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A vontade de compartilhar.

Notável o quanto as redes sociais alastraram-se horrorosamente pela internet. Myspace (um dos primeiros), orkut, facebook, google + (não dando muito certo até então) dentre outras que eu sequer conheço.

Alguns afirmam que o Facebook é um dos maiores “cases” de sucesso e que o Orkut tá indo pro pau, perdendo “seguidores” por dia para o facebook. Já ia esquecendo, o Twitter – claro – na minha opinião o mais inútil e o mais bem explorado para inutilidades. Acho que existem apenas uns 10% de twitters informativos e úteis. Daqueles que as pessoas que seguem recorram diariamente pois as informações ali postadas impactarão em suas vidas por algum motivo e não para saber que Valesca Popozuda ou…sei lá, qualquer ex BBB da vida ai fez um piercing no cuzinho.

Voltando ao Facebook e ao Orkut. As pessoas lembram como era o Orkut e como ficou. No início era tudo diversão, até que alguém tinha um olho furado. O orkut se popularizou de tal forma que uma quantidade infinita de lixo começou a ser depositada nele – piorando a situação. Recadinhos brilhantes para múltiplas datas festivas, alguns até música tinham. Você entrava para ver se havia algum recado e de repente começava ouvir Simone cantando músicas natalinas sem nem saber da onde vinha aquela merda.

As vésperas de largar o orkut de vez, notava todos colocando em seus “status” o ódio da dita “favelização” do orkut. Não partilho desse estigma social, que todo favelado é desordeiro e gosta de porcaria, apenas reproduzo o termo utilizado por diversos “manifestos” que vi.

Agora no facebook, dito “elitizado” na época de transição vejo essa mesma merda acontecer. Não aguento mais abrir o facebook e ver 40 quilos de “compartilhar” de imagens do 9GAG. A impressão que tenho que as pessoas ficam o dia inteiro compartilhando fotos de lá. Tinha um cara que até já deletei, por que era 24/7 compartilhando fotos desse site. Meu feed de notícias era praticamente 9GAG.

Felizmente o facebook, possui diversas ferramentas de bloqueio de histórico/conteúdo (das quais eu uso amplamente) para evitar coisas como fotos do 9GAG, bichos esquartejados e supostas frases de famosos. É cômico você ver frases de Albert Einstein sendo ditas por Fábio Assunção ou pelo Papa – e ver a quantidade de imbecis que compartilham elas sem ter a menor noção.

Problemática exposta, agora a pergunta – por qual razão as pessoas sentem TANTA vontade de compartilhar?

Pela facilidade?

Acho que o motivo principal – nunca vi ninguém ligando para a outra de 5 em 5 minutos com o papo “Ei ei, checa seu e-mail, te mandei uma foto do 9GAG, MUITO BOM! KKKKKKKKKKKKKKKKK”. Simplesmente não acontece. Tudo bem que já está mais que discutido que agimos de maneira bem diferente em redes sociais online do que na vida real. Especialmente quanto a “ser amigo” dos outros.

Pela necessidade?

Talvez muitos sintam a necessidade de compartilhar com todos algo que ache engraçado pelo simples fato em si. “Achei isso ótimo, logo todos precisarão saber que ao compartilhar isto, eu possuo alguma espécie de opinião acerca.” Você pode conhecer um pouco de uma pessoa pelo material que ela compartilha. Pessoas que compartilham zilhões de fotos de cachorrinhos fofinhos e felpudos, provavelmente gostam de animaizinhos. Pessoas que compartilham fotos de cachorros mutilados podem ser sádicas, idiotas, doentes ou apenas acreditam estar fazendo um bem maior e se posicionando firmemente “EI, COMPARTILHO PARA DEIXAR CLARO QUE SOU CONTRA ISSO.”

O caso mais recente que lembro, foi daquela campanha idiota de por fotinho de desenho animado no Avatar “contra a violência infantil”. É um modismo e consequência dessa geração – as famosas revoluções da cadeira do computador. Muitos aderindo por ser “legal” ou pois “aww todo mundo tá fazendo!”. Afinal não deixa de ser uma tentativa de pertencimento/inserção em algo, se sentir útil. Acreditar que você está fazendo a diferença, não faz de fato a diferença.

“EI EI! MAS VOSSE POÇUI UM BLOG PRAS PESSOA VER O QUE PENÇA?!?! QUE QUE VOSSE TÁ FALAMDU AI?!?!”

Bingo! Descobriu a pólvora! Pois bem, sim, eu possuo um blog por um bom tempo pelo simples motivo de ter um espaço público onde eu possa organizar ideias e pensamentos. Simples. Não faço muita questão de promover ou propagandear demais isso aqui. E é um espaço livre – todos podem opinar a vontade (se procurarem verão diversos comentários, até mesmo me ofendendo hehehehehe) não possui censura nem espaço para recriminação, de forma que se alguém se sentir incomodado com este post “Ei, eu fico o dia inteiro no 9GAG, que cara idiota!” pode expor sua opinião de maneira que quiser. Logicamente que aqueles que trouxerem argumentos inteligentes, irão gerar discussões e reflexões proveitosas.

E procuro diversificar assuntos, já falei desde bobeiras até coisa séria. Política, religião, sexualidade, arte, design, antropologia, ciências em geral e até jogos. Aw e claro – 90% ou mais – do material exposto aqui é de MINHA autoria. Pois melhor do que compartilhar é criar.


2 Respostas para “A vontade de compartilhar.”


  1. 2 Jenyffer
    dezembro 22, 2011 às 8:50 pm

    Ahhh eu compartilho foto de cachorros fofinhos… huahuahua Alias, farei uma procurando um dono pro poodle que eu salvei na ponte Rio-Niterói semana passada!!

    Saudade!


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Lixo da Vez - Lobisomem

Hugo Weaving, Benicio Del toro e Anthony Hopkins. Imagine um filme com esses três. Automaticamente pensaremos "Hmmmm deve dar um bom filme!" Agora imagine um diretor juntar esses três com um roteiro HORROROSO e conseguir produzir um filme CAGADO. Impossível! Blasfêmia! Não! É verdade. O filme é uma porcaria.
Lixosomem consegue juntar uns 30 tipos de clichês batidos e horríveis de outros filmes. A história babacamente simples (até ai tudo bem) acontece que muito mal explorada. O pai é lobo. Mata a mãe. O irmão. O filho vira lobo. É preso. Se solta. Volta e tira x1 com o pai. A lutinha de lobo x lobo foi uma coisa linda de se ver. Destaque para o clássico "amor bestial" quando o lobo está prestes a dilacerar aquele gostosa da Gwen, mas ao olhar nos olhos dela fica "boladinho" e não faz nada. Igual a King Kong, Hulk e qualquer filme que tenha um ser virando algo. Por fim ela mata ele com uma bala de clichês, digo prata - na mais completa trairagem.
Assistam essa obra cinematográfica.
Dado Dollabela, infectado pela Lixontropia, em noites de lua cheia vira o que? O homem-lixo? Atentai com as pessoas que possuem pedal!


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