Arquivo para maio \27\UTC 2010

27
maio
10

Passionalidade acadêmica

Queria abrir um novo blog. Um blog sobre design que é a área que pretendo seguir. O foco do blog seria o tema “bad design”, onde eu iria falar da parte funcional de diversas coisas envolvendo design – seja de uma interface de um site ou até mesmo de um pendrive mal projetado. A idéia me empolgou um monte, mas fez surgir um empecilho enorme. Empecilho esse que debati com 2 dos cavaleiros do apocalipse (má friends) e cheguei a derradeira conclusão que isso não seria uma “tão” boa idéia.

Aqui no Brasil especialmente nas áreas de artes onde há um bocado de subjetividade colocada no trabalho (subjetivo me refiro a coisas como bom gosto, senso artístico e belo/beleza/bonito) é muito comum uma dita “ética” de não se criticar o trabalho alheio. As pessoas literalmente evitam criticar o trabalho do colega de profissão, pois é acordado que este ato seria uma “falta de ética” incrível. Não só na área artística, mas em qualquer outra. Professores não falam de colegas, por mais esdrúxulos que eles sejam. Tudo em nome de uma dita “ética” da boa convivência.

Então, imaginem. Um cara de segundo período de Desenho Industrial, mal começou a engatinhar na área, falando mal dos trabalhos alheios?! Ora essa! Que abuso! Ultraje! Quem é esse vermezinho?! Criticando meu trabalho?!?! Eu sou graduado e pós graduado! Isso é no mínimo piada!

Sim, esse pensamento é piada! Mas acontece e é um escudo bem levantado por diversos profissionais de qualquer ramo. Se apoiam em títulos para levantar uma suposta infalibilidade. Se blindam atrás dessas  supostas garantias e da já mencionada “ética” do meio.

Agora aonde está escrito, qual a lógica irrefutável que exclui um acadêmico novato de segundo período de criticar trabalhos de QUALQUER calibre? Conhecimento? Concordo, mas este será verificado mediante a crítica do novato. Se sua crítica for bem embasada e tiver um ponto? Deve ser levada adiante e gerar um debate ou simplesmente abafada pela enxurrada de diplomas e títulos do criticado?

A primeira opção! Novatos, pessoas com visões frescas podem contribuir para debates. O objetivo todo do blog seria incitar o debate! As pessoas que porventura tivessem seu trabalho criticado teriam total liberdade de vir ao blog e discordar da crítica, expor argumentos! Enriquecer a problematização daquele evento. Isso é um meio acadêmico de qualidade. Com trocas de idéias e discussões o conhecimento é exposto ou até mesmo gerado. Ambos os lados aprendem nesse caminho.

Acontece que a passionalidade tem de ser deixada de lado! Ao recebermos críticas sobre nossos trabalhos, por favor, não levar para o lado pessoal! Ao dizer que seu trabalho é de má qualidade, não está implícito que VOCÊ seja um péssimo profissional. No máximo seria dizer que você cometeu erros naquele trabalho – e isso TODOS cometem!

A dissociação do lado pessoal do trabalho, na hora do debate é essencial para que possamos nortear o raciocínio. Tornando a discussão proveitosa e a troca de conhecimentos.

Essa seria minha utopia para o blog. Queria que o meu blog gerasse isso. Debates, trocas de conhecimentos e tudo mais.

Mas tenho receio que a intenção não fique clara e eu acabe sendo taxado de “mais um novato metido a besta”…

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21
maio
10

Jesus verossímel?

Digamos que em um futuro não muito distante consigam demonstrar que Jesus nunca ressuscitou de sua morte. Digamos que Jesus nunca houvesse feito milagres, tampouco fosse filho de uma virgem. Quais são as primeiras coisas que nos vem a mente?

A minha seria o ruir de inúmeras instituições religiosas que usam esse dogma da ressureição como base central para suas crenças. Imagino também diversas vertentes mais radicais que simplesmente iriam ignorar essa descoberta e continuar a cultuar esse “Jesus ressuscitado”.

Bom agora voltando a realidade, sabe-se que Jesus possivelmente tenha existido e é algo plausível. Temos os evangelhos os 4 oficiais do novo testamento e uns extra-oficiais. Além das cartas de Paulo. Fontes diversas citam a existência desse “Jesus” que nos é dito hoje. Historicamente falando, admitir a existência de Jesus é algo possível e plausível.

Acontece que o problema é justamente em evidenciar historicamente o Jesus “Ressuscitado” dos mortos. Vi um debate interessantíssimo a respeito disso com William Lane Craig (que me desapontou um bocado) e um historiador chamado Ehrman. Devo confessar que o debate poderia ter sido melhor se ambos não ficassem evitando responder as perguntas alheias. Enfim.

Bom o Ehrman levanta uma hipótese (diversas) afim de justificar de maneira mais provável o desaparecimento do corpo de Jesus da tumba, que é atestada pelos 4 evangelhos do novo testamento. Craig se prende em afirmar que a ressureição é a “melhor explicação” para esse fato, pois é atestado em diversas “fontes” independentes. Tais fontes seriam as cartas de Paulo e os evangelhos. Bem eu não considero essas “fontes” muito confiáveis, visto que um evangelho serviu de base para os outros, não sabemos quem escreveu os evangelhos (os títulos conhecidos por nós hoje “de Mateus”, “de Marcos” e por dai em diante). O evangelho de supostamente “Marcos” o mais antigo, foi escrito a uns 25-35 anos após a morte de Cristo. Seguido dos outros com intervalos de aproximadamente 10 anos entre eles. Portanto ao percebermos as semelhanças entre os fatos, poderíamos pensar que os evangelhos na verdade não seriam “fontes independentes” entre si, mas apenas influências uns dos outros. Isso é plausível ao meu ver. Isso explicaria a semelhança no “coração da narrativa” e as diferenças superficiais dos fatos.

A grande questão do debate em si é Lane Craig assumir que o argumento de Ehrman é falacioso, o seguinte argumento – “Milagres por definição, são eventos improváveis de se acontecer. Tão improváveis, que recebem o nome de milagres. Portanto afirmar que um milagre, como a ressureição é a melhor explicação para Jesus é algo que um historiador não pode cogitar.” Pois bem, Craig usa de uma complicada fórmula matemática, para demonstrar que esse argumento é falacioso.  O que ao meu ver, sinceramente, devido a falta de compreensão da fórmula fiquei sem saber se ela demonstrava ou não a falácia. Achei descabido Lane Craig utilizar deste tipo de recurso, visto que o tempo de debate era curto e mesmo ele indo “passo a passo” a quantidade de informações se perdia ao logo da explicação, dificultando e muito a clareza que Craig deveria ter.

A posição de Ehrman é nada mais nada menos que o princípio metodológico científico (história é uma ciência) da navalha de Occam. A hipótese da ressureição, por mais que aparentemente se encaixe nos evangelhos todos (ou fonte independentes, como Craig gosta de chamar) de maneira satisfatória, puxa questões maiores como – Deus existe? Quem é Deus? Que poderes ele tem? – isso sendo simplório.

Claramente Craig é influenciado pela sua total parcialidade devido a sua crença em toda a história cristã. Para Craig aceitar esse argumento de Ehrman seria difícil. Eu compreendo a necessidade de Craig colocar como a “melhor” explicação para Jesus e o sumiço do seu corpo o fato da ressureição.

Talvez se alguém me explicasse com maior facilidade o argumento matemático exposto por Craig, eu pudesse concordar que de fato há uma falácia neste pensamento de Ehrman, mas até então ele soa bem razoável para mim. A menos que diversas hipóteses já tenham sido exauridas para explicar o sumiço do corpo de Jesus da tumba e as visões que as pessoas tinham dele, não podemos concluir logo “de cara” a hipótese da ressureição.

Muita calma nessa hora Doutor Craig…

20
maio
10

Mediunicos charlatões

Quem nunca ouviu falar de ditos médiuns que no final foram desmascarados?

Pessoas que afirmavam ter um certo dom, que no final não passava de uma bela farsa? Houdini dedicou boa parte de sua vida em desmascarar o maior número desses charlatões possíveis.

Não irei mencionar nomes nem casos famosos desses ditos “sensitivos”, mas irei falar sobre uma das técnicas utilizadas por eles de maneira breve – A leitura fria.

A leitura fria, consiste em que o “leitor” faça um treinamento para que ele possa “ler” as pessoas e obter um feedback nisto. Gestos, movimentos, respostas faciais e qualquer forma de expressão visual que aquela pessoa tenha a respeito de suas perguntas. Induzir a pessoa a lhe dar a resposta, ou pedaços dela é algo muito comum quando analisamos essas “consultas” sensitivas. Abaixo mando um vídeo feito pelo fantástico que exemplifica de maneira clara e direta do que eu falo. O vídeo é um pouco longo, mas vale MUITO a pena ver.

Isso claro, não cobre todos os aspectos e fenômenos mediunicos que temos conhecimento, mas com certeza já coloca uma pá deles ralo abaixo. Bem James Randi tá com o desafio de 1 milhão de doláres para quem demonstrar algum tipo de poder “extra-sensorial”.  Quem tiver afim -> Clique aqui <- Se inscreva e fique milionário! \o7

Peço desculpas a todos pelo post curto e a falta de posts ultimamente. Espero retornar a minha rotina de posts em breve! Grande abraço!

14
maio
10

puzzle box 5

E andamos.
A noite já anunciava seu véu lá em cima. O mar, calçadão e estrelas.

Sem o menor esforço podíamos ver as estrelas ao olhar para cima. Nos entreolhávamos e a conversa não parava. Rumo de prosa boa e tudo era dito – desde bobeiras e piadas até papo sério. Planos, idéias, risadas, idéias, sentimentos e mais idéias.

E as estrelas lá de cima, sem nos deixar de fitar. Diria que prestavam atenção e anotavam os detalhes e fofocavam entre si. Papo celestial? Fofoca interestelar? Hahahahahahaha péssimas analogias!

Era possível ver as estrelas, coisa rara em cidade grande. As mansões na costa, fazendo frente a brisa do mar. Por mais concreto que fossem eram belas de se ver, como se fizessem parte daquele conjunto harmônico. Nos arrancando suspiros e sonhos “Imagine morar ali?

O passeio seguia e o papo também. Uma pausa, um descanso, um carinho.

E foi indo assim, sem rumo, sem direção.

É foi indo e quando se viu era hora de partir.

É. Foi muito bom. =)

11
maio
10

Aquiles – Finale

– Aiiiiiiii!

Grita o pequeno Aquiles ao escorregar de uma pedra e ralar os joelhos. Caído no chão, levanta-se com grande esforço e começa a chorar. Nunca havia sentido tanta dor antes! Tudo que mais queria naquele momento era os cuidados de sua mamãe. Correu desesperado em direção sua casa aos berros e prantos “Mããããããããããe!”

– O que é menino?!
– Mãe! Meu joelho tá doendo muito, me machuquei! Aquela pedra idiota!
– Ora bolas! Engula esse choro menino! O que você acha que os outros garotos da vila vão pensar quando souberem que você chora por qualquer coisinha?
– Mas mãe, tá doendo muito!
– Sem mas! Anda, corre pra dentro que eu faço um curativo e lhe preparo uma comida! Anda, anda!

Aquiles só conseguia lembrar de sua mãe e infância. Dizem que quando a morte está perto toda nossa vida nos passa como um flash. Aquiles parecia cair eternamente. A ferida em sua lateral não doía mais nem mesmo podia sentir a flechada em suas costas. Não ouvia os sons do exército aliado logo abaixo dos portões. Era tudo calmo, sereno. Apenas caía lentamente como se o tempo, implacável houvesse aberto uma exceção para Aquiles naquele momento. Para que ele pudesse saborear seus últimos momentos.

Aquiles nunca quisera ser um guerreiro. Os constantes esforços de seus pais para que ingressasse em carreira militar e seu medo de desapontá-los o colocaram neste caminho. Acontece que Aquiles, por mais que nunca houvesse desejado aquilo sempre fora obstinado. Qualquer que fosse a tarefa escolhida para executar sempre dava o seu melhor. Desafiava professores, treinava duro. Se tornou um dos melhores rapidamente. Sua afinidade com uma lâmina era promissora, concordavam todos os professores. Dotado de uma resiliência e velocidade impressionantes, Aquiles era dado como um guerreiro nato.

Mas lá no fundo Aquiles nunca se sentiu completo. Mesmo vencendo inúmeras guerras, matando diversos soldados nunca era o bastante. Ele corria atrás de uma fama inalcançável. Queria ser o único, exclusivo – o melhor. Obstinado com o que um professor seu lhe dissera uma vez “Aquiles, não importa o quanto tente, sempre haverá um melhor que você. Quando esse dia chegar, seu orgulho será sua queda.” Não! Jamais! Eu SEREI o ÚNICO! Aquiles – o MELHOR guerreiro do mundo! Um Deus!

Deuses não sangram, Deuses são imortais. Aquiles agora percebia da pior maneira possível sua finitude, sua mortalidade. Pensava em sua infância e em seu objetivo inalcançável agora, visto que estava prestes a morrer. Aquiles sentiu-se tão injustiçado, tão decepcionado consigo que começou a sentir lágrimas vindo em seus olhos. Estava tudo acabado…

A queda por fim termina, em um banco de areia macia. Aquiles bate no chão com força e rola o banco de areia abaixo. Em um último esforço levante sua cabeça e vê o exército aliado invadindo a cidade portões adentro e pensa consigo mesmo “O maldito arqueiro que me acertou terá o que merece…” e então tudo escurece.

A guerra segue adiante. O exército aliado destrói facilmente o inimigo. Com a enorme surpresa e facilidade proporcionada pelo plano de Aquiles era vitória garantida. Horas depois a cidade já tomada, está tudo mais calmo. Soldados inimigos sendo executados, alguns presos. O exército agora limpa o campo de batalha, recolhendo os armamentos dos soldados caídos para reparos e os corpos para homenagens póstumas. Quando um dos batedores avista um pouco afastado da batalha o corpo de Aquiles. Faz alarde para os outros e corre até ele.

– É AQUILES! ELE ESTÁ RESPIRANDO AINDA! TRAGAM AJUDA RÁPIDO!

****

Dois dias se passam até que Aquiles desperte. Como tirado de um pesadelo, vai recobrando seus sentindos aos poucos. Reconhece lentamente o lugar onde está. A barraca do general de seu exército. Sente dores pelo corpo todo. Tenta se levantar.

– Devagar Aquiles! Você sofreu ferimentos severos!
– Como…eu…estou…vivo? O que…aconteceu?
– Não sei Aquiles. Um dos batedores lhe encontrou caído longe dos portões. Foi muita sorte ou os deuses resolveram lhe sorrir. Aconteceu o que você havia planejado bravo soldado! Ganhamos a batalha facilmente e tomamos a cidade. Agora é só coletarmos os espólios da guerra!
– Eu…meus homens…os soldados comigo…eles…
– Descanse Aquiles…depois conversaremos…

10 dias se passam e Aquiles já começa a se sentir melhor. O rei deseja vê-lo pessoalmente. Um banquete é feito em sua homenagem e boa parte das pilhagens da cidade lhe são dadas como reconhecimento pelo seu feito heróico. Aquiles permanece sério durante toda a festança. Não sente prazer naquilo. Não está satisfeito. O que ele quer ouro nenhum pode comprar. Decide retornar a Grécia. Sobe no barco quando é chamado pelo general:

– Aquiles! Aonde vai? O rei deseja lhe dar um alto cargo nesta cidade! Finalmente poderá se aposentar e viver como um dono de terras!
– Diga ao rei que dê o cargo para você meu bom amigo. Irei voltar a Grécia. Ainda tenho muito para aprender e muitas guerras para lutar.
– Hahahahahaha! Bravo Aquiles! Enquanto o exército grego contar com você, jamais seremos derrotados! Vá com os deuses nobre amigo! Com os deuses! Hahahahahahahahaha!

Aquiles põe-se a olhar o horizonte enquanto o barco zarpa. Pensativo. Lembra das palavras de seu professor. E pela primeira vez teme que aquele dia chegue…

07
maio
10

Crença & Pessoal

Interrompo minha estória delirante acerca de Aquiles para um assunto sério. Não se preocupem, próximo post teremos a continuação e desfecho desta aventura. =)

Bom como todos sabem eu sou contra qualquer tipo de idolatria. Seja por times de futebol (um dos piores tipos de idolatria na minha opinião) ou deuses. Por idolatria entenda-se não somente acreditar, mas fazer daquele objeto de idolatria algo mais importante que tudo. Algo que o torne fanático. Algo que o faça cometer coisas estúpidas, como agredir torcedores rivais pois apenas são do outro time ou amarrar bombas no seu corpo e se explodir, achando que está indo viver com virgens e limpando a terra de infiéis.

Algo que me deixa um bocado irritado é religião ser um dos assuntos intocados. Não se pode fazer piada com nenhum dos mitos dito “sagrados” que as pessoas que acreditam se sentem absurdamente ofendidas. Até as pessoas não fanáticas ficam ofendidas com aquilo. Isso eu já experienciei com conhecidos e amigos que acreditam, mas nem sequer vão a igreja. Eles ficam ofendidos. Se eu fizer uma piada com Jesus é como se eu tivesse feito uma piada com a mãe do cidadão/cidadã.

As coisas que eu acredito, por exemplo, vejo piadas com Darwin ou sua teoria quaisquer outros valores que eu venha seguir e não levo para o lado pessoal. Brinco rio e sacaneio. Provavelmente me ofenderia se fosse algo direto a minha pessoa e não a um conjunto. As pessoas se ofendem pois acreditam em Jesus, mas e dai?

Uma piada acerca das 300000 contradições/absurdos bíblicos não deveriam ser levados tão a sério. Fazemos piadas de diversas coisas, sobre todo tipo de assunto, até mesmo essas pessoas que se sentem ofendidas com Jesus sendo sacaneado. Faz parte da nossa cultura e digo-lhes, uma parte muito boa.

Termos a capacidade de transformar quase tudo em algo bem humorado que nos faça dar risadas. Amenizar um fato trágico e trazer um pouco de leveza em coisas mais pesadas.

Por mais doentio que eu ache a Bíblia em especial a carta de Paulo aos romanos (terminei de ler ela e simplesmente fiquei de boca aberta) tenho respeito pela crença, não fico exigindo a todos que acreditam que fiquem se justificando os por-quês. Agora ficar ofendido com piadas ou brincadeiras pois “É minha crença, está me desrespeitando!” Pro inferno!

Primeiro não é sua crença. Segundo ela já existia milênios antes de você nascer. Terceiro foi escrita por diversos autores, possui inúmeras traduções e manipulações (o que já torna duvidoso a bíblia dos dia de hoje, o quão precisa ela seria se comparada a original?). Tudo que tá na bíblia foi parte de um acordo, que excluiu diversos outros evangelhos, ou seja, o que está ali não está por ser verdade ou acaso – está por um motivo.

Sua crença não é você. Pessoas que se definem por suas crenças, deveriam parar para pensar o quão a sério elas se definem. Se quer se definir pela sua crença, então comece a seguir o estilo bíblico de vida – odeie homossexuais, apedreje adúlteros e coloque Deus acima de tudo. Mesmo. Tudo. Inclusive de sua própria vida e de seus filhos – Assim como Abraão. Parece que soa bonito e correto dizer que é “cristão” para os outros ouvirem – como se isso automaticamente o tornasse uma boa pessoa.

A verdade é que são poucos os religiosos que levam sua religião a SÉRIO MESMO. Quantos evangélicos conhecemos que fazem sexo antes do casamento? Que engravidam até antes de casar? Religiosos homossexuais e por ai vai. Isso ao meu ver é ótimo! Sinal que uma espécie de bom senso ou algo do gênero, faz com que as pessoas consigam separar e filtrar alguns absurdos que na época em que a bíblia foi feita faziam todo o sentido.

Espero que esse tipo de comportamento continue a se seguir, até que fiquem com as poucas coisas boas da bíblia e joguem todo o resto fora. Seguir uma moral bíblica inflexível nos dias de hoje seria no mínimo, uma loucura estúpida. Coloquem a graça na religião de volta.

04
maio
10

Aquiles – Queda

– Que lugar nojento!

Reclama um dos soldados.

– Hahahahahaha e você esperava o que? Um mar de rosas? No final a bosta de todos nós é tão fedida quanto…
– Tenha dó Aquiles! Isso não é lugar para soldados como nós! Muito menos para você!
– Pfffft…Vocês e suas manias de se acharem especiais…por que? Somos pessoas quaisquer. Não somos especiais. Não importa aonde a guerra for é nosso dever estar lá.
– Aquiles, poupe-nos. Somos seus amigos de longa data. “Dever” é algo para com o qual, você não está muito habituado a concordar.
– Hmpf. Então está. Apenas aguentem o cheiro e me sigam em silêncio.

Aquiles e seu grupo de elite seguem pelos estreitos esgotos subterrâneos da cidade inimiga. Após uns 20 minutos de caminhada pelo putrefato ambiente, acham uma grade para parte interna da cidade. Aquiles cuidadosamente remove a proteção da grade e por fim a mesma. Observa atentamente os arredores e volta para o esgoto.

– Muito bem. É aqui que a brincadeira começa. Estamos bem próximos de um dos acessos a parte alta dos muros, onde provavelmente iremos encontrar o mecanismo para abrir os portões. Se movam em grupos de dois no máximo. Somos seis ao todo. Procurando cobertura e olho vivo! Se os guardas nos virem seremos massacrados. Prontos? Vamos!

Aquiles levanta-se do acesso do esgoto e rapidamente esconde-se atrás de uma pilastra. Nota a presença de dois guardas logo acima do primeiro lance de escadas laterais do muro. Corre rapidamente para o início das escadas, seguido por seu grupo. Um dos guardas, de costas para as escadas, completamente desavisado é assassinado por Aquiles. O seu companheiro escuta um som e ao checar o que é tem o mesmo destino de seu amigo.

O grupo se move como as sombras da noite, sem barulho, sem serem notados. Vão ganhando altura e finalmente atingem os muros. Aquiles sinaliza com a mão direita para que andem agachados. Seria muito fácil arqueiros de outras partes do muro notarem seus movimentos. Após percorrerem boa parte dos muros aproximam-se de seu objetivo.

– Ok soldados. Estamos perto. Vocês dois, cuidem essa entrada enquanto eu ir…

Aquiles mal pôde completar sua frase e três flechas perfuram um dos soldados do seu grupo.

– Mas que?!! Fomos descobertos! Merda! Procurem cobertura!

Quando Aquiles finaliza a frase mais dois de seus soldados são abatidos. Os três sobreviventes correm para uma espécie de torre com dois acessos. Um deles com um corredor aberto até o objetivo deles e o outro para a entrada por onde vieram.

– Droga! Fomos descobertos! Posso ouvir o alarde lá embaixo. Eles enviarão tropas para cá. Porcaria. Teremos de lutar!
– Não! Aquiles corra para as alavancas dos portões! Iremos segurar o exército deles o máximo que pudermos! Nestes corredores estreitos podemos aguentar! Vá!

Aquiles hesita por uns segundos, mas acata a ordem do seu companheiro e amigo.

– Foi uma honra lutar ao seu lado soldados…

Empunha sua espada e seu escudo. Aperta seu capacete e olha para o outro lado do muro, onde fica seu objetivo. Pensa consigo mesmo : São uns 300 metros até a outra torre. Terei de correr e torcer para que as flechas não me acertem. Se eu conseguir abrir o portão posso transformar esse desastre em sucesso.

Tomando fôlego, Aquiles corre. Adquire velocidade do vento. Corre rápido e com o seu escudo protegendo seu corpo. Uma chuva de flechas vem em sua direção.

– Awwwwwwwwwwww! Andem seus idiotas! Tentem me acertar! Hahahahahahahahahaha!

Correndo e gritando, em um misto de desespero e coragem Aquiles alcança a outra torre. Os soldados já o esperavam, mas eram apenas 5. Aquiles pula no meio dos 5 e executa um giro de 180º com seu braço/tronco, cortando um arco a sua frente matando dois dos cinco soldados. Os outros três mal conseguem reagir a velocidade explosiva de Aquiles, jogando o escudo em um deles, Aquiles mata o outro e antes mesmo que o atingido possa se livrar do escudo é morto.

Quando se vira para matar o último Aquiles nota que a mão do soldado trêmula, está coberta com sangue. Sem entender Aquiles olha para sua lateral direita e nota algo. Sangue. O soldado o perfurou com uma adaga enquanto lutava com os outros. Como pôde ser tão descuidado! Agora estava sangrando a um ritmo perigoso. Aquiles mata o último soldado e gira a alavanca destravando os portões. Se arrasta até o lado de fora com uma tocha e sinaliza para seu exército debruçando-se sobre o muro. Sente algo bater em suas costas. Uma flecha acaba de lhe acertar em cheio. Aquiles cambaleia e tomba muro abaixo. Sente sua vida se esvaindo conforme cai…

Continua…




Aterro Sanitário

Lixo da Vez - Ronaldo o FENOMENO?!

Oi, queria agradecer ao espaço cedido pelo amigo e também entusiasta da copa, Bocadoogro.
Vocês sabem que eu sempre fui brasileiro desde que nasci no Brasil. Gosto muito do brasil e vou curtir muito assistir a copa do meu telão de cinema na minha casa lá na europa.

Mas vim aqui para um assunto mais importante. Essa palhaçada toda de protesto a respeito de usar dinheiro da copa para fazer hospital. Amigo, repito e disse, não se faz copa com hospital! Precisamos de estádio. Esse dinheiro que foi pro estádio não iria para hospital. Se não fosse pela copa o estádio nem o hospital existiria.

Vocês reclamam de hospital, não entendo! Sempre que fico gripado ou preciso de médico o Sírio-Libânes tá lá de boa. Não entendo essas reclamações. Neste ponto eu apoio meu amigo Pelé, grande sábio. Vamos esquecer essas bobeiras e focar na copa.

Grande abraço para vocês, do Ronaldinho Fenômeno.