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Jogos são arte.

Olá pessoas. Bem, carnaval acabou, tijuca campeã. Legal não? Chuva hoje. Ontem tive uma das minhas raras crises de enxaqueca que me deixaram cego do olho direito temporariamente, mas agora já está tudo bem. Então é!

É comum escutarmos a frase que “Joguinhos são coisas de nerd/crianças/desocupados/encaixe-aqui-o-adjetivo-substantivo-desejado.” Acontece que pouquíssimas pessoas fazem idéia do imenso mercado que jogos eletrônicos e suas diversas plataformas movem. Já superou Hollywood faz uns anos sabiam? Pois é. Jogos vendem muito mais que filmes. Tentarei aqui falar um pouco sobre jogos e seus processos de maneira rápida. Sobre o quão importante eles são e que belas peças de arte podem vir a se tornar.

Não irei corroborar minha opinião que 20000 mil estudos científicos sobre os benefícios dos jogos nem dados estatísticos, irei falar estritamente de minha opinião e visão acerca dessa forma de arte da qual gosto muito de experimentar/participar.

Jogos possuem uma capacidade imensa de transmitir informações e entretenimento. Jogos educativos, jogos sérios, jogos de aventura ou aqueles de pura fantasia. Jogos são uma ótima fonte de informação e aprendizado em alguns casos. Do pouco inglês que sei (consigo conversar bem até) aprendi jogando Diablo 2, onde a interação com outros jogadores era necessária, portanto consultava o dicionário a cada palavra nova e ia aumentando meu vocabulário. Alguns jogos podem ser fontes de informação histórica como Civilization ou apenas mata-mata para descontrair como o clássico Unreal Tournament.

Assim como no cinema, não gosto muito de filmes que apelam para efeitos visuais, lutas incríveis e nenhuma história ou justificativa para a enxurrada de brilhos e explosões. Com jogos não poderia ser diferente. Devido ao incrível avanço da tecnologia a parte visual dos jogos vem sendo cada vez mais super-estimada, fazendo muitos jogadores consumirem tais produtos devido ao seu apelo visual somente. Muitas vezes os jogos são completamente imbecis e horrorosos (como Call of Duty 5 – terrível), mas possuem um visual ultra-realista de cair o queixo. Dai temos aquela galera que quer ver quase filmes enquanto jogam, daqueles que procuram uma história bem construída a ponto de termos uma imersão naquele universo.

Me encaixando na segunda classificação falaria de jogos como Braid, Machinarium, Bioshock, Max Payne 1-2 e outros. Destaque especial para Braid, que ao meu ver, foi um dos melhores jogos que já vi. Não no quesito diversão puramente, mas pela arte e concepção. O design do jogo, de sua mecânica é brilhante. Mesmo. Já dediquei um post exclusivo para este jogo aqui. Jogos feito esse reforçam a idéia que são arte sim. Uma plataforma artística que pode ser explorada muito mais.

Assim como no cinema, temos o mercado ávido por realismo e pouco história. Claro que alguns jogos conseguem unir os dois de maneira brilhante, como Bioshock, que possui uma direção de arte incrível e gráficos muito bons. São raros jogos assim, mas existem.

Jogos não são brincadeira de criança, movem bilhões por ano e exigem um tremendo esforço para serem produzidos. Alguns jogos levam 3-4 anos sendo produzidos e exigem uma equipe multi-função. Desde editores até modeladores e animadores 3D. Para transformar aquele brainstorm e desenhos no papel, em modelos animados e histórias interativas.

Ao meu ver o grande trunfo dos jogos são a interação que eles proporcionam. Você tem o total controle daquele personagem e suas ações impactam naquela história. Alguns jogos que não possuem uma linearidade tão presente, permitem esse tipo de interação mais aprofundada. Quer maneira mais interessante de se aprender? Conhecer uma história?

Jogos são uma mídia muito mal exploradas a nível de educação. Sempre temos aqueles jogos que são vistos como “chatos” para aprendizado. Uma poderosa forma artística que nesta área está muito mal explorada mesmo.

Jogos não são coisas de criança. São uma forma de entretenimento artística muito rica. Exigem trabalho, esforço e criatividade tanto quanto um filme ou qualquer outra forma de mídia. Ignorância dizer que jogos são meramente “diversão”. Por estar um pouco na área, jogos são objetos de estudo também – jogar um jogo com olhar crítico é uma bela forma de aprendizado e acúmulo de referências.

Conselho que deixo – joguem. Procurem jogos casuais para aqueles que não gostam. Recomendo Peegles ou Plants Vs Zombies para esse público. Poderão descobrir coisas novas e ter experiências gratificantes.  =)

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4 Responses to “Jogos são arte.”


  1. 1 Suelen
    fevereiro 18, 2010 às 4:27 pm

    Nossa, Machinarium é mesmo lindo de morrer. Não só pelos gráficos, mas pelo nível dos puzzles, complicados, intrigantes.
    Nunca joguei Braid, mas já ouvi falar – boas críticas, sempre.
    De fato, essa idéia de que os jogos são apenas coisas de criança é estúpida. Os jogos tem enorme potencial artístico, para o aprendizado, e até para a simples diversão mesmo, por que não?

    =)

  2. fevereiro 18, 2010 às 8:46 pm

    Videogames são arte, sim. A maioria apenas possui arte — dramática, pictórica ou musical — embutidas meio que atravessadas no gameplay: é um meio de expressão ainda jovem e mal-compreendido, afinal.

    Mas aqueles que conseguem o feito de juntar narrativa, arte visual e sonora, mecânica, puzzles e interatividade de primeira, esses são uma experiência própria, única e marcante como outros meios de expressão artística não são capazes. E ainda tem gente que acha que videogames são nada mais que pontuação, regras e objetivos como jogos clássicos…

  3. fevereiro 19, 2010 às 5:44 pm

    Por isso que gosto de Tetris.Quer algo melhor que isso?
    Cultura nerd é uma benção.

  4. fevereiro 21, 2010 às 12:33 am

    EEEii véio!!
    ficou ótimo o layout!!
    maneríssimo!


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Lixo da Vez - Ronaldo o FENOMENO?!

Oi, queria agradecer ao espaço cedido pelo amigo e também entusiasta da copa, Bocadoogro.
Vocês sabem que eu sempre fui brasileiro desde que nasci no Brasil. Gosto muito do brasil e vou curtir muito assistir a copa do meu telão de cinema na minha casa lá na europa.

Mas vim aqui para um assunto mais importante. Essa palhaçada toda de protesto a respeito de usar dinheiro da copa para fazer hospital. Amigo, repito e disse, não se faz copa com hospital! Precisamos de estádio. Esse dinheiro que foi pro estádio não iria para hospital. Se não fosse pela copa o estádio nem o hospital existiria.

Vocês reclamam de hospital, não entendo! Sempre que fico gripado ou preciso de médico o Sírio-Libânes tá lá de boa. Não entendo essas reclamações. Neste ponto eu apoio meu amigo Pelé, grande sábio. Vamos esquecer essas bobeiras e focar na copa.

Grande abraço para vocês, do Ronaldinho Fenômeno.


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