03
abr
10

Left 4 Dead

Essa história surgiu baseado no jogo Left 4 Dead e sua idéia de “zumbi apocalipse.” Foi um papo despretensioso com um amigo (um dos 4 cavaleiros do apocalipse) e baseado nisso, resolvi transformar numa história. Pelo menos um primeiro episódio. Lá vai!

“Então, ficamos por aqui, não terei tempo de ensinar outro pop-up para vocês. Até semana que vem!” Disse o professor após nos segurar por 15 minutos a mais do que o normal. Já eram 22:45h da noite de terça feira. Pessoal se apressava em guardar seus materiais enquanto que eu e mais um amigo ficamos papeando e comentando o conteúdo da aula. Logo em seguida outro amigo se juntou a nós, havia sido dispensado mais tarde também; “Oxe bicho! Pensei que não fosse ver vocês aqui mais. Professor viado, segurou a gente até tarde!” dei uma risada simpática e retruquei “Relaxinha, espera a gente arrumar nosso material que dai descemos juntos. Esperar o busão no ponto lá.” Ele acenou com a cabeça e enquanto nos arrumávamos ficamos papeando.

A conversa foi ficando boa, provocações, zuações e gargalhadas.
“E ai bicho, vai pegar a mulé lá?” me perguntou com uma expressão maliciosa, “Cara, tá difícil. Ela tem namorado, tá complicado. Quem sabe né!” eu respondi, com um tom de desânimo. Virando-se para nosso outro amigo perguntou “E como tá lá aquela lá do curso? Vai?” e meu amigo respondeu “Cara, eu venho falando com ela no MSN, mas ela tem me ignorado. Aquela safada!”, caindo na risada logo em seguida.
“Caralho, 23:10h já pessoal! Essa porra já deve ter fechado com todos nós aqui dentro. Vamos descer!”
Saimos da sala, notamos o andar vazio. Estávamos no quarto andar. Fomos descendo e nenhum sinal. Ao chegarmos no segundo andar escutamos barulhos de vários carros batendo e tiros. Explosões. Demos um grito de espanto “Véio! Que caralho foi esse?!?! Puta que pariu!”, um dos meus amigos indagou em tom de total desespero, “Cara, que porra foi essa?! Só falta ser arrastão de traficantes, esse estado lixo! Puta merda!” respondi puto.

Descendo aos trancos, chegamos ao térreo para nos deparar com uma cena bizarra e surreal. Os seguranças da faculdade mortos e o ponto de ônibus logo a frente estava cheio de…pessoas? Ao vermos isso fiz sinal com a mão para meus amigos logo atrás para manter silêncio e se moverem devagar. Observamos a cena por uns segundos e um deles falou “Bicho, que isso?! As pessoas…elas tão…lerdas…tão catatônicas, parecem um bando de…zumbis?!” após mais alguns segundos de silêncio, comentei “Cara, não sei que merda é essa. Tá tudo destruído, olha ali, os carros amassados e batidos e essa gente tá toda ensanguentada. Caralho não sei que merda foi essa. Vamos voltar pro andar de cima e pedir socorro pelo celular!”

Recuamos um andar, lentamente. Peguei meu celular e resolvi ligar para um amigo nosso, para saber o que tava havendo. “Alô? Cara! O que tá havendo?!? Cê ta aonde? Tamos aqui na faculdade e…” mal pude completar a frase e ele gritou “Meu deus! Eu não sei! Eu tava na porta da minha casa, quando as pessoas na rua começaram a correr atrás de mim! Eles tão lá fora tentando entrar! Me tranquei aqui em casa, na Lagoa! Me ajudem pessoal, pelo amor de…!” e a ligação caiu. O sinal dos nossos celulares morreram. Provavelmente algumas das explosões derrubou uma torre de transmissão.

Desliguei o celular. “E ai bicho, e ai?! O que ta acontecendo?!” perguntou com uma expressão de desespero, afim de que eu pudesse trazer uma resposta tranquilizante para o nosso grupo. Com uma expressão vazia e fria respondi “Estamos por conta própria e nosso amigo precisa de ajuda!”

Fui até uma caixa de incêndio, estourei o vidro e peguei um machado. Descemos para o primeiro andar e fomos lentamente até os corpos dos seguranças. Pegamos 2 pistolas e 6 cartuchos. “Já usaram uma dessas antes?” perguntei a eles dois. “Awww bicho, é igual nos filmes ó! Destrava aqui e tá beleza!” respondeu com um tom psicótico.

“Temos duas escolhas – Abrimos nosso caminho na base da porrada, salvamos nosso amigo na Lagoa e fugimos até o aeroporto ou as barcas ou esperamos resgate. O que querem fazer?” olhei para eles e pude notar que a resposta era óbvia. Destravando a arma e checando o pente um deles falou “Bicho…vamos abrir o caminho na porrada!”

Com um grito bárbaro corremos para o lado de fora e começamos a ceifar os malditos. Nós iríamos matar todos os bastardos que ficassem no caminho. Não deixaríamos nosso amigo na mão. Limpamos o ponto de ônibus a base de machadadas e tiros. Como em um filme, agíamos a vontade, seguindo um script. A noite seria longa, mas munição não iria faltar…

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2 Responses to “Left 4 Dead”


  1. abril 4, 2010 às 8:51 pm

    Eu quero ter uma machete!
    =]]]]]]

    ahhhhhh abraço seu corvo maldito!
    =]


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Lixo da Vez - Ronaldo o FENOMENO?!

Oi, queria agradecer ao espaço cedido pelo amigo e também entusiasta da copa, Bocadoogro.
Vocês sabem que eu sempre fui brasileiro desde que nasci no Brasil. Gosto muito do brasil e vou curtir muito assistir a copa do meu telão de cinema na minha casa lá na europa.

Mas vim aqui para um assunto mais importante. Essa palhaçada toda de protesto a respeito de usar dinheiro da copa para fazer hospital. Amigo, repito e disse, não se faz copa com hospital! Precisamos de estádio. Esse dinheiro que foi pro estádio não iria para hospital. Se não fosse pela copa o estádio nem o hospital existiria.

Vocês reclamam de hospital, não entendo! Sempre que fico gripado ou preciso de médico o Sírio-Libânes tá lá de boa. Não entendo essas reclamações. Neste ponto eu apoio meu amigo Pelé, grande sábio. Vamos esquecer essas bobeiras e focar na copa.

Grande abraço para vocês, do Ronaldinho Fenômeno.


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