Arquivo para julho \23\UTC 2010

23
jul
10

Up

O caminho havia sido seguido.

Quem disse que acertamos? Nem sempre. Essa é a coisa da vida. Rolamos dados sempre.

São tantas variáveis para que no final, mesmo após ponderarmos muito acabamos errando.

Toma-se um tombo, sente-se a dor. A cabeça pesa. O rosto encharca-se. Os braços tremem e as pernas ficam paralizadas.

De lá debaixo temos duas escolhas – ficar caído ou levantar. Muitas vezes nos confortamos com o descanso de ficar deitado, relaxar o corpo e as pernas. Apreciar o mundo lá debaixo. Facilita muito.

Mas dai nos tornamos vítimas de nossos próprios aconchegos. Deixamos a vida seguir lá em cima e ficamos muito confortáveis aqui embaixo. É tão quentinho aqui embaixo. Criamos quase que uma alternativa da realidade para nosso máximo conforto. Realidades como castelos de cartas – frágeis porém belas. Felizes somos. Lá de cima nos olham e dizem “Que tristeza viver assim…”

Dai alguns resolvem olhar pra cima com afinco. Começam a ver a vida lá em cima. As pessoas atarefadas, de um lado pro outro, mas nem todas tem um sorriso no rosto. Muitos eram como nós. Cairam, se machucaram, mas não quiseram se aconchegar. Ficaram caídas por breve momento. Momento suficiente para suspirar bem fundo e se levantarem novamente.

Agir por mimese essas horas pode ser uma boa idéia. Nem sempre precisamos ter um motivo para levantar. Levantar por si já basta!

Com a cabeça alta temos mais facilidade para enxergar o horizonte e o motivo surgirá.

Suspire bem fundo, tire o pó da roupa e coloque um band-aid na ferida.

Fique de pé e estique o corpo.

Erga o rosto e olhe para o horizonte.

O sol pode brilhar a qualquer momento.

A vida não tem um botão rebobinar…

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21
jul
10

Puzzle Box #6

Ele era errante…

Costumava seguir a esmo pelas trilhas. Não seguia objetivos ou caminhos comuns. Era tacanho demais para tal.

Alguns diriam que era uma covardia viver assim. Ser assim.

Ele era errante…

Não se importava, tampouco ligava para isso. Seguia tortuosamente, mas sempre a frente. Deixara reino, riquezas e pompa. Era outro agora.

Costumava sempre se aconchegar nos lugares distantes. Eram melhores que sua terra natal. Se bem que ele não se importava nem um pouco com isso e muito menos possuia sentimentos para com seu local de origem. Apenas seguia os aromas que lhe agradassem.

No passado havia sido em um destes tortuosos caminhos que ele achara-se. Viveu plenamente. Ao menos assim pensara. Com o passar dos anos encheu-se de esperanças, para apenas ter-se esvaziado. Como uma balão de ar.

Ele era errante…

Isso já não mais o incomodava. O fato da esperança e tudo que aqueles aromas passado lhe proporcionaram. Ficaram-se boas lembranças e a certeza de mudança. Pensara ele que os aromas não mais lhe agradavam. Fazia força para sentí-los, mas não conseguia. Fechou-se.

Ele era errante?

Permanecia caminhando, vivendo e apreciando as coisas que ainda tinham algum sabor. Pequenas que se tornaram tão grandes. Esquecidas devido a sua embriaguez permanente do passado. Agora aquelas pequenas coisas eram parte de sua vida. Pode valorizá-las.

Ele não era errante.

Apenas seguia caminhos distintos, mas ainda sim eram caminhos. Ele deixou de crer. Passou a acreditar nos rótulos alheios e julgamentos apressados. Lhe atribuiram erroneamente a característica de errante, quando não passava de algo comum. Ele passou a crer naquilo. Fechou-se.

Ele não era.

Podia sentir um novo aroma. Sabia que era um novo gosto, sabor. Queria seguir aquilo, mas hesitava. Dúvidas, medo e lembranças do passado. Quão assustador poderia ser?

Nada!

Não seria. Ele sabia que o passado de nada tem a ver com seu futuro. Sentia um otimismo estonteante. Levantou-se com o peito estufado. Suas costas doíam de tanto ficar sentado pensando. Como sentia saudades de caminhar novamente.

Sem príncipes ou princesas, sem medos ou receios. Sem passado. Apenas o presente. Sentia-se renovado. Alongou-se lentamente e colocou-se a caminhar…

02
jul
10

Brasil? Ah! Saiu.

É, Holanda 2 x 1 Brasil.

Olha eu não sou entusiasta de futebol, não manjo disso mas vi o segundo tempo (enquanto almoçava) e devo dizer – Foi hilário!

A expulsão do jogador brasileiro, pisando na coxa do holandês. Kaka xingando e sacudindo os braços e Robinho dando esporro um companheiro holandês (jogam em algum time europeu da vida) em beira de campo. Após o primeiro gol holandês do empate deu-se pra notar visivelmente o desequilíbrio do Brasil. Após o segundo a sentença tava assinada já – Derrota.

Sinceramente não sei como que a Holanda não fez mais, perderam um bando de passes na boca do gol brasileiro depois do segundo. Imaginem? Holanda 4 gols? Eu já imagino o Kaká simplesmente caminhando e sentando no banco pensando “Eu desisto!”

É chato perder? Não. Por mim tanto faz, mas entendo para os entusiastas como isso chateia. Fazer o que. Perdeu.

Vejamos se agora Dunga voltando pra casa esfrie a cabeça, visto que a pressão de ganhar acabou. Aliás, ele vai é se irritar mais do que nunca agora. Meio mundo caindo na cabeça dele devido a derrota.

Hoje o Brasil voltou pra casa tomando uma laranjada.

Mecânica…




Aterro Sanitário

Lixo da Vez - Ronaldo o FENOMENO?!

Oi, queria agradecer ao espaço cedido pelo amigo e também entusiasta da copa, Bocadoogro.
Vocês sabem que eu sempre fui brasileiro desde que nasci no Brasil. Gosto muito do brasil e vou curtir muito assistir a copa do meu telão de cinema na minha casa lá na europa.

Mas vim aqui para um assunto mais importante. Essa palhaçada toda de protesto a respeito de usar dinheiro da copa para fazer hospital. Amigo, repito e disse, não se faz copa com hospital! Precisamos de estádio. Esse dinheiro que foi pro estádio não iria para hospital. Se não fosse pela copa o estádio nem o hospital existiria.

Vocês reclamam de hospital, não entendo! Sempre que fico gripado ou preciso de médico o Sírio-Libânes tá lá de boa. Não entendo essas reclamações. Neste ponto eu apoio meu amigo Pelé, grande sábio. Vamos esquecer essas bobeiras e focar na copa.

Grande abraço para vocês, do Ronaldinho Fenômeno.