08
ago
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Anti-teísmo?

Comum ao afirmarmos que algo é ruim. Mais comum ainda é, quando isto ocorre, sermos rotulados como generalizadores ou exagerados.

“Seu ponto de vista é limitado! Você só vê o lado ruim da coisa!” ou “Não é assim. A maioria pode até ser, mas tem aqueles que não são assim no (insira aqui o grupo criticado)!”

E ao ouvirmos isso normal fazermos aquela cara de bunda e concordar com a pessoa que lançou esse argumento.

Acontece que…isso é um argumento?

Existem muitos assuntos que são quase que concordâncias universais e jamais são vítimas do argumento “generalização precipitada” ou “tendenciosa”. Exemplo disso? Nazismo.

Se falarmos “O nazismo era horrível!” dificilmente ouviremos “Aw, não exagere! O Nazismo não era de todo mal. Tinham alguns nazistas que nem eram radicais…”

Creio eu que esse tipo de coisa não ocorra, pois normalmente o termo “nazista” é utilizado quando queremos demonstrar que algo é radical ao extremo ou por simplesmente jamais conseguir nos sentir bem ao demonstrar simpatia por algum produto nazista. Claro que isso exclui os neo-nazistas ativistas.

Alguns outros assuntos devem se encaixar nessa quase que imunidade da “generalização”. Isso deixo aos leitores, como reflexão, pensar e identificar alguns assuntos que se encaixam nesse perfil.

Bem o ponto do meu post não é esse. O ponto é até onde generalizar na religião poderia de fato ser considerado como um argumento?

Digamos que em discussões, é fácil apontarmos nos dias de hoje (vamos deixar o passado de fora, por agora) o quão alienante as mídias evangélicas podem ser. Falo mídias, pois eles estão se expandindo de diveeeeeersas formas distintas. Internet, rádios, jornais e canais de tv dedicados 24h a propagar a doutrina evangélico-cristã.

O que encontramos nesses canais? Doutrinação de crianças e jovens, homofobia, preconceito, racismo e apologia a diversos dogmas cristãos completamente infundados. Sem contar na pitada de misticismo de algumas igrejas onde os pastores AFIRMAM operar milagres.

Certeza que já terão pessoas que ao lerem o ultimo parágrafo começarão a esboçar os primeiros sinais do “Awww mas você está generalizando! Nem todos os pastores são assim!”

De fato, nem todos os pastores são assim. Mas ai jaz a cerejinha do sundae. O ponto desse post. Aonde estão os “bons religiosos” nessa hora?

Os fanáticos surgem, propagam idéias completamente surreais e vendem idealismos recheados de ódio e preconceito. Não satisfeitos, sugam até o último centavo dos fiéis e vendem curas milagrosas que não curam nada. Enquanto de um lado as pessoas mais esclarecidas lamentam por isso, os religiosos não fanáticos e moderados, pertencentes aquele mesmo grupo dos fanáticos, fazem o que? Nada.

Eles deixam os bandidos e mau-caráteres, se instalarem de maneira legítima. Sem nenhuma forma de combate ou esclarecimento. Isso ocorre em diversos meios. Sempre sob uma liberdade incondicional e vetada de qualquer embate. Não digo de proibir a execução destes cultos, claro. Não irei entrar no mérito da liberdade de culto, protegida por lei. Digo em tentar levar esclarecimento dentro das próprias igrejas para abrir o olho dos religiosos para estes tipos de prática.

Para condenar gays, ateus, lésbicas e quaisquer outro grupo que julgam “demoníacos” eles não poupam discursos ou esforços. Mas para combater os charlatões e enganadores dentro de seus próprios grupos a coisa muda.

Seria algo “Bom, ele é radical e eu jamais concordaria com esse papo de cura milagrosa, mas bem ou mal ele tá levando a palavra de Deus…” Porra! Espero que não! Os meios justificam os fins?! Caramba, que cristão esse pensamento!

Seria religião de todo mal? Estaríamos generalizando? Podemos citar a religião como algo bom em casos isolados. Um ou outro que largou as drogas, mas virou um religioso quase que fanático. Alguém que ia se matar e encontrou conforto em uma religião. Alguém que perdeu um parente próximo e sente-se melhor por crer que o verá em breve novamente.

Mas por outro lado, temos fatores globais tão fortes que podem nos levar a concluir que religião nos dias de hoje causam muitos males e são um dos fatores que mais disseminam preconceitos. Quer pior inimigo a oficialização do matrimônio gay? Não consigo ver sequer UM ARGUMENTO BEM EMBASADO, que demonstre um bom motivo para que o casamento gay não seja aceito. Todos os argumentos tem embasamento bíblico forte, até os mais desenvolvidos acabam esbarrando em uma passagem bíblica no final.

Estamos em 2010, mas sinto que isso só tende a piorar e se firmar. Temos o Crivella (evangélico ferrenho) como senador, Garotinho também, José Serra maldizendo ateus em comícios com maioria religiosa e uma febre cristã crescendo. Aw e até na medicina! Médica norte-americana que criou vacina “anti-lésbica”. (Motivo de meu próximo post, por sinal).

Era das trevas…?

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Lixo da Vez - Ronaldo o FENOMENO?!

Oi, queria agradecer ao espaço cedido pelo amigo e também entusiasta da copa, Bocadoogro.
Vocês sabem que eu sempre fui brasileiro desde que nasci no Brasil. Gosto muito do brasil e vou curtir muito assistir a copa do meu telão de cinema na minha casa lá na europa.

Mas vim aqui para um assunto mais importante. Essa palhaçada toda de protesto a respeito de usar dinheiro da copa para fazer hospital. Amigo, repito e disse, não se faz copa com hospital! Precisamos de estádio. Esse dinheiro que foi pro estádio não iria para hospital. Se não fosse pela copa o estádio nem o hospital existiria.

Vocês reclamam de hospital, não entendo! Sempre que fico gripado ou preciso de médico o Sírio-Libânes tá lá de boa. Não entendo essas reclamações. Neste ponto eu apoio meu amigo Pelé, grande sábio. Vamos esquecer essas bobeiras e focar na copa.

Grande abraço para vocês, do Ronaldinho Fenômeno.


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