04
maio
10

Aquiles – Queda

– Que lugar nojento!

Reclama um dos soldados.

– Hahahahahaha e você esperava o que? Um mar de rosas? No final a bosta de todos nós é tão fedida quanto…
– Tenha dó Aquiles! Isso não é lugar para soldados como nós! Muito menos para você!
– Pfffft…Vocês e suas manias de se acharem especiais…por que? Somos pessoas quaisquer. Não somos especiais. Não importa aonde a guerra for é nosso dever estar lá.
– Aquiles, poupe-nos. Somos seus amigos de longa data. “Dever” é algo para com o qual, você não está muito habituado a concordar.
– Hmpf. Então está. Apenas aguentem o cheiro e me sigam em silêncio.

Aquiles e seu grupo de elite seguem pelos estreitos esgotos subterrâneos da cidade inimiga. Após uns 20 minutos de caminhada pelo putrefato ambiente, acham uma grade para parte interna da cidade. Aquiles cuidadosamente remove a proteção da grade e por fim a mesma. Observa atentamente os arredores e volta para o esgoto.

– Muito bem. É aqui que a brincadeira começa. Estamos bem próximos de um dos acessos a parte alta dos muros, onde provavelmente iremos encontrar o mecanismo para abrir os portões. Se movam em grupos de dois no máximo. Somos seis ao todo. Procurando cobertura e olho vivo! Se os guardas nos virem seremos massacrados. Prontos? Vamos!

Aquiles levanta-se do acesso do esgoto e rapidamente esconde-se atrás de uma pilastra. Nota a presença de dois guardas logo acima do primeiro lance de escadas laterais do muro. Corre rapidamente para o início das escadas, seguido por seu grupo. Um dos guardas, de costas para as escadas, completamente desavisado é assassinado por Aquiles. O seu companheiro escuta um som e ao checar o que é tem o mesmo destino de seu amigo.

O grupo se move como as sombras da noite, sem barulho, sem serem notados. Vão ganhando altura e finalmente atingem os muros. Aquiles sinaliza com a mão direita para que andem agachados. Seria muito fácil arqueiros de outras partes do muro notarem seus movimentos. Após percorrerem boa parte dos muros aproximam-se de seu objetivo.

– Ok soldados. Estamos perto. Vocês dois, cuidem essa entrada enquanto eu ir…

Aquiles mal pôde completar sua frase e três flechas perfuram um dos soldados do seu grupo.

– Mas que?!! Fomos descobertos! Merda! Procurem cobertura!

Quando Aquiles finaliza a frase mais dois de seus soldados são abatidos. Os três sobreviventes correm para uma espécie de torre com dois acessos. Um deles com um corredor aberto até o objetivo deles e o outro para a entrada por onde vieram.

– Droga! Fomos descobertos! Posso ouvir o alarde lá embaixo. Eles enviarão tropas para cá. Porcaria. Teremos de lutar!
– Não! Aquiles corra para as alavancas dos portões! Iremos segurar o exército deles o máximo que pudermos! Nestes corredores estreitos podemos aguentar! Vá!

Aquiles hesita por uns segundos, mas acata a ordem do seu companheiro e amigo.

– Foi uma honra lutar ao seu lado soldados…

Empunha sua espada e seu escudo. Aperta seu capacete e olha para o outro lado do muro, onde fica seu objetivo. Pensa consigo mesmo : São uns 300 metros até a outra torre. Terei de correr e torcer para que as flechas não me acertem. Se eu conseguir abrir o portão posso transformar esse desastre em sucesso.

Tomando fôlego, Aquiles corre. Adquire velocidade do vento. Corre rápido e com o seu escudo protegendo seu corpo. Uma chuva de flechas vem em sua direção.

– Awwwwwwwwwwww! Andem seus idiotas! Tentem me acertar! Hahahahahahahahahaha!

Correndo e gritando, em um misto de desespero e coragem Aquiles alcança a outra torre. Os soldados já o esperavam, mas eram apenas 5. Aquiles pula no meio dos 5 e executa um giro de 180º com seu braço/tronco, cortando um arco a sua frente matando dois dos cinco soldados. Os outros três mal conseguem reagir a velocidade explosiva de Aquiles, jogando o escudo em um deles, Aquiles mata o outro e antes mesmo que o atingido possa se livrar do escudo é morto.

Quando se vira para matar o último Aquiles nota que a mão do soldado trêmula, está coberta com sangue. Sem entender Aquiles olha para sua lateral direita e nota algo. Sangue. O soldado o perfurou com uma adaga enquanto lutava com os outros. Como pôde ser tão descuidado! Agora estava sangrando a um ritmo perigoso. Aquiles mata o último soldado e gira a alavanca destravando os portões. Se arrasta até o lado de fora com uma tocha e sinaliza para seu exército debruçando-se sobre o muro. Sente algo bater em suas costas. Uma flecha acaba de lhe acertar em cheio. Aquiles cambaleia e tomba muro abaixo. Sente sua vida se esvaindo conforme cai…

Continua…

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Lixo da Vez - Ronaldo o FENOMENO?!

Oi, queria agradecer ao espaço cedido pelo amigo e também entusiasta da copa, Bocadoogro.
Vocês sabem que eu sempre fui brasileiro desde que nasci no Brasil. Gosto muito do brasil e vou curtir muito assistir a copa do meu telão de cinema na minha casa lá na europa.

Mas vim aqui para um assunto mais importante. Essa palhaçada toda de protesto a respeito de usar dinheiro da copa para fazer hospital. Amigo, repito e disse, não se faz copa com hospital! Precisamos de estádio. Esse dinheiro que foi pro estádio não iria para hospital. Se não fosse pela copa o estádio nem o hospital existiria.

Vocês reclamam de hospital, não entendo! Sempre que fico gripado ou preciso de médico o Sírio-Libânes tá lá de boa. Não entendo essas reclamações. Neste ponto eu apoio meu amigo Pelé, grande sábio. Vamos esquecer essas bobeiras e focar na copa.

Grande abraço para vocês, do Ronaldinho Fenômeno.


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