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Aquiles – Deus

Guerra! O som de espadas e escudos se chocando! Sangue, morte e destruição! Aquiles e seu pequeno grupo de elite descem do barco e seguem adiante.

– Ao meu passo! Vamos! Levantem seus escudos, formação diamante! Vamos vamos vamos!

Aquiles sente o seu braço do escudo pesar. Diversas flechas acertam seu escudo enquanto ele corre para fora da linha de frente seguido por seu grupo. Seu grupo se separa da linha de frente, fazendo um movimento semi-circular, conseguindo passar por detrás da linha de frente inimiga. Escondem-se atrás de um pequeno monte de areia, dando visão para um grupo de arqueiros inimigos logo a frente.

– Abaixem-se! Muito bem, ao meu sinal, iremos a total velocidade em direção aos arqueiros. A essa distância eles mal conseguirão ter tempo de nos acertar. Segurem seus escudos firmes e se protejam. Prontos?! VAI!

Como um avatar da guerra, Aquiles levanta e corre. Seguido de seu grupo, como um esquadrão da morte. Avançam em direção ao grupo de arqueiros, diminuindo a distância que os separavam em questões de segundos. Aquiles é o primeiro a atingir os arqueiros, um rápido golpe com seu escudo seguido de um corte horizontal na garganta com sua espada. Aquiles acabara de derramar o primeiro sangue. Os arqueiros desnorteados pela presença prematura inimiga se armam com suas facas e espadas, mas não há treinamento que os faça superar Aquiles.

Aquiles como uma enguia, zigue-zaguea pelos arqueiros de forma quase sobre-humana. Sua espada como trovão, corta com facilidade tudo que fica em seu caminho. Seu grupo faz jus ao seu nome, derrubando diversos soldados pelo caminho. Sua falange acabara de atropelar uma formação de aproximadamente 50 arqueiros.

– Ótimo! Excelente trabalho homens! Hahahahahahaha, isso foi mais fácil do que eu imaginava! Se continuar nesse ritmo dificilmente seremos considerados lendas.
– Não se preocupe Senhor! Os músicos tem sua fama de fantasiar as coisas! Eles lhe darão uma mãozinha!

Diz um soldado, fazendo com que boa parte do grupo abra um sorriso. Momento breve. Aquiles faz sinal. Aquilo era apenas o começo. Ele avista de longe um homem montado em um cavalo, com uma armadura toda ornamentada. O homem distoa dos outros soldados.

– Aquele homem deve ser um general ou capitão. Alguma patente alta. Se eu derrubar esse homem poderei desmoralizar logo de início o exército inimigo. Sei que irá arruinar boa parte da diversão, mas…! Ok, ao meu sinal!

Eles correm em direção ao grupo. Dessa vez são notados a uma certa distância.

– Senhor! Um grupo vem vindo em nossa direção! E não são nossos!
– O que?! Impossível! Como?! Deixe-me ver isso…aquela armadura…eu reconheço! É…AQUILES! O que ele está fazendo aqui?! Impossível! Droga, me dê minha lança! Venham comigo!

O oficial do exército inimigo com desespero aparente, não vacila. Se ele recuar poderia estar condenando a todo o resto. Não lhe resta nada além de encarar de frente Aquiles e seu grupo. Com sorte ele iria matar Aquiles com um golpe só e se tornar uma lenda. Os deuses hão de sorrir!

Os cavaleiros correm em direção ao bando de Aquiles com suas lanças empunhadas. O Oficial no meio da formação, mira em Aquiles de longe. A distância entre ambos é cada vez menor, Aquiles completamente focado no oficial e vice-versa. Como se o tempo diminuisse e ambos se encarassem – um olhar de vítima e carrasco. Ambos possuem a determinação e a resiliência de militares, mas apenas um irá se sobressair. Um choque de duas forças, inevitável.

Aquiles angula seu escudo e assim que a lança faz contato com o escudo ele empurra para cima, fazendo com que ela deslize para fora. Logo em seguida corta um dos tendões do cavalo, derrubando-o juntamente com o Oficial. Seu prêmio! O Oficial desnorteado rola pelo chão e levanta-se rapidamente. Empunha sua espada e encara Aquiles.

Aquiles com sua postura completamente relaxada apenas sorri.

– Caiu do cavalo foi? Não aprendeu a usar uma lança ainda?
– Ora seu desgraçado!

O Oficial parte para cima de Aquiles. O golpe vertical é facilmente evitado com um jogo de corpo lateral. O horizontal é defendido pela espada de Aquiles. O Oficial tenta dar uma estocada frontal que é brutalmente defendida. Aquiles acabara de quebrar o pulso do soldado. Aquiles apenas sorri enquanto se aproxima do oficial, agora se arrastando de costas para o chão, tentando prolongar o inevitável…

– O que você é?! Algum tipo de demônio?!
– Não, pior…eu sou um Deus!

Podia-se notar a pavorosa expressão nos olhos do Oficial. Agora morto no chão…

Continua…

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4 Responses to “Aquiles – Deus”


  1. abril 29, 2010 às 8:09 pm

    Vai ter Aquiles – amante ?

    por que você sabe que Aquiles pegava o primo né?sei lá, contos assim são interessantes ..lálá hahahahhahaahha

  2. abril 30, 2010 às 1:13 pm

    Então tá, deixa eu te contar que aquiles era apaixonado pelo primo 😉


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Lixo da Vez - Ronaldo o FENOMENO?!

Oi, queria agradecer ao espaço cedido pelo amigo e também entusiasta da copa, Bocadoogro.
Vocês sabem que eu sempre fui brasileiro desde que nasci no Brasil. Gosto muito do brasil e vou curtir muito assistir a copa do meu telão de cinema na minha casa lá na europa.

Mas vim aqui para um assunto mais importante. Essa palhaçada toda de protesto a respeito de usar dinheiro da copa para fazer hospital. Amigo, repito e disse, não se faz copa com hospital! Precisamos de estádio. Esse dinheiro que foi pro estádio não iria para hospital. Se não fosse pela copa o estádio nem o hospital existiria.

Vocês reclamam de hospital, não entendo! Sempre que fico gripado ou preciso de médico o Sírio-Libânes tá lá de boa. Não entendo essas reclamações. Neste ponto eu apoio meu amigo Pelé, grande sábio. Vamos esquecer essas bobeiras e focar na copa.

Grande abraço para vocês, do Ronaldinho Fenômeno.


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