Arquivo para novembro \26\UTC 2010

26
nov
10

Rio 2010

Começo esse post sobre a situação atual que o Rio de Janeiro enfrenta. Levando a piadinha que rola no orkut, facebook e twitter – “Tropa de Elite III – A batalha agora é ao vivo.” Pois é disso que vem se tratando quando se fala de opinião popular. Podemos ver diversas pessoas postando, twittando, e o caralho-a-quatro-ando que – “O NEGOÇU É SENTÁ U DEDU MEMU! MATÁ GERAL! É NOIS BOPE!

Essa imagem ridícula feita por sabe-se lá quem, vem sendo usada pelo facebook/twitter como bandeira de uma campanha, gerada pelas filmagens do helicoptéro de uma emissora, que mostrava os bandidos fugindo tranquilamente por uma trilha em direção ao complexo do alemão. E a polícia nada fez, observou de longe eles na maior calma. Uns a pé outros de moto.

É eu entendo. Diante de tanta impunidade no Rio seria comum de se esperar algo do gênero feito esse surgir. Má administração, Sérgio Cabral um completo vagabundo miliciano e um poder paralelo que vem se criando de muito tempo atrás.

Mais por que em pleno século 21, onde temos acesso a informação, superamos o pensamento medieval à anos , o radicalismo supostamente mal deveria existir e esse pensamento ignorante de “mata-todo-mundo” é tão popular?

Simples. Revolta e vingança. Todos aqueles que sofreram direta e indiretamente com ações de bandidos ou criminosos carregam dentro de si essa raiva. Esse ódio de serem vítimas e não poderem reagir. Quando tem uma chance de ver aqueles que lhes causaram mal serem punidos, obviamente irão se agarrar a essa com todo fervor.

Agora tem também só aqueles babacas que viram Tropa de Elite demais e acham que o Capitão Nascimento é “o cara” e reproduzem pensamentos do mesmo. Brincar com isso é uma coisa, agora levar esse pensamento a sério e achar que o negócio é “matar os vagabundos” (como diria o nascimento) é outra história.

A questão do Rio envolve muito mais trambicagem, corrupção e vista grossa. Matar todo mundo, como sugerido por esses acéfalos internautas não resolve porcaria nenhuma sabe por qual razão?

1 – Se matar chefe de morro resolvesse, teríamos morros limpos hoje. O que já morreu de dono de boca de tráfico não tá no gibi. Simplesmente morre um, coloca-se outro no lugar.

2 – Promover uma chacina no morro, sentando o dedo em “geral” geraria muita revolta daqueles que ali moram. Revolta essa semelhante a que ocorre no oriente médio. Palestinos e Israelenses, onde crianças já nascem sendo doutrinadas desde cedo a odiarem o grupo rival. Crianças nascem o tempo todo em morros. Imaginem futuros soldadinhos sendo alimentados com ódio e sentimento de vingança desde cedo? Que futuro brilhante seria!

3 – Numa possibilidade ao limpar o morro do tráfico abrimos espaço pras famosas milícias. É! Aquelas que vimos no filme Tropa de Elite 2? Então, aquilo não é piada nem ficção. Aconteceu em um dado momento do Rio de Janeiro e ainda acontece. É trocar o 6 por meia dúzia.

Gostaria que alguém me apontasse um motivo racional e inteligente que corroborasse com uma ação “MATA GERAL!”. Mesmo. Eu fico tentando procurar vantagens ou coisas semelhantes que me façam compreender o motivo de tantas pessoas apoiarem uma medida dessa. Claro, por favor, não me venham com motivos imbecis como “Awww mais por que não foi você que teve uma arma apontada para sua cabeça!”. Motivos pessoais de revanchismo não podem sobrepujar a contribuição de um cidadão para com um problema.

O rio enfrenta um problema hoje. E sério. Devemos descobrir nossos erros e aprender com eles. Não apoio a impunidade, mas tampouco apoiarei uma chacina desmedida pois são todos supostos “vagabundos”.

Adorei o filme tropa de Elite e o capitão Nascimento. Mas tenho cérebro e senso crítico para atender, que o José Padilha quis foi fazer uma enorme denúncia de todo o sistema que funciona no Rio de Janeiro. E acreditem – os soldados do BOPE estão longe de ser heróis nessa história. Sem generalizar, claro.

21
nov
10

Cotidiano – Fúria

Um “rage” post, por assim dizer, portanto não me condenem…sei que todos odeiam algo banal o suficiente pra virar um post. Não sou o único.

Eu odeio pessoas que andam devagar nas ruas.

É ótimo ver como existem civis completamente dispersos e alheios ao utilizarem vias públicas. Logicamente nem todos na rua possuem compromissos ou pressa, mas isso dificilmente justificaria certos comportamentos notados. A definição de via pública é simples e clara – é de todos. Portanto o uso por todos e para todos, deve ser ponderado e feito com respeito ao próximo. Aonde eu quero chegar? Irei demonstrar abaixo.

– Caso 1 – Passeios com cachorros.

Owwwwm! Que cuti-cuti! Levar seu amiguinho felpudo de quatro patas pra dar aquele rolé, bacana, fazer uma cagadinha na rua e depois voltar pra casa. Tão “lecal!” Põe a coleirinha, pega a sacolinha plástica pra recolher os dejetos caninos e põe-se a a passear. Se forem dois cachorros então?! Awww amor duplo! Dose dupla de mel e carinho.

Pois é. Muitos enxergam esse ato simples de levar seu cãozinho pra passear assim. Eu não. Um dos agravantes de esbarrões e entupimentos de vias públicas são esses malditos eventos, onde o cão(es) saem com seus donos para um momento íntimo. O esquema abaixo pode exemplificar a PIOR maneira de se passear com seus cachorros.

O esquema é simples e auto-explicativo. De um lado um muro de concreto de chapisco pronto pra lhe dilacerar a manga da camisa ou estragar sua mochila. Do outro a rua, onde carros ferozes passam em alta velocidade sem o menor dó. A solução? Pular corda com a coleira? Se espremer no muro? Xingar o dono dos cães? Desviar dos carros e arriscar sua vida? Pois é…a escolha é toda sua!

Qual o jeito correto então?! Ora, é muito simples!

Carregue a porra dos cachorros em direção única e mantenha a coleira curta, afim de que fiquem próximos ao seu corpo e não ocupem toda a calçada. Simples, eficiente e você não atrapalha a vida alheia. Bacana!

– Caso 2 – Passeios familiares

Há! Esses são os mais frequentes, especialmente domingos/feriados. Vamos imaginar o quadro: Você saiu e está caminhando pela calçada. Não com pressa, mas gosta de manter seu ritmo de caminhada saudável e eficiente. Logo adiante você avista, por volta de umas 10 jardas pessoas saindo de um restaurante.

Pai, mãe, filhos e avós. Ok, e dai…PERAI!?! AVÓS?!! WTF!

Não, não tenho preconceito com idosos, mas famílias tendem a acompanhar seus idosos nos passeios e devido a óbvias limitações físicas isso só pode acabar em uma coisa – um bloco humano composto por 4 ou mais elementos mantendo TODA a calçada tomada. Já não basta terem ficado quase 3 horas almoçando no restaurante, todos tem de andar juntos lado a lado para falar sobre o preço do chá e dos tempos de guerra…E agora? Chama o 06 e pede pra sair ou trazer o cabo de vassoura? Chora? É…pois é.

Isso não é tudo. Sem contar nos motoristas que param na faixa de pedestre ou em frente a rampa de acesso a deficientes. Esses casos irei dedicar um post especial em breve.

10
nov
10

Eclipse #1

 

Lamentável…

08
nov
10

Crenças

Desculpem. Sumi. Sumi mesmo, mas estou bem. Vida seguindo e ando muito bem obrigado.

Constantemente venho pensando sobre a idéia de ateu. Do descrente, do que acredita só em dinheiro ou daquele que não acredita em nada. Infelizmente todas as definições anteriores estão equivocadas e são extremamente preconceituosas. Ateus não são pessoas livres de crenças.

Você pode ser Ateu e acreditar em Tarot. Seria incoerente, mas não arruinaria sua definição ateísta, visto que ateus são aqueles que não crêem em deuses e PONTO.

Eu por exemplo possuo diversas crenças. É, do ponto de vista científico, da definição de crença, eu possuo diversas.

Não acredito em:

– Deuses ou quaisquer mitos semelhantes. Santos se incluem aqui também assim como espíritos.

– Sobrenatural ou milagres.

– Sorte ou azar.

– Pseudociências. Coisas ou imbecilidades que se apoiam em explicações pseudo-científicas para embasarem sua veracidade. Ex: Pulseiras do poder, anéis que dão sorte, tratamentos “alternativos” médicos e etc.

Coisas que ACREDITO (por acredito, digo que apenas acredito, mesmo sem evidências fortes em alguns casos) :

– Amor.

– Pessoas.

– Sentimentos. Tanto na bondade quanto na maldade do ser humano.

Falando em crença no ser humano, vi agora pouco no jornal, um casal de idosos canadenses que ganharam na loteria. Ganharam cerca de 11 milhões de dólares, mas simplesmente doaram todo o dinheiro. Doaram para hospitais, escolas e instituições de caridade. Pois simplesmente sabiam que aquele dinheiro na idade deles não faria a menor diferença.

Ao invés de morrer e deixarem o dinheiro para filhos ou netos se matarem pra saber quem fica com mais, fizeram algo muito nobre e útil com ele. Irão beneficiar centenas de crianças nas escolas e pesquisas em hospitais. Que prova maior de crença no ser humano eles poderiam dar? Fiquei muito admirado com o ato e pensar que esse tipo de pessoas ainda existem. =)

Ter crenças é algo normal em todos nós. Uma coisa que eu definitivamente não tenho é idolatria. Isso jamais. Idolatrar algo ou alguém, de maneira fervorosa e doentia. Um fenômeno muuuuuito comum, especialmente em adolescentes Emos que escutam NxZero ou Restart e ao estarem na presença dos membros da banda entram em completo desespero. Outro infeliz exemplo disso são os marmanjos doentes por seus times de futebol…esses são os piores.

Quer exemplo? Hoje no record notícias, juntamente com essa dos idosos, um rapaz de Pindamonhangaba (interior de SP) se disfarçou de policial pra tentar invadir o Copacabana Palace e conseguir ingressos dos seus ídolos daquela porcaria de filme de vampiros. Lixo Nova. Tudo que ele conseguiu no final foi um autógrafo do delegado na ficha criminal dele. Bacana não?

Robert “Edward” Pattinson ficou como? Imagino a cara que ele fez quando soube disso…

Uh…tanto faz, ele só tem uma expressão facial mesmo.




Aterro Sanitário

Lixo da Vez - Ronaldo o FENOMENO?!

Oi, queria agradecer ao espaço cedido pelo amigo e também entusiasta da copa, Bocadoogro.
Vocês sabem que eu sempre fui brasileiro desde que nasci no Brasil. Gosto muito do brasil e vou curtir muito assistir a copa do meu telão de cinema na minha casa lá na europa.

Mas vim aqui para um assunto mais importante. Essa palhaçada toda de protesto a respeito de usar dinheiro da copa para fazer hospital. Amigo, repito e disse, não se faz copa com hospital! Precisamos de estádio. Esse dinheiro que foi pro estádio não iria para hospital. Se não fosse pela copa o estádio nem o hospital existiria.

Vocês reclamam de hospital, não entendo! Sempre que fico gripado ou preciso de médico o Sírio-Libânes tá lá de boa. Não entendo essas reclamações. Neste ponto eu apoio meu amigo Pelé, grande sábio. Vamos esquecer essas bobeiras e focar na copa.

Grande abraço para vocês, do Ronaldinho Fenômeno.