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abr
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Aquiles – Audácia

Aquiles retorna a praia, onde a principal parte da luta estava sendo travada. Agora o exército aliado colhia armas/armaduras e separavam os corpos inimigos. Aquiles passa pela quantidade massiva de cadáveres. Enquanto outros soldados limpavam o que havia sobrado daquela carnificina. Aquiles passa com olhos vazios, observando tudo  como se fosse a própria morte. Adentra a cabana de um dos generais do exército.

– Awww Aquiles! Já esperava por você! Soube de sua vitória! Excelente trabalho avisando a formação para evitar a cavalaria inimiga…seu cuidado nos garantiu a vitória! Sente-se gostaria de…
– Sabe de quem pertence esse bracelete? – Interrompe o General, joga o bracelete no chão. Feito de bronze com partes em ouro. Todo ornamentado e cuidadosamente forjado.
– Hmmmmm. Não sei, mas algum mestre ferreiro deve ter feito isso…espere…essas marcas. Se eu não me engano isso pertence a alta elite do exército inimigo. Aonde arranjou isso?!
– Eu matei o dono disso ai.
– Aquiles! Hahahahahahaha, quando irei parar de me supreender com seus feitos? Isso provavelmente irá impactar e muito na moral inimiga! Irei avisar o Rei de seus feitos hoje! Sua presença em campo foi definitiva para a nossa primeira vitória.

Aquiles senta em uma almofada, afrouxa sua armadura e se serve de vinho. Segura a taça com as duas mãos enquanto olha o seu conteúdo. Mal consegue distinguir o vinho do sangue em suas mãos. Um breve silêncio.

– Como estamos agora?
– Ótimos! Derrubamos a primeira resistência. Forçamos o exército inimigo a se retirar e barricar-se na cidade. Agora teremos espaço para colocarmos nossas balistas e tropas pesadas em campo. Estamos com a costa livre para desembarcar tudo o que temos.
– Amanhã?
– Sim, amanhã iremos lançar uma ofensiva total contra os muros da cidade. Precisamos de um plano consistente, os muros são altíssimos e abrigam arqueiros. Um ataque frontal pode ser um erro.
– E se eu invadisse a cidade e abrisse os portões?
– Você está louc…Ah! Você Aquiles…está falando realmente sério?
– Sim. Com um pequeno grupo de soldados, poderia invadir a cidade a noite e abrir os portões. Mataria os guardas silenciosamente. Isso pode ser feito. Eu posso fazer isto. E se eu morrer vocês podem continuar a guerra como planejado, afinal serei eu e mais um pequeno punhado de homens mortos apenas.
– Bem. Falarei com os outros generais. Precisamos manter nossas forças apostos caso você seja bem sucedido. Se isso funcionar Aquiles, me certificarei pessoalmente que viva como um rei depois disso tudo! Hahahahahahaha brinde comigo! Aquiles o Lorde da guerra! Hahahahahahaha!

Aquiles brinda com o general eufórico, mas não partilha de tal euforia. Deixa a barraca do general e segue para a sua caminhando. O chão parece abrir em seus pés. Aquiles começa a pensar no propósito daquilo. Ele se sente tão bem dilacerando inimigos no campo de batalha, mas pelo breve momento que se segue. Quando o frenesi passa, ele começa a pensar. Sente-se vazio e manipulado. Como se sua alma se esvaisse junto com o sangue de seus oponentes…

5 horas depois reúne-se com seus 5 soldados escolhidos para a missão noturna. Prepara seu equipamento. Aquiles escoltara boa parte dos muros laterais horas antes.

– Guerreiros, a missão é simples. Invadiremos a cidade a noite e abriremos os portões frontais para que nosso exército invada. Vamos ganhar essa guerra rápido. Afinal creio que todos aqui queiram voltar para casa, não?
– Senhor! Perdoe-me, mas como iremos escalar muros tão grandes sem sermos notados?
– Bela pergunta. Não iremos. Achei uma passagem de esgoto a mais ou menos 2 quilômetros daqui. Iremos nos sujar um pouco, mas não há beleza na guerra…
– Senhor como devemos proceder?
– Sigam meu comando. Eu irei a frente vocês me seguem logo atrás. Teremos de ser silenciosos e rápidos. Evitem combate! Se os guardas forem alertados, teremos sérios problemas. Não poderemos enfrentar todo o exército inimigo dentro da cidade. Partiremos em 1 hora. Me encontrem aqui, já equipados. Vão!

Os homens deixam a barraca de Aquiles. Ele se senta e confere o plano mentalmente. Um ato de total audácia. Aquiles começa a divagar.

Se isso der certo finalmente conseguirei o que quero. Um homem sozinho praticamente, vencendo a guerra. Hahahahahahaha, duvido que qualquer deus poderia fazer melhor. Afinal nunca vi nenhum deles vencer guerras. Apenas histórias…bah! As chances são pequenas…hora de rolar os dados.

Continua…

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Lixo da Vez - Ronaldo o FENOMENO?!

Oi, queria agradecer ao espaço cedido pelo amigo e também entusiasta da copa, Bocadoogro.
Vocês sabem que eu sempre fui brasileiro desde que nasci no Brasil. Gosto muito do brasil e vou curtir muito assistir a copa do meu telão de cinema na minha casa lá na europa.

Mas vim aqui para um assunto mais importante. Essa palhaçada toda de protesto a respeito de usar dinheiro da copa para fazer hospital. Amigo, repito e disse, não se faz copa com hospital! Precisamos de estádio. Esse dinheiro que foi pro estádio não iria para hospital. Se não fosse pela copa o estádio nem o hospital existiria.

Vocês reclamam de hospital, não entendo! Sempre que fico gripado ou preciso de médico o Sírio-Libânes tá lá de boa. Não entendo essas reclamações. Neste ponto eu apoio meu amigo Pelé, grande sábio. Vamos esquecer essas bobeiras e focar na copa.

Grande abraço para vocês, do Ronaldinho Fenômeno.


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