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A navalha de Occam

Um princípio lógico que sempre utilizei sem saber. A navalha de Occam (ou Ockham) basicamente (irei utilizar um reducionismo para explicar brevemente o conceito, paradoxalmente estaria eu aplicando o próprio conceito da navalha para explicar o conceito?! Não!) diz que ao analisarmos um fenômeno e posteriormente começarmos a tecer hipóteses para explicar aquilo, devemos eliminar o maior número de informações desnecessárias possíveis. Tentar começar pelas hipóteses que possuem o menor número de fatos não evidenciados afim de que se descubra uma explicação para tal fato. É simplesmente “procurar o caminho mais simples” afim de se encontrar explicações eficientes. Sempre partir do menor para o maior, caso a simplicidade não consiga explicar aquele fenômeno.

Quando conversei com meu amigo, utilizei de um exemplo tosquíssimo para exemplificar a navalha de Occam na prática. Graças a minha preguiça irei utilizar de novo o mesmo exemplo tosco do prato.

Digamos que você está na sua casa. Acabou de lavar a louça e pôs os pratos no guarda louças e foi sentar-se no sofá. Após uns segundos tu escuta um barulho na cozinha. Vai correndo pra ver, chegando lá o prato se estatelou pelo chão. Qual fator fez o prato cair? Uma janela aberta e uma corrente forte de vento? O prato foi mal colocado no porta louças, fazendo com que escorregasse? Um espírito irritado deu um tapa no prato e o derrubou? Partindo da navalha de Occam, a explicação que seria eliminada de cara seria do espírito, pois invoca diversos fatores a mais, necessários para a explicação do problema. O que é um espírito? Por que ele derrubou o prato? Por que estava irritado? Por que estaria ali na cozinha? Enquanto que o vento ou o mal posicionamento da louça no descanso são explicações que invocam menos elementos para a solução. Claro que mediante o não esclarecimento, com os fatores simples, iremos posteriormente adicionando complexidade aquele sistema, mas aos poucos e não “de cara”.

É exatamente esta postura que é adotada pelo método científico. O reducionismo científico.

Sempre utilizei essa lógica da navalha, quando tentava analisar situações ou “fenômenos” milagrosos. Minha postura quanto ao espiritismo passa por este princípio. Se procurarmos as respostas sobre alguns fenômenos “paranormais” ou atribuídos aos “espíritos” podemos achar explicações (ou ao menos hipóteses) mais simples (com certeza, devem existir) que venham a explicar boa parte dos fenômenos.

Não há erro nenhum em procurarmos pelas explicações mais simples antes de partirmos para mais complexas. Acho que isso faz tanto sentido que mal conseguiria tentar defender tal postura. É um dos processos intuitivos conhecidos como “óbvio”. Algo que não necessita de um raciocínio para saber sua conclusão. Intuitivamente sabemos o que irá acontecer. Como ao olharmos um vidro cair, saberemos que ele ao bater no chão irá quebrar. Sem raciocinarmos toda a explicação necessária para que pudéssemos concluir que o vidro irá quebrar.

Bem essa foi uma breve explicação do conceito da navalha de Occam. Logicamente não aprofundei o conceito, resolvi pesquisar sobre isto faz pouco tempo e vi que costumava utilizar esse príncipio sem nem mesmo saber. Caso encontre algo mais e pertinente acerca disto, trarei a vocês. Abraços!

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2 Responses to “A navalha de Occam”


  1. abril 19, 2010 às 12:35 am

    vou começar a usar esse metodo para tentar desvendar o misterio do por que de se escrever e dar tantas voltas em cima de um u .

    como vc mesmo disse : “procurar o caminho mais simples”…mas vc nao vai me intender…assim como ninguem…tá bom.


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Lixo da Vez - Ronaldo o FENOMENO?!

Oi, queria agradecer ao espaço cedido pelo amigo e também entusiasta da copa, Bocadoogro.
Vocês sabem que eu sempre fui brasileiro desde que nasci no Brasil. Gosto muito do brasil e vou curtir muito assistir a copa do meu telão de cinema na minha casa lá na europa.

Mas vim aqui para um assunto mais importante. Essa palhaçada toda de protesto a respeito de usar dinheiro da copa para fazer hospital. Amigo, repito e disse, não se faz copa com hospital! Precisamos de estádio. Esse dinheiro que foi pro estádio não iria para hospital. Se não fosse pela copa o estádio nem o hospital existiria.

Vocês reclamam de hospital, não entendo! Sempre que fico gripado ou preciso de médico o Sírio-Libânes tá lá de boa. Não entendo essas reclamações. Neste ponto eu apoio meu amigo Pelé, grande sábio. Vamos esquecer essas bobeiras e focar na copa.

Grande abraço para vocês, do Ronaldinho Fenômeno.


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