após um papo amigável Van Damme é indicado a procurar informações com um tal de “Padre” a respeito das mortes que tem ocorrido no presídio. Novato que é na prisão, pede ajuda ao seu companheiro de cela que prontamente o leva até o Padre. Só que o cara fica num lugar que os guardas “nem sonham em ir”, uma espécie de harém misturado com calabouço medieval. Lá Burke se depara com a esdruxula figura do “Padre”- mais um personagem que tem um nome estranho em um local que não faz o menor sentido. Uh, não, as duas pessoas ao lado dele não são mulheres.

7 – A verdade é ácida!

Burke é levado a um enfermeiro da prisão, indicado pelo Padre. Lá está ele se misturando aos prisioneiros mais uma vez. Lá vemos Van Damme esfregando o chão da enfermaria só para se aproximar do sujeito. Chegando no sujeito pergunta a ele o que ele sabe sobre as tais mortes misteriosas. Obviamente ele se faz de engraçadinho e não abre o bico. Van Damme não gosta de ouvir não. Ameaça o enfermeiro em completo tom de deboche com soda cáustica. “Me diga o que sabe senão vai beber soda cáustica!” E eu achava que o pessoal do BOPE e o cabo de vassoura pegavam pesado.

8 – The UBBER NERD!

Van Damme indica a sua parceira do lado de fora da prisão a procurar por um conhecido dele. Um hacker que pode ajudar a acessar arquivos específicos de prisioneiros mortos. Eis que o cidadão é um NERD daqueles de laboratório montados de partes de nerds menores (Triumph, the insult dog). O garanhão tece comentários como “Eu penso em mim como um renegado…um cowboy de computador.” ou “Droga! Estou perdendo Star Trek…ei, você quer assistir Star trek comigo?” Em tom sedutor.  Quando não está dando em cima da parceira de Van Damme ele está comendo bolachas e digitando.

Qualquer semelhança com o "Sloth" do "The Goonies" é mera coincidência.

9 – “Realiza meu sonho Burke…”

O “Sandman” é transferido para a mesma prisão que o Van Damme está. Já sabendo que seu “nemesis” ronda os corredores, Sandman (irei chamá-lo de Sandy) se antecipa e manda seus asseclas capturarem Burke. Amarram ele com correntes para que Sandy possa torturá-lo e falar palavras de baixo calão. Além de enfiar uma faca de leve na barriga de Burke. Após se satisfazer com tal gozo em ouvir Burke urrar de dor, ele o solta. Exausto Burke fica ao chão se arrastando enquanto Sandy se afasta e profere a seguinte pérola – “Realiza meu sonho Burke…Realiza meu sonho…” – O que isso quis dizer? Ele queria engravidar? Um carinho, um sentimento? Nunca saberemos. Aliás, prefiro ficar sem saber.

10 – A luta final – The “showdown”.

Após muito pontos principais do filme serem revelados eis que acontece. O confronto final. Burke x Sandy. Burke instaura uma rebelião, acessando os controles das celas. Libera todo mundo e pretende enfrentar Sandy. Correndo através de corredores que mais parecem cenário da fábrica no final do exterminador do futuro I eles se encontram. Van Damme irritado grita para chamá-lo para a porrada. “APAREEEEEEEEEEEÇA!”

"Help me! Help! A gift for you!"

Após essa demonstração de macheza Sandy joga uma ferramenta na direção do Burke, quase fraturando a sua úlvula. Sorte que os rápidos reflexos de Burke o permitem uma defesa rápida.

"Not in the facessss!"

Porrada e mais porrada. Sandy arremessa Burke para o sub-solo aonde fica a caldeira da prisão. Chegando lá Sandy mostra sua verdadeira face traíra…pega uma lâmpada e usa como arma para cortar Burke. Após uns cortes diz “Acorda Burke…Hora de sangrar!”

Burke desarma Sandy com um chute e a briga fica mais justa. Porrada daqui, de lá até que Sandy joga Burke na porta da caldeira, queimando suas costas. Joga Burke longe e abre a porta da caldeira. Labaredas enormes saem de dentro, enquanto Sandy vira para Burke, ficando de costas para caldeira, abre os braços e grita “BEM VINDO AO INFERNO!” Burke oportunista prepara uma voadora e dá um coice no peito de Sandy, mandando-o direto para dentro da caldeira.

Silêncio. Os prisioneiros que estão nos andares de cima vendo a porrada comer solta ficam apreensivos. Todos olhando para a caldeira. Burke suspira e pensa “Acabou…posso ir para casa trocar minha calci…” e eis que surge lá do fundo da caldeira com um grito épico SANDY! Ele não morreu! Como uma bola de fogo ele sai de dentro da caldeira. Dá duas roladinhas no chão e se levanta pro segundo round!

GREATZ BALL OF FIRE!

Burke está cansado. No início do filme deu 4 tiros no cara e ele não morreu. Chutou ele pra dentro de uma caldeira e nada. Só há um jeito de matá-lo. Pregando a cabeça dele na parede. Hábil como só ele pode ser, Burke dá um coice na caixa de catarro do recém queimado Sandy, jogando com força violenta para trás. Sandy dá de encontro com um parafuso exposto em um encanamento tendo sua cabeça espetada.

"Stick around."

Sandy agora em morte REAL iminente faz aquilo que lhe resta em seus minutos finais…digo, segundos finais. Dá uma bela de uma gargalhada.

"Eu sou indestrutível!"

4 tiros e 30 segundos dentro de uma caldeira a 600ºC. Causa da morte? Prego na cabeça. Ok.

Isso encerra o filme. Burke mata o vilão, ganha o respeito dos presos que o deixam sair vivo e ainda fatura a gata no final do filme. Tudo isso com um rockzinho embalado ao mais perfeito “teclado cassio anos 80” para fechar essa belíssima película.

Van Damme é Burke em Garantia de Morte (Death Warranty) – 1990.

08
fev
11

Traduções #6 – Olá! Sou um serial killer!

Acho que…eu nunca me apresentei.

Olá, meu nome…bem, acho que não é uma boa idéia. Melhor ficar escondido. Anônimo. Cuidado nunca é pouco.

Não sou normal nem padrão. Tenho necessidades peculiares.

Como pode ver…diversas pessoas tem suas próprias necessidades. Elas são diferentes e únicas, mas eu…diria…único jamais descreveria isso.

Eu tenho essa necessidade…um impulso. Algumas pessoas precisam comprar coisas, beber coisas, usar drogas, sexo, malhar…e essa lista continuaria eternamente. Todos tem necessidades. Algumas fisiológicas. Corpo sobre mente, compreende?

Já eu por outro lado…preciso…matar. Eu tenho esse impulso, uma memória lá no fundo do meu cérebro danificado. Já fiz uma tomografia uma vez e eu tenho alguns problemas em certas áreas, que por uma questão de auto-preservação, não direi.

Esse é meu problema e solução. Enquanto viver em sociedade, com regras e leis, eu não posso satisfazer meus impulsos e falar para todos a respeito deles. “Ei, ai vai o cara que mata pessoas por hobby. Jogamos futebol toda sexta!” Jamais daria certo.

Então eu me escondo. Finjo, sou o cara “normal”. Ninguém nunca notou quem eu sou. O verdadeiro eu. Que fique assim.

Eu não sei se algum dia meu cérebro danificado permitirá que eu sinta algo. Emoções. Conectar-me com alguém. Espero ansioso por isso.

Enquanto isso…irei fazer o que faço. Matar.

Prazer. Sou um assassino em série.

07
fev
11

3650 dias

Como um carimbo.

É assim que a música funciona comigo. Vivo momentos e alguns deles se associam a músicas.

Eu não curto música e raramente escuto elas. Verdade. Isso não significa que um viciado que escuta rádio todo dia goste de música mais do que eu.

Na verdade eu não sei se gosto de música de verdade. Quando escuto as que seleciono, lembro dos momentos que eu associei a elas. A música em si pouco importa e sim as lembranças e emoções que elas evocam.

Para mim música é isso. Um instrumento poderoso de memorização. Com aquelas músicas que eu não consigo fazer links emocionais, simplesmente analizo-as de um ponto de vista mais superficial. Letra, melodia…acho que por ai.

Talvez por isso eu escute tão pouco ou não fico procurando música, bandas novas ou procurando o último CD daquele artista…não é assim que funciona para mim.

Músicas…são poucas, mas irei bem de vez em quando dividir essas poucas que me dizem algo…que me recordam momentos…como essa agora. “Ten Years Gone” do Led Zeppelin.

Comentário feito no vídeo. Achei genial.

“John Bonham died only cause God needed drum lessons.”

02
fev
11

Traduções #5 – Faça um pedido

Perseguindo minha presa…dobrando a esquina com cuidado…avistei-a…mirando cuidadosamente…não posso cometer erros agora. Preciso matá-lo antes que ele me veja…

– BAM! Na cabeça! Há! Te peguei!

– Affff! Não é justo! Você trapaceou!

– Não! Eu te falei garoto! Você não pode ganhar de mim! Agora vai lá pegar um refrigerante.

Meu sobrinho…9 anos de idade. Minha irmã teve ele com um idiota qualquer. O cara já sumiu faz anos. Cá estou eu – lobo na pele de cordeiro – dentro do rebanho.

Eu aprendi a me misturar. Qualquer pessoa nesta sala jamais teriam a menor das suspeitas. Eu sou apenas o solteirão-comum-de-30-anos-de-idade, se divertindo com sua família. O aniversário de seu sobrinho.

Eu admito – é difícil fingir sorrisos e rir toda vez que uma criança faz algo idiota.

– Aqui tio! Bebe um pouco!

– Obrigado! Ei, já te disse? Você é o melhor sobrinho de todos!

– Brigado tio!

Logo após dizer isso ele sai correndo em uma explosão de excitamento e orgulho. Acho que ele já teve açúcar o suficiente por hoje.

– Ai está você mano…andando com crianças? Várias solteironas lá fora…

– Aw, você sabe…não to com clima pra isso.

– Vem logo! Eu vou te apresentar uma de minhas amigas. Você vai gostar dela. Ela é inteligente e bem bonita! Anda!

– Oh deus…

Ela puxa minha mão e me joga na toca do lobo. Ela nos apresenta e vai embora…piscando para a amiga, achando que eu não consigo vê-la.

– Oi…sua irmã falou a beça sobre você…

– Coisas boas, espero?

– Sim, sim…de fato…então…

* Eu odeio esses momentos…eu simplesmente não sei o que dizer…eu não entendo…como pode ser tão fácil para as pessoas fazer isso? Eu posso mutilar um corpo humano e me livrar dele sem deixar rastros…mas não sei o que dizer agora! *

– Então…?

– Bem…hehehehehe. Você é o homem! Hahahahahha, diga algo!

– Pois é…! Eu sou o homem certo? Sim…então…*pergunte-a algo…QUALQUER COISA!* Trabalha no que?

– Eu estou na área do design…minha especialidade é webdesign. Sabe…fazer sites e essas coisas empresariais…e você?

– Eu? Médico. Cirurgião.

– Legal…

– Você precisa ver…sou bem bom em cortar pessoas!

– Nossa…hehe…legal…bem…prazer conhecer você…e-eu…eu tenho de ir!

Que foi agora? Ow…”cortar pessoas”. Acho que não foi uma boa ideia…as vezes esqueço como as pessoas são sentimentais com esse tipo de coisa…bem…fica pra próxima.

– Mano, vamos! Hora do…ei, cadê ela?

– Eu acho que eu assustei ela…?

– Esquece ela. Ela não tá com essa bola toda também não. Vem.

Pessoas começam a cantar.

Parabéeeeeeeeeeens para você! Nessa data queridaaaaaaaaaaaaaa! Muitas felicidadeeeeeeeees...”

– Antes de soprar as velas, faça um pedido!

Eu queria ter sentimentos. Eu queria que essa escuridão fosse embora. Eu queria…

Que que eu tô fazendo? Pedidos são para crianças apenas…

01
fev
11

Traduções #4 – Pesar

É difícil ser “eu”. Desafiaria qualquer um a tentar ser “eu” por um dia. Um dia.

24 horas vazias.

Sem sentimentos, incapaz de se conectar com qualquer um, tendo que fingir emoções. Até o menor dos sorrisos pode ser bem difícil de sair algumas vezes.

Você sabe como é ser assim? Um zumbi. Como um corpo andando com parte do seu cérebro funcional. A parte lógica. A outra parte está morta. Como eu.

Ninguém pode ver quem eu realmente sou. Eu não posso mostrar a eles. Meu verdadeiro eu. Minha escuridão, meu vazio.

Eu nunca me importei com isso antes. Eu estou bem sozinho. Estava…até agora…

Ela me viu. Viu minha escuridão. Eu deixei-a vir…me abri…deixei ela entrar…ela aceitou isso. Em nenhum momento ela deu as costas para mim. Ela conseguia penetrar nessa escuridão…ser parte dela.

Agora ela se foi. Em uma poça vermelha de sangue…coberta pelo seu próprio sangue…eu…eu não pude parar…eu era…eu…eu sinto muito…

E o pior de tudo…não é o fato dela estar morta por minha culpa…é esse…vazio…

Eu não sinto nada…até meu pesar é falso…eu simplesmente não posso…

Quando eu serei capaz de sentir algo?! QUALQUER COISA?!

Algum dia eu irei acordar…deste sonho sombrio…?

Eu vou…?

01
fev
11

Traduções #3 – Minta para mim.

A noite cai. Seu abraço negro. As coisas mudam a noite. É a hora perfeita para se estar em casa ou fora, dançando, dando uns amassos com alguém…não para mim.

Eu gostaria que as coisas fossem menos complicadas para mim. É tão fácil para eles. Eu tenho esse impulso…essa coisa…obscura.

Me leva para a perseguição. A emoção da caçada, deixando-me afiado, mortal, preciso. Focando minha mente.

Eu não sou esse tipo de monstro. Eu jamais machucaria uma criança por exemplo. Diferente dele. Ele sim deveria ser chamado de monstro. Que pena que ele não viverá o suficiente para tal.

Não é justiça nem sobre fazer o que é certo ou errado. É sobrevivência, equilíbrio. Eu preciso disso. Não posso explicar. Não vou.

Eu não posso justificar o bastante. As coisas se tornarão mais claras enquanto você caminha ao meu lado. Eu lhe mostrarei o eu “negro”. O verdadeiro eu que você jamais imaginou.

– Mas *sons de choro* eu conheço você…por favor…você não seria capaz disso…você é bom…por favor…*chorando*

Bom? Ruim? Hahahahaha. Eu jamais usaria conceitos tão mundanos! Como pode ver, essa é a diferença entre eu e você – Os finais. Eu minto. Você mente.

Como um advogado você mente para viver. Quantos policiais corruptos você já salvou? Quantos assassinos? Hein?! FALA!!

– Não…por favor…*chorando*…eu posso lhe dar dinheiro, tudo…por favor…você…é meu amigo…por favor…eu tenho família…crianças pequenas!

Pffft…próxima vez pense neles primeiro. Tarde demais.

Pfffft…next time think about them first. It´s too late.

– Gaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah…*

Você é um mentiroso…eu sou um mentiroso. Você mente para viver, ganhar dinheiro. Eu minto para atrair e ganhar a vítima. Alimentando essa escuridão dentro de mim…

Não somos nós, todos mentirosos?




Aterro Sanitário

Lixo da Vez - Ronaldo o FENOMENO?!

Oi, queria agradecer ao espaço cedido pelo amigo e também entusiasta da copa, Bocadoogro.
Vocês sabem que eu sempre fui brasileiro desde que nasci no Brasil. Gosto muito do brasil e vou curtir muito assistir a copa do meu telão de cinema na minha casa lá na europa.

Mas vim aqui para um assunto mais importante. Essa palhaçada toda de protesto a respeito de usar dinheiro da copa para fazer hospital. Amigo, repito e disse, não se faz copa com hospital! Precisamos de estádio. Esse dinheiro que foi pro estádio não iria para hospital. Se não fosse pela copa o estádio nem o hospital existiria.

Vocês reclamam de hospital, não entendo! Sempre que fico gripado ou preciso de médico o Sírio-Libânes tá lá de boa. Não entendo essas reclamações. Neste ponto eu apoio meu amigo Pelé, grande sábio. Vamos esquecer essas bobeiras e focar na copa.

Grande abraço para vocês, do Ronaldinho Fenômeno.