07
dez
09

Metodologia…?

Boa noite pessoal. Pois é estou cultivando hábitos de um certo mamífero cego que utiliza uma espécie de ultra-som para “enxergar” as coisas. Fazer o que, se é nesta hora que as idéias batem e a vontade de redigir aparece. Meu post anterior “Deus – um delírio” rendeu uma bela conversa, quem se interessar em ler, basta ver os comentários. Espero que ela continue e recomendo a todos que se possível leiam – aos que interessam. A propósito, finalmente terminei o livro Deus um Delírio. Talvez eu faça um post mais a frente com um resumo. A priore, não.

Bom, o post de hoje é um assunto que vem me incomodando a uns dias. Tive uma conversa com um amigo (que está a estudar na mesma faculdade que eu) e dia desses, ouvi suas reclamações a respeito de um professor e sua metodologia.

Devo assumir que fiquei um bocado chateado com o problema exposto por ele e já o notei por conta própria, em diversos profissionais do meio acadêmico.

O que eu espero da faculdade? Bom para mim a faculdade é um lugar de conhecimento acadêmico. Local onde estudos e conhecimento acumulado por anos é passado por profissionais qualificados (nem sempre). Como qualquer bom conhecimento de bases científicas, devemos ter o mínimo de cuidado ao passá-lo. Mínimo que digo são coisas muito básicas, como citar fontes ou autores, dar um “background” mínimo de onde aquela informação vem e o mais importante – deixar CLARO que muito dos conhecimentos não passam de teorias, consequentemente não configurando verdades absolutas e inegáveis.

Percebo um movimento muito contrário. Professores afirmando certas coisas com tons de verdade, sem ter o cuidado de citar fontes ou origens de tais pensamentos. A falta de embasamento e didática também é um problema. De que adianta o sujeito ter um doutorado, mas não consegue passar quase nada do que sabe?

Esse cuidado com o conhecimento científico, ao meu ver, é valioso e subestimado no meio acadêmico que me encontro. Pouco esforço é feito para se justificar boa parte do conhecimento que é passado, as vezes virando quase que um ensino dogmático. Não me surpreendo ao ouvir casos de professores que pedem coisas para alunos e ao serem indagados acerca do motivo, simplesmente respondem “Por que sim.”

Cabe aos alunos sempre que possível indagarem as supostas “verdades”, quando assim colocadas pelos professores. Se o profissional realmente tiver sido vítima de tal ensino dogmático, poderá facilmente ser revelado. Se atitudes serão tomadas ou não, já é outra história. O que no final quase resulta na “não” tomada.

Uma boa base filosófica ajuda e muito. Como diria um amigo meu “a questão é a dificuldade em problematizar conceitos.” Que falta eu sinto de não ter tido um bom curso de filosofia em meu ensino médio. Maldita merda de escola que punha religião no lugar.

Bom, fica meu rápido apelo. Sei que é dever do aluno também, correr atrás do conhecimento. Essa reclamação é apenas da metodologia que muitos profissionais empregam em suas aulas. Pode parecer um detalhe bobo, mas essa abordagem cuidadosa, ao meu ver, faria uma bela diferença na cabeça dos alunos e na explicação de muitos professores.

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Lixo da Vez - Ronaldo o FENOMENO?!

Oi, queria agradecer ao espaço cedido pelo amigo e também entusiasta da copa, Bocadoogro.
Vocês sabem que eu sempre fui brasileiro desde que nasci no Brasil. Gosto muito do brasil e vou curtir muito assistir a copa do meu telão de cinema na minha casa lá na europa.

Mas vim aqui para um assunto mais importante. Essa palhaçada toda de protesto a respeito de usar dinheiro da copa para fazer hospital. Amigo, repito e disse, não se faz copa com hospital! Precisamos de estádio. Esse dinheiro que foi pro estádio não iria para hospital. Se não fosse pela copa o estádio nem o hospital existiria.

Vocês reclamam de hospital, não entendo! Sempre que fico gripado ou preciso de médico o Sírio-Libânes tá lá de boa. Não entendo essas reclamações. Neste ponto eu apoio meu amigo Pelé, grande sábio. Vamos esquecer essas bobeiras e focar na copa.

Grande abraço para vocês, do Ronaldinho Fenômeno.


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