04
jun
10

Consequência, mas causa?!

Desculpem pelo sumiço. A última semana foi um pouco prego, um trabalho de metodologia, desespero, prazo e no final não fiquei satisfeito com o produzido. Bem, é a vida. O motivo maior, obviamente é minha falta de assuntos para postar. Mencionei anteriormente que não pretendo utilizar esse espaço para apenas encher linguiça, portanto prefiro ficar 10 dias sem postar, do que postar todo dia qualquer porcaria. Igual, peço desculpas aos que acompanham esse pequeno espaço.

Quão comum é vermos amigos, parentes ou pessoas estranhas atribuindo causa a uma consequência? Atribuimos significados a eventos simples. Muita das vezes afim de que possamos entender o motivo de certas consequências, bolamos as mais mirabolantes causas, quando possuem razões bem simples. Por exemplo: Você sai para buscar pão e é atropelado. Se quebra todo, fica em coma uma semana. Danifica sua coluna e precisará de fisioterapia para poder andar novamente.

Mas por que? Eu sempre fui honesto, trabalhador, educado, amável e nunca fiz mal a ninguém! Por que eu?!

O sentimento de indignação começa a proporcionar o combustível para a procura da causa. Sentimento muito bem compreendido e comum em um caso tão drástico como esse. Temos a tendência de nos colocarmos sempre como pessoas privilegiadas, “animais” especiais acima do bem e do mal. Acima da casualidade.

Não nos perguntamos por que zebras morrem todo dia na natureza. “Claro ué, ela tem de servir de alimento para os leões!” Aw que bom! Pensei que fossem dizer que “é por que as zebras eram donas de engenho em vidas passadas, logo merecem sofrer para alcançar a evolução espiritual!” ou “Pois aquelas zebras são muito egoístas, deus agora está ensinando elas a ter humildade.”

Casos assim nós notamos as causas de maneira rápida e quase instantânea. Mas quando é conosco ou com pessoas um pouco mais próximas (em alguns casos nem tanto) nos não conseguimos ter essa clareza de raciocínio. Devido ao sentimento? Talvez. Comum é termos alguma simpatia por membros de nossa espécie? É. Talvez…

O ponto é que todos nós somos assim. Eu sei que muitas vezes sinto esse sentimento de indignação ao saber que uma criança morreu de maneira acidental. Como se crianças possuissem um “passaporte vida-livre-de-maldades” e direitos especiais sobre quaisquer outros seres. Nós possuimos idéias e sentimentos pré-concebidos acerca de coisas. Ver um adulto morrendo não dói tanto quanto ver uma criança. Por que?

Direi um motivo para o contrário:

– Uma criança mal começou a viver, um adulto já tem vida estabelecida e consequentemente pode vir a ser um pai de família que ao morrer deixará uma família inteira sem suporte. A criança deixará uma família triste, o adulto deixará uma família triste + desamparada (financeiramente ou de outro modo).

Isso respeitando uma possibilidade utópica. Sabe o mais engraçado? Me senti mal ao escrever isso. Me senti frio, canalha, sangue-frio. Um psicopata sem sentimenos quase, que analisa quem vive e quem morre por lógica somente.

Seria isso parte do sentimento da indignação?

Essa “lógica” que acabei de exemplificar acima, faz parte da vida de diversos médicos do Brasil da rede pública. Devido a falta de recursos, muitas vezes eles tem de escolher quem vive e quem morre. Para eles não há causa ou consequência boa o bastante para lhes fazerem compreender isso. Não há “punição de vidas passadas” ou “castigos de deus”.

Há um leito e duas pessoas em risco de morte. Apenas. “Brincam de deus” como costumam dizer. Eles lidam com a consequência todo dia, mas onde fica a causa?

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1 Response to “Consequência, mas causa?!”


  1. junho 4, 2010 às 10:32 pm

    ja ouviu a teoria do azar?


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Lixo da Vez - Ronaldo o FENOMENO?!

Oi, queria agradecer ao espaço cedido pelo amigo e também entusiasta da copa, Bocadoogro.
Vocês sabem que eu sempre fui brasileiro desde que nasci no Brasil. Gosto muito do brasil e vou curtir muito assistir a copa do meu telão de cinema na minha casa lá na europa.

Mas vim aqui para um assunto mais importante. Essa palhaçada toda de protesto a respeito de usar dinheiro da copa para fazer hospital. Amigo, repito e disse, não se faz copa com hospital! Precisamos de estádio. Esse dinheiro que foi pro estádio não iria para hospital. Se não fosse pela copa o estádio nem o hospital existiria.

Vocês reclamam de hospital, não entendo! Sempre que fico gripado ou preciso de médico o Sírio-Libânes tá lá de boa. Não entendo essas reclamações. Neste ponto eu apoio meu amigo Pelé, grande sábio. Vamos esquecer essas bobeiras e focar na copa.

Grande abraço para vocês, do Ronaldinho Fenômeno.


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