01
nov
09

10 anos se passaram…

Olá a todos. Este post será solene. Luto. Uma homenagem póstuma? Acho que sim. Senti vontade de escrever.

Domingo logo cedo, recebi a notícia que meu avô por parte de pai havia falecido. Sinceramente não fiquei muito abalado com isso, mas não consigo deixar de sentir esse pesar.

Antes que pensem que sou um “desnaturado” não fiquei abalado pelo simples fato de tê-lo conhecido com 18 anos de idade devido a uma briga da família. Não tinha vínculos diretos com ele, mas sabia da maravilhosa pessoa que fora. Esse post será dedicado a ele, uma espécie de sutileza, cordialidade. As circunstâncias e as causas são desconhecidas para mim, mas de uma coisa eu sei – suas histórias e proezas serão lembradas por todos nós com muito carinho e risadas. Esse era o vovô Delmo.

Constantemente meus grandes amigos (Felipe, Fred e Eduardo) viviam me zoando pelas histórias do meu Avô. Falavam que ele era personagem do Sitio do Pica-pau-amarelo ou do folclore brasileiro. Isso devido ao teor altamente “improvável” das histórias vividas por tal figura histórica (e se exagerarmos um pouquinho épicas!). Irei contar algumas delas de maneira resumida para o deleite de todos que freqüentam esse blog.

Proeza 1 – Casinha de marimbondo:

Um belo dia, anos atrás meu avô foi subir no teto do prédio onde residia para fazer alguma coisa. Ao puxar o alçapão que lhe dava acesso ao telhado, eis que surpreendentemente uma CASINHA DE MARIMBONDOS cai em sua cabeça! Sério, não é mentira. Ficou quase igual a desenho animado, com a casinha na cabeça. Atordoado foi parar no teto e começou a perambular por lá (não entendo por que ele simplesmente ficou vagando pelo telhado) desesperado, começou a ouvir o pessoal que passava na rua a gritar “PULA SEU DELMO! PULA!”. Detalhe que o cidadão estava no quarto andar (o prédio tinha quatro andares) sabe-se lá como, ele fez o caminho de volta, desceu do telhado e foi socorrido logo em seguida. Ficou de cama uns 3-4 dias com febre forte devido à quantidade absurda de ferroadas. Sabe-se lá como não ficou cego.

Proeza 2 – Choque elétrico fatal com pirueta dupla:

Ok, o título foi fantasioso, mas só à parte da pirueta. Sabido era que meu avô trabalhava muito bem na arte de fazer poços artesianos. Naquela época (calculo eu década de 60-70) esses poços eram abertos manualmente (no início) com uma ferramenta que ia tirando a terra aos poucos. Essa ferramenta possuía hastes metálicas um bocado compridas. Pois bem, meu querido vovô estava tranqüilamente abrindo um poço quando “sem querer” esbarrou essa haste metálica em um poste de alta tensão. Resumo tomou um PUTA choque ficou tremendo por uns 2 dias. Não morreu. COMO?! Não sei! Não me perguntem! Não faço idéia. Não é à toa que ele deveria ser um personagem de Monteiro Lobato.

Existem mais proezas, como quando ele sobreviveu a um fio desencapado dentro de uma cisterna cheia de água, ou quando ele no carnaval fez o próprio irmão tomar uma coça (hahahahahahaha), mas são histórias deveras extensas e recheadas de improbabilidades.

Desculpem, mas não tinha como homenagear meu avô sem uma boa dose de humor. E creio que do pouco de lucidez que lhe restava, que ele daria boas risadas ao ler isto.

Domingo dia 1 de novembro 2009 Delmo da Silva Oliveira nos deixa. Recheado de boas memórias que irão até o fim de nossos dias perdurar. Um homem simples, de origem humilde porém com um valor humano astronômico. Pouco que sei do meu avô. Suas histórias por mais que contadas repetidas vezes, certamente nos farão sorrir ao lembrarmos dessa grande pessoa que foi vovô Delmo…

Anúncios

5 Responses to “10 anos se passaram…”


  1. 2 Dedo
    novembro 1, 2009 às 7:16 pm

    Depois de tanta conversa sobre a existência ou não de Deus nos deparamos mais uma vez com talvez o fato que mais atordoa a humanidade: A morte.
    Sereno acreditar que há o outro lado, que o outro lado é melhor… Estranho pensar que o fim é apenas o fim. Mais belo ainda é saber que até que todos tenhamos acabado, o primeiro ainda estará entre nós. A vida tem seu fim, o corpo tem seu fim… Felizmente para nós ideias não tem fim… Palavras não tem fim… Lendas não tem fim…

    Houve também a vez que ele arrancou o próprio dente e pra não infeccionar ele bochechou sei lá o que (Delminho pode lembrar)

    Vovô Delmo será sempre aquele que sobreviveu ao raio, aos marimbondos e a seus próprios dentes… Desses que sobrevivem inclusive à morte…

  2. novembro 1, 2009 às 9:08 pm

    Caro Filho……..seu avô estará sempre vivo, enquanto lembrarmos de suas histórias……. Obrigado pela homenagem. Papai iria gostar muito, assim como eu gostei. bjs. Delmo (pai)

  3. novembro 1, 2009 às 9:09 pm

    Filho, sua sensibilidade e delicadeza são, acredite, do nome que vc. carrega. bjs Regina

  4. novembro 2, 2009 às 2:21 am

    É verdade, para nós, idéias não têm fim.
    Assim como o fim é apenas uma idéia para nós.
    Pra mim, nossa vida é uma peleja entre ser e estar, enquanto estas idéias não findam em cessar.


Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


Aterro Sanitário

Lixo da Vez - Ronaldo o FENOMENO?!

Oi, queria agradecer ao espaço cedido pelo amigo e também entusiasta da copa, Bocadoogro.
Vocês sabem que eu sempre fui brasileiro desde que nasci no Brasil. Gosto muito do brasil e vou curtir muito assistir a copa do meu telão de cinema na minha casa lá na europa.

Mas vim aqui para um assunto mais importante. Essa palhaçada toda de protesto a respeito de usar dinheiro da copa para fazer hospital. Amigo, repito e disse, não se faz copa com hospital! Precisamos de estádio. Esse dinheiro que foi pro estádio não iria para hospital. Se não fosse pela copa o estádio nem o hospital existiria.

Vocês reclamam de hospital, não entendo! Sempre que fico gripado ou preciso de médico o Sírio-Libânes tá lá de boa. Não entendo essas reclamações. Neste ponto eu apoio meu amigo Pelé, grande sábio. Vamos esquecer essas bobeiras e focar na copa.

Grande abraço para vocês, do Ronaldinho Fenômeno.


%d blogueiros gostam disto: